segunda-feira, 13 de outubro de 2008

APENAS... UMA ORAÇÃO...


Vamos guardar silêncio e com os corações elevados ao alto...

Oremos pedindo ao Pai e a JESUS...nosso irmão...

Para que nosso caminhar...tenha sempre seu amparo na bondade que a Ele pedimos...

dentro de seus ensinamentos...

Senhor...

viemos pedir-te paz e sabedoria para um melhor entendimento...agradecemos pelo concedido...

Mas olha-nos um pouquinho mais...

Deixa-nos pedir...Querido Pai...

Faça com que nossas vibrações cheguem aos irmãos que nos pedem auxilio...

Os faça pacientes e compreensivos em suas dores...

Dá-lhes o entendimento para superar cada pedacinho que precisem alcançar...

Chegue Pai com tua bondade nos presídios...nos hospitais...em cada cantinho que te precisem e ampara -os...

Que todos nós sejamos envolvidos pela tua bendita Luz...

Que recebamos Tuas Bênçãos...

Que sejamos agraciados pela Tua Misericórdia...

Mas que todas essas graças sejam repartidas com Teus filhos que peregrinam neste Planeta...

Pai...somos pequeninos ante Tua grandeza...

Porém somos confiantes e esperançosos que Tu nos aceites com todas as nossas limitações...

Entretanto...

Se pequenos somos...

Temos a certeza de que
sob a Tua sombra...

Cresceremos e alcançaremos o progresso que esperas de nós...

Que hoje...Amanhã e Sempre estejamos sob o Teu amparo e proteção...

Enfim Pai..
.
Faça tua vontade prevalecer e nós humildemente a acatarmos...

Para superação de todos os nossos defeitos e elevação de nossas virtudes...

Dê-nos uma Boa Semana baseada em tua santa
palavra...

Dê-nos saúde e vontade para prosseguirmos em nossa jornada...

Amém!
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Oliver Shanti & Friends
Tara Mantra
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

SENSATEZ E A ORAÇÃO

Para se ter êxito na prática das boas ações, somente a devoção mostra-se insuficiente, havendo a necessidade de orientar-se com sensatez.

A sensatez dá-nos a possibilidade de concentrar nossa energia sobre aquelas obras que mais correspondem à nossas forças e habilidades.

A sensatez também ajuda-nos a escolher as atitudes que levar-nos-ão aos melhores resultados.

Na literatura sacra, a sensatez também é chamada de bom senso, ou o dom do bom senso.

A sabedoria vem a ser o grau máximo da sensatez, reunindo o conhecimento, a experiência e a compreensão da realidade espiritual dos fenômenos.

Na falta de bom senso, até as atitudes e palavras bem intencionadas podem levar à más conseqüências.

Sobre este assunto, escreve S. Antônio, o Grande: “Muitos benfeitores são magníficos, mas, às vezes, devido à inabilidade ou ao excesso de entusiasmo, pode ocorrer um dano…

O bom senso é um benfeitor que ensina e orienta o homem a seguir o caminho da retidão, sem se desviar pelas encruzilhadas.

Se caminharmos pelo caminho da retidão, nunca seremos levados por nossos inimigos, nem à direita — à temperança extrema, nem à esquerda — à negligência, ao descuido e à preguiça.

O bom senso é o olho da alma e o seu lampião…

Com o bom senso, a pessoa revê as suas vontades, palavras e atitudes, afastando-se de todos que o distanciem de Deus.”
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O MENSAGEIRO
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QUANDO PARECER EXTREMAMENTE DIFÍCIL

Recorra ao poder silencioso do seu pensamento. Coragem, faça uso de sua força mental, utilize suas experiências, não se aborreça.

Não esqueça de que as misérias, as fadigas, os desencontros, as incompreensões, fazem parte do aprendizado evolutivo do trânsito terreno - são degraus necessários para o indivíduo fazer autodisciplina. Não desanime, a maior parcela da vida é de luz e amor; procure senti-los e tudo ficará melhor em sua existência.

A falta de fé no Criador facilita o aparecimento do medo, aflição, angústia, ansiedade, dúvida, desgosto, tristeza, desilusão, egoísmo, infelicidade; são freqüências mentais que destroem e aviltam a dignidade humana.

A prática cotidiana de afirmar o bem, exercitá-lo, fazer autocontrole, disciplina de si mesmo, representam o caminho seguro e iluminado da paz, do conhecimento, do equilíbrio.

A fé no Criador, o trabalho em benefício da família humana e a vontade firme no bem constituem toda a base da satisfação, da vitória do homem.

Não há dificuldade, por maior que possa parecer, que não se transforme diante da calma, da serenidade, da paciência e da poderosa concentração do pensamento no amor, na verdade e na justiça.

A disciplina pessoal consegue reunir as forças dispersas do pensamento, dirigindo-as, transformando-as em luz que ilumina os momentos difíceis, escuros. A disciplina pessoal é alimento que sustenta o ser humano na caminha-da do bem.


O homem que procura fazer o processo de espiritualização não teme as dificuldades, a contrariedade. O seu ser caminha no sentido de fazer o melhor possível, sendo sempre a compreensão, a esperança pela força da prece.

Meu amigo, não há outra alternativa para alcançar a resolução dos seus problemas senão pelo autoconheci-mento, o domínio de si próprio. Coragem, o conhecimento liberta.

Quando tudo parecer extremamente difícil, procure elevar-se acima dos problemas que o perturbam. Dia a dia, faça exercício de tranqüilização da mente. Diga a você mesmo: "Eu quero ser feliz", entre no silêncio do seu próprio ser, afirme-se no bem, frutifique, viva o vigor da dignidade humana, da esperança e do amor, sendo senhor de si e respeitando profundamente o seu próximo.

Meu bom irmão, neste momento pense intensamente no Criador, olhe o mundo e você alcançará identidade, será feliz, pois saberá proclamar a vitória da verdade que é Deus.

Fé, luz, a construção do amanhã.
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Leocádio José Correia & Maury Rodrigues da Cruz
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PACIÊNCIA E VIDA

Estudo necessário da paciência: observar cada um de nós face a própria conduta nas relações humanas e no reduto doméstico.

Sabemos compreender habitualmente os assaltos morais de inimigo gratuitos, obrigando-nos a refletir quanto à melhor forma de auxiliá-los para que se renovem construtivamente em seus pontos de vista, e, em muitos casos, esbravejamos contra o desagrado de uma criança que a doença incomoda.

Aprendemos a suportar com serenidade e entendimento, prejuízos enormes da parte de amigos, nos quais depositávamos confiança e carinho, buscando encontrar o modo mais seguro de ajudá-los para o resgate preciso e, muitas vezes, condenamos asperamente pequenas despesas naturais de entes queridos, credores insofismáveis de nosso reconhecimento e ternura.

A tolerância para com superiores e subalternos, colegas e associados, familiares e amigos íntimos é realmente o recurso da vida em que se nos erige o metro do burilamento moral. Isso porque, conquanto a beneficência se mostre sempre sublime e respeitável, em todas as suas manifestações e atributos, é sempre muito mais fácil colaborar em campanhas públicas em auxílio da Humanidade ou prestigiar pessoas com as quais não estejamos ligados por vínculos de compromisso e obrigação que tolerar com calma e compreensão, os contratempos mínimos e as diminutas humilhações no ambiente individual.

Paciência por isso mesmo, em sua luminosa autenticidade há de ser aprendida, sentida, sofrida, exercitada e consolidada junto daqueles que nos povoam as áreas do dia-a-dia, se quisermos esculpi-la por realização imorredoura no mundo da própria alma.

Preguemos e ensinemos quanto nos seja possível os méritos da paciência, no entanto, examinemos as próprias reações da experiência íntima à frente de quantos nos compartilham a luta cotidiana, na condição de sócios da parentela e do trabalho, do ideal e das tarefas de cada dia e, perguntemos com sinceridade a nós próprios se estamos usando de paciência para com eles e para com todos os outros companheiros da Humanidade, assim como estamos incessantemente tolerados e amparados pela paciência de Deus.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PRATIQUE A GENTILEZA

Lembro-me de uma campanha que durou infelizmente pouco tempo, cujo apelo era simplesmente: "Pratique gentileza!".

A lógica da campanha era que as pequenas gentilezas do dia-a-dia, desde um Bom dia!, um Tudo bem com você?, ou o simples ato de ceder o lugar para um idoso no ônibus já contribui para a vida social e, principalmente, para a vida pessoal pelo bem-estar que um gesto ou um sorriso de agradecimento pode proporcionar.

O professor, filósofo e escritor, Renato Janine Ribeiro, tem inserido em seus escritos e palestras a proposta de retomada das "boas maneiras"; expressão que ele considera mais adequada do que a palavra "etiqueta", que poderia levar a outro sentido, como ao uso dos talheres à mesa ou ao comportamento durante uma recepção elegante. Ele diz que pequenas mudanças de hábitos no trato inter-pessoal cotidiano baixaria os níveis de ansiedade, estresse e medo que hoje são comuns na nossa sociedade. Essa seria uma forma simples e prática de entender e praticar a "alteridade"?

Uma reeducação comportamental pela qual recuperássemos antigos e bons hábitos de relacionamento poderia contribuir para a vida social, hoje tão afetada pela agressividade de uns e pelo individualismo exacerbado de outros. É o medo. Emoção básica que todos nós - seres humanos como os outros seres da criação -, trazemos como mecanismo de sobrevivência, mas que pode adquirir aspectos doentios quando se reveste de uma centralização excessiva nos próprios interesses e valores, ou quando resvala para atitudes de controle e domínio sobre os outros. Uma verdadeira cegueira mental pode apoderar-se das pessoas que então deixam de perceber que viver é conviver.

Como começar? Todo começo é difícil, mas sempre possível. Um primeiro passo é o auto-conhecimento. Saber das próprias limitações e deficiências, tanto quanto de suas habilidades e potencialidades. Um segundo passo é a autodisciplina, que não significa assumir posturas de austeridade monástica. Disciplina é ter controle sobre apelos emocionais discutíveis, sobre mensagens áudio-visuais que em nada acrescentam à vida verdadeira, é resistir a aspectos meramente acessórios, supérfluos ou passageiros da vida. Disciplina não é abrir mão da parte boa da vida, mas saber apreciá-la com moderação.

Um outro ponto é “praticar a gentileza”, isto é, tornar-se uma pessoal agradável, seja pelo falar, seja pelo agir, mas sem afetação. Exercitar a compreensão, evitar conflitos ou confrontos desnecessários e se for necessário agir com energia, que ela seja temperada com a bondade. Ser generoso sem ser tolo. Ser tolerante sem complacência. Ser franco e sincero, porém sem grosseria. Entender que os outros têm todo o direito de conceber a vida como bem entenderem. Cada um tem seu tempo de maturação emocional e espiritual. Porém, nunca é demais lembrar que o motor das mudanças é a vontade.

Enfim, pôr tudo isso em prática no dia-a-dia da melhor maneira possível, no relacionamento com parentes, colegas de trabalho, amigos e amigas, companheiros de passagem em nossas vidas, sem tornar-se um chato nem piegas. Não imaginar que a vida será um mar de rosas só porque procuramos tratar bem as pessoas, pois eventualmente seremos mal-interpretados, incompreendidos e mesmo maltratados. Paciência, pois isso também faz parte da aventura da vida.
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Paulo R. Santos
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RENOVAR...


Que o dia traga pelas mãos,
toda a compreensão que você precisa,
não para entender as pessoas que você não consegue,
mas para aceitar as diferenças, viver o momento,
a situação que leva cada um a pensar e agir,
de maneira tão diferente do esperado.
Por isso não se espante...

Que o dia lhe apresente um espelho,
onde possas ver a pessoa mais importante na sua vida,
e que no reflexo dos seus olhos, você possa compreender,
a importância que realmente tem, e esquecer;
toda a injustiça, ás humilhações, o desamor,
e rir, rir da própria vida, dos seus atos,
lembrar de ser assim, simplesmente feliz.
Por isso se encante...

E com esse riso no rosto,
que você tenha o gosto,
de pegar a felicidade pelas mãos,
e entender finalmente quem é o construtor,
quem é o pintor das suas telas,
descobrir ainda hoje, que só você pode,
mudar, consertar, reparar, conquistar,
caminhar e seguir com quem quiser,
quando quiser, quando se der a chance de mudar.
Por isso se esforce...

Mudar não dói tanto assim,
é questão de atitude, de respeito,
respeito pela vida,
por Deus e principalmente,
por você!
Por isso creia, confie e siga adiante...
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Paulo Roberto Gaefke
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FÉ RACIOCINADA

A tua fé será raciocinada mas não fria.

Guardá-la-ás por luz na inteligência não para identificar os males que infelicitam a vida, mas também para remediá-los tanto quanto possas.

Ouvirás discussões apaixonadas e por vezes estéreis, em nome da dúvida e da experimentação, da filosofia e da ciência, no arrazoado daqueles que continuam perguntando se eles próprios existem e, de outros, colherás o estranho argumento de que tua fé nada tem a ver com burilamento moral.

Efetivamente, não desprezarás a indagação digna, reconhecendo que o estudo é imperativo de nossa marcha em rumo certo, no entanto, conservarás no teu íntimo a certeza da própria imortalidade, qual facho inapagável de sol e, conquanto não desconheças que sublimação não é serviço de apenas um dia, honrarás os teus compromissos, guardando lealdade à reta consciência na disciplina da palavra empenhada.

Crerás na Vida Maior, aprimorando a vida menor em que encontras. Amarás a Deus, conchegando-te ao próximo, a fim de repartir com ele os dons de que o Senhor te enriqueceu. Farás de tua fé energia dinâmica a desentranhar-se da oração e da teoria, na forma de serviço ao próximo.

Aceitarás a mensagem da sobrevivência a falar-te do amanhã, por bendita orientação destinada à vivência de hoje, de modo a que faças melhor, através da convivência com teus irmãos.

À vista disso, a tua confiança na Divina Providência revelar-se-á consubstanciada no verbo com que esculpes a doutrina do amor e da verdade, na página iluminativa com que elevas o pensamento alheio, no auxílio providencial aos que sofrem, no perdão das ofensas, no esquecimento dos ultrajes ou no pão que divides com os últimos viajantes nas retaguardas da aflição.

Ser-te-á ela o arado precioso para arrotear a gleba do mundo, onde a vida te aguarda as sementes do progresso e renovação, no poder do trabalho e na força do bem.

Tua fé raciocinada constituirá, por fim, a lâmpada que Allan Kardec te colocou nas mãos, para que a chama da caridade nela flameje constantemente. Caminharás com ela e por ela atingirás a compreensão real dos ensinamentos do Cristo, aprendendo a servir com Ele, nosso Mestre e Senhor, para que o Reino de Deus se levante no coração dos homens, construindo a felicidade dos homens para sempre.
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Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ESPELHO D'ALMA


Tente imaginar um Espelho D'Alma...

(Para fazer isso, você terá que se despir de todas as suas máscaras).

Observe você:
Suas qualidades, seus defeitos,
Seus acertos, seus erros,
Suas conquistas, suas derrotas,
Seus pontos fortes e fracos.

Depois que fizer isso, raciocine:

- NINGUÉM É TÃO BOM PARA SER GLORIFICADO,
NEM TÃO MAU, PARA SER CRUCIFICADO!

Agora, olhe para os lados...
Imagine seus amigos e inimigos
Eles estão a te observar...

(Eles não precisam do espelho imaginário,
eles o vêem sem espelho mesmo...)

Saiba:

SEUS AMIGOS DE VERDADE,
SEMPRE VERÃO SEUS DEFEITOS,
MAS ESTARÃO AO SEU LADO
PELAS SUAS QUALIDADES,
TORCENDO POR SUAS VITÓRIAS!

Seus inimigos,
Observarão suas qualidades,
Mas estarão eternamente relembrando seus erros,
torcendo por uma derrota, CRITICANDO MESMO...

Agora, volte-se para o espelho:

Você tem o livre arbítrio de se colocar como seu próprio amigo, ou não...

PARA SER SEU PRÓPRIO AMIGO,
VOCÊ SEMPRE DEVERÁ LEMBRAR
QUE NÃO É PERFEITO,
QUE É CHEIO DE FALHAS, CHEIO DE ERROS...

MAS, QUE SUAS QUALIDADES,
SUA VIDA, SEUS AMORES VALEM A PENA!!!

E, QUANTO AOS SEUS INIMIGOS,
LEMBRE-SE:

- NÃO PERCA SEU TEMPO COM ELES!

De qualquer forma,
Se algum dia você descobrir
Que algum amigo te decepcionou, ou que algum
Inimigo invadiu seu território...
LEIA A SEGUINTE MENSAGEM, ELA TE TRARÁ PAZ!

"SALMO 23"

O Senhor é meu pastor; nada me faltará.

Ele me faz repousar em pastos verdejantes.

Leva-me para junto das águas de descanso;
refrigera-me a alma.

Guia-me pelas veredas da justiça
por amor do seu nome.

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal nenhum,
porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.

Preparas-me uma mesa
na presença dos meus adversários,
unges-me a cabeça com óleo;
o meu cálice transborda.

Bondade e misericórdia certamente me seguirão
todos os dias da minha vida;
e habitarei na Casa do Senhor
para todo o sempre.
Amém!

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CLÁUDYA LESSA
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A PALAVRA


Poderoso veículo de comunicação, a palavra é instrumento que poucos utilizam como deveriam.

A boa palavra ergue e consola, ensina e corrige, ampara e salva.

A má palavra envenena e mata, enlouquece e fulmina, desequilibra e arma de ódio.

Dispões desse abençoado instrumento para preservar a vida e enriquecê-la de bênçãos, que é a palavra.

Usa o verbo com sabedoria, ensinando, ajudando e impulsionando as pessoas ao avanço, ao progresso.

Articula a palavra sem gritaria, nem desconcerto emocional, de modo que se te faça agradável, inspirando os que te ouvem e gerando simpatia em teu favor. A arte de falar é conquista que todos devem lograr.
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JOANNA DE ÂNGELIS & CIVALDO P. FRANCO

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PORQUE, SENHOR?

... E Nicodemos, o grande Nicodemos dos dias primeiros do Evangelho, passou a contar-nos;

- Depois da aparição do Senhor aos quinhentos da Galiléia, certo dia, ao entardecer, detive-me à beira do lago de suas pregações, rogando a Ele me dissipasse as dúvidas. Ante os ensinamentos divinos, eu experimentava o entrechoque em torno das ideias de justiça e misericórdia, responsabilidade e perdão... De que maneira conciliar o bem e o mal? como estabelecer a diferença entre prêmio e castigo? Atormentado, perante as exigências da Lei de que eu era intérprete, supliquei-lhe a palavra e eis que, de súbito, o Excelso Benfeitor apareceu junto de mim... Prostrei-me na areia e Jesus, aproximando-se, tocou-me, de leve, a cabeça fatigada, e inquiriu:

- Nicodemos, que pretendes de mim?

- Senhor – expliquei -, tenho o pensamento em fogo, tentando discernir sobre retidão e delinquência, bondade e correção... Porque te banqueteaste com pecadores e tanta vez te referiste, quase rudemente, aos fariseus, leais seguidores de Moisés? Acaso, estão certas as pessoas de vida impura, e erradas aquelas outras que se mostram fiéis à Lei?

Jesus respondeu com inflexão de brandura inesquecível:

- Nunca disse que os pecadores estão no caminho justo, mas afirmei que não vim ao mundo socorrer os sãos, e sim os enfermos. Quanto aos princípios de santidade, que dizer dos bons que detestam os maus, dos felizes que desprezam os infelizes, se todos somos filhos de Deus? de que serve o tesouro enterrado ou o livro escondido no deserto?

- Messias – prosseguiu -, porque dispensaste tanta atenção a Zaqueu, o rico, a ponto de lhe compartilhares a mesa, sem visitar os lares pobres que lhe circundam a moradia?

- Estive com a multidão, desde as notícias iniciais do novo Reino!... Relativamente a Zaqueu, é ele um rico que desejava instruir-se, e furtar a lição, àqueles amigos a quem o mundo apelida de avaros, é o mesmo que recusar remédio ao doente...

- E as meretrizes, Senhor? porque as defendeste?

- Nicodemos, na hora do Juízo Divino, muitas dessas mesmas desventuradas mulheres, que censuras, ressurgirão do lodo da angústia, limpas e brilhantes, lavadas pelo pranto e pelo suor que derramarem, enquanto que aparecerão pejados de sombra e lama aquelas que lhes prostituíram a existência, depois de lhes abusarem da confiança, lançando-as à condenação e à enfermidades.

- Senhor, ouvi dizer que deste a Pedro o papel de condutor dos teus discípulos... Porquê? não é ele o colaborador que te negou três vezes?!

- Exatamente por isso... Na dor do remorso pelas próprias fraquezas, Simão ganhará mais força para ser fiel... Mais que os outros companheiros, ele sabe agora quanto custa o sofrimento da deserção...

- Mestre, e os ladrões do último dia? porque te deixaste imolar entre dois malfeitores? e porque asseguraste a um deles o ingresso no paraíso, junto de ti?

- Como podes julgar apressadamente a tragédia de criaturas cuja história não conheces desde o princípio? Não acoberto os que praticam o mal; no entanto, é preciso saber até que ponto terá alguém resistido à tentação e ao infortúnio para que se transformam em vítimas do próprio desequilíbrio e há empreiteiros da fome que responderão pela crueldade com que sonegam o pão... Com referência ao amigo a quem prometi a entrada imediata na Vida Superior, é verdade que assim o fiz, mas não disse para quê... Ele realmente foi conduzido ao Mundo Maior para ser reeducado e atendido em suas necessidades de erguimento e transformação!...

- Senhor – insistiu -, e a responsabilidade com que nos cabe tratar da justiça? porque pediste perdão ao Todo-Poderoso para os próprios carrascos, quando dependurado na cruz do martírio, inocentando os que te espancavam?

- Não anulei a responsabilidade em tempo algum... Roguei, algemado à cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem...” Com isso, não asseverei que os nossos adversários gratuitos estivessem fazendo o que deviam fazer... Esclareci, tão-só, que eles não sabiam o que estavam fazendo e, por isso mesmo, se revelavam dignos da maior compaixão!...

Ante as palavras do Senhor – concluiu o antigo mestre de Israel -, as lágrimas me subiram das entranhas da lama para os olhos... Nada mais vi que não fosse o véu diáfano do pranto, a refletir as sombras que anunciavam a noite... Ainda assim, ouvi, como se o Senhor me falasse longe, muito de longe:

- Misericórdia quero, não sacrifício...

Nesse ponto da narrativa, Nicodemos calou-se. A emoção sufocara a voz do grande instrutor, cuja presença nos honrava a mansão espiritual. E, quanto a nós, velhos julgadores do mundo, que o ouvíramos atentos, entramos todos em meditação e silêncio, de vez que ninguém apareceu em nossa tertúlia íntima com bastante disposição para acrescentar palavra.
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“Irmão X” & CHICO XAVIER
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DE POBRES E DE RICOS

A maioria dos seres humanos deseja ser rico. Dinheiro representa privilégios, prazeres, poder. É um sonho generalizado que atinge quase todo mundo.

Quem é pobre deseja melhorar de vida. Quem já é rico almeja ser milionário. E o milionário? Esse também quer mais! Quer ter bilhões.

O doente acredita que o dinheiro vai lhe dar acesso a tratamento vip. Quem está saudável sonha com viagens, jantares em restaurantes sofisticados.

Anônimos querem a riqueza para se tornar celebridades.

Até os idealistas, sonhadores e santos querem dinheiro. Uns sonham em melhorar o Mundo, outros planejam construir hospitais e abrigos.

Todos acreditam que usarão acertadamente os recursos para o bem geral.

Há até quem ridicularize o provérbio popular que afirma que o dinheiro não traz felicidade. Com um sorriso irônico, sempre há quem desdenhe a sabedoria coletiva e contraponha:

Dinheiro pode até não trazer felicidade, mas ajuda um bocado.

Mas há alguns aspectos da vida que não estão acessíveis à influência do dinheiro. Aliás, o poder do dinheiro refere-se exclusivamente a coisas compráveis.

Naquelas coisas sutis – que são de domínio exclusivo da Divindade – o dinheiro é inútil. Ele não pode tornar mais belos os filhos dos ricos.

Nem a maior fortuna do Mundo compra consolo para a mãe que perde o filho. E, por mais nobre que seja, quem pode garantir que terá amor verdadeiro?

Sábias são as palavras de Jesus: Quem de vós poderá acrescentar um palmo à sua altura?

A natureza nos limita: quem pode viver sem ar? Ou sem comida, ou água? Quem pode evitar a morte, a velhice ou o sofrimento, por mais dinheiro que tenha acumulado?

São os limites impostos por Deus e que nos servem de advertência sobre a igualdade que reina sobre nós. Afinal, estamos submetidos às mesmas regras de nascimento, vida e morte.

Ricos e pobres, todos nascemos dependentes, enrugados, pequeninos. Nenhum filho de milionário nasceu com dentes ou pronunciando as palavras.

Mesmo que o berço seja de ouro, crianças ricas também estão sujeitas às mesmas limitações que atingem a infância pobre.

E assim crescemos – mendigos e milionários – contemplando o mesmo sol, tendo a mesma lua como testemunha silenciosa de nossas vidas.

Chuva, frio, calor nos atingem igualmente, sem aumentar ou diminuir perante a quantidade de dinheiro que carregamos.

E mesmo a morte, um dia chegará para todos. Encontrará alguns em nobres leitos, cobertos por lençóis finíssimos.

A outros surpreenderá em casas paupérrimas, solitários e maltrapilhos. Mas ela virá para todos.

O preço do caixão, a imponência do túmulo serão então apenas diferenças externas. No interior das sepulturas, a lei da decomposição do corpo físico alcançará aos corpos de magnatas e pobrezinhos.

Passadas algumas décadas, se misturados os esqueletos de ricos e pobres, quem poderá dizer quais daqueles brancos ossos era dono de mais dinheiro?

Após a morte do corpo, Deus nos pedirá contas somente do amor que nutrimos, do bem que espalhamos, da ética que cultivamos e da paz que construímos.

O dinheiro? Ah, o dinheiro ficará nos cofres do Mundo, utilizado por outros administradores temporários.
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REDAÇÃO DO MOMENTO ESPÍRITA
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

AGRADECIMENTO

Recebi este selo da Carinhosa New , do blog Estúrdio Blogs New.
New, mais uma vez você me deixou muito feliz e lisonjeado pela indicação.
Querida New, eu te desejo tudo de bom e que Deus te ilumine cada vez mais!!



Eu já tinha recebido e repassado este selo, a postagem seria só para agradecimento...

Mas, eu aproveito e repasso com carinho, pro excelente e competente
Herbert do blog Oficina de Gerência

O PROVEITO COMUM




Dentro da noite muito clara, os companheiros reunidos em casa de Pedro comentavam as
dificuldades na divulgação das idéias redentoras.

Muita gente se valia do socorro de Jesus, buscando vantagens próprias. Certo negociante
provocava o ajuntamento popular em determinada região da praia, a fim de estimular a venda de vinhos;

carroceiros vulgares intensificavam a propaganda do Reino Celeste, nas cercanias,
não com o objetivo de se tornarem melhores, mas para alugarem veículos diversos a doentes
de longe, interessados na assistência do Mestre.

O parecer de quase todos os apóstolos era inquietante e desalentador.

Foi quando o Divino Amigo, tomando a palavra, explanou:

— Certo filósofo, mergulhado nos estudos da Revelação Divina, possuía um discípulo
que nunca se conformava com a incompreensão do povo quanto às verdades celestes. Inflamava-
se, de minuto a minuto, contra os maus, os ingratos ou os hipócritas,
que abusavam dos elevados ensinamentos de que se via portador.

O mestre ouvia-o e guardava silêncio, até que numa linda manhã, vindo um aguaceiro
rápido de estio, convidou-o para um breve passeio até o campo próximo, depois de refeita a
paisagem.

Não haviam andado meia-milha, quando avistaram vasta faixa de pântano; e o orientador,
observando que o charco recebia a água da chuva, explicou:

— Eis que o lodaçal recolhe o líquido celeste e com ele faz imundo caldo, mas existem
batráquios que se beneficiarão com segurança e eficiência, porquanto, se não chovesse, provavelmente
estas águas escuras se transformariam em veneno mortal.

Depois de alguns passos, encontraram poças de enxurrada nos recôncavos de terra dura,
e o mentor, analisando-as, acrescentou:

— Aqui, a fonte jorrada do firmamento é agora lama desagradável; entretanto, que seria
deste chão estéril se a água divina o não visitasse?
Amanhã, talvez veremos neste solo perfumada floração de lírios rústicos.

Marcharam adiante e detiveram-se na contemplação de algumas árvores nuas. A
água, nos galhos ressequidos, parecia cinzenta e fétida, mas o instrutor esclareceu:

— Nestas árvores abandonadas, a bênção da chuva cristalina se fez pesada e sombria; no
entanto, que lhes aconteceria se as dádivas do Alto as não beneficiassem?
Possivelmente, morreriam, em breve, até às raízes.
Em poucas semanas, porém, cobrir-se-ão de ramagens fartas,
servindo aos lares abençoados dos passarinhos.

Demandaram além e descobriram alguns pessegueiros, cujas flores guardavam as gotas
do céu, com tanta beleza, que mais se assemelhavam, dentro delas,
a diamantino orvalho, levemente irisado pela claridade solar. O mestre, indicando-as, disse:
— Aqui, as pétalas puras conservaram o dom celeste com absoluta fidelidade e, muito
em breve, serão perfume e beleza em excelentes frutos para o banquete da vida.

Logo após, espraiando o olhar pela paisagem enorme, falou ao discípulo espantado:
— Jamais censures o manancial do socorro celeste. Cada homem lhe recebe o valor no
plano em que se encontra. Guardando-lhe os princípios sublimes, o criminoso se faz menos
cruel, o pior se mostra menos mau, o imperfeito melhora, o infortunado
encontra alívio e os bons se engrandecem para maior amplitude no serviço ao Nosso Pai.

Se possuis raciocínio suficiente para discernir a realidade, não te percas em reprovações vazias.

Aprende com o Supremo Senhor que ajuda sempre, de acordo com a posição e a necessidade de cada um, e distribui com todos os que te cercam os bens do Céu que já podes reter com fidelidade e o Céu te abrirá o acesso a tesouros sem-fim...

Terminada que foi a narrativa, Jesus calou-se.

Os apóstolos, como se houvessem recebido sublime lição em tão poucas palavras, entreolharam-
se, expressivamente, silenciosos e felizes.

O Senhor, então, abençoou-os e retirou-se para as margens do lago, fitando, pensativo,
as constelações que tremeluziam distantes...
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NEIO LÚCIO & CHICO XAVIER
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TEMOR DA MORTE

Determinada reportagem televisiva nos deu ciência de que, em enquete realizada junto a adolescentes de populosa capital do nosso país, 51% deles revelaram que seu maior temor é a morte.

Ao ouvirmos o resultado da pesquisa, de imediato nos pusemos a pensar acerca do quanto necessitam de orientação religiosa os nossos jovens.

Porque o que dá causa ao medo da morte é o receio da destruição total, decorrente da noção equivocada acerca da vida futura.

À proporção que o homem compreende melhor o que o espera para além da tumba, o temor da morte diminui. Arrefece, até desaparecer.

Ciente de que a vida terrena é transitória e de que o aguarda outra vida, vibrante, verdadeira, após o decesso físico, com tranqüilidade enfrentará a morte.

A certeza da vida futura lhe dá outro curso às idéias. Outro objetivo ao trabalho.

Tudo o que oferece o mundo material é considerado como oportunidade de progresso, de experiência. As coisas materiais são bens de que deve se utilizar, com sabedoria, consciente de que não os levará consigo.

A certeza de que, após a morte, poderá reencontrar seus amigos, reatar relações que teve na Terra e de que o fruto do seu trabalho não se perde, confere ao ser humano calma para o momento da morte.

Afinal, ela não é uma megera que vem destruir a felicidade, ceifando a vida mais preciosa, o ser mais amado, numa sistemática de puro prazer.

É, sim, dentro da Lei de Destruição, Lei instituída pela Divindade que opera com sabedoria a sua ação.

Reeducarmo-nos e educarmos os nossos filhos se faz urgente. Desde cedo, ensinar aos pequenos que a morte não existe, senão no tocante ao físico.

Que ninguém morre, senão na roupagem carnal. O Espírito imortal prossegue a viver, como antes de renascer, vivia na espiritualidade e já enfrentou outras tantas vidas na carne.

Também preciso se faz que passemos a enfrentar a circunstância da morte de forma diversa.

Até os dias da atualidade, a passagem da Terra para a Espiritualidade é rodeada de cerimônias lúgubres, que verdadeiramente infundem terror.

Os emblemas da morte lembram somente a destruição do corpo, mostrando-o descarnado.

A partida dos seres para o outro mundo se faz acompanhar de lamentos dos sobreviventes, como se morrer fosse uma desgraça.

As despedidas são de adeuses eternos.

É necessário mudar toda essa panorâmica.

Em vez de recordar a destruição do corpo, mostrar a alma se desembaraçando, radiosa, dos grilhões terrestres.

No lugar das lamentações e dos adeuses, a saudação de quem sabe que logo mais também realizará a grande viagem.

E, por isso, simplesmente diz: Até breve. Até logo!

Sem dúvida, muito tempo será preciso para o homem se desfazer desses preconceitos acerca da morte.

No entanto, há que se começar a educação, pois que à medida que se conceber uma idéia mais sensata da vida espiritual, desaparecerão os temores. Os homens verdadeiramente sábios não temem a morte.

Fartos exemplos encontramos em Gandhi, que se deixou imolar em nome da não violência.

De Francisco de Assis que afirmou continuar a trabalhar em seu jardim, mesmo se soubesse que algumas horas após morreria.

O maior exemplo foi o Cristo que nos ensinou a morrer com dignidade. Na hora final, suas palavras foram: Pai, em Tuas mãos, entrego o Meu Espírito.
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REDAÇÃO DO MOMENTO ESPÍRITA
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A MENINA E A MAÇÃ


Agosto 1942. Piotrkow, Poland. Naquela manhã o céu estava sombrio, enquanto esperávamos ansiosamente. Todos os homens, mulheres e crianças do gueto judeu de Piotrkow foram arrebanhados em uma praça.

Espalhou-se a notícia de que estávamos sendo removidos. Meu pai havia falecido recentemente de tifo, que se alastrara através do gueto abarrotado. Meu maior medo era de que nossa família fosse separada.

''O que quer que aconteça,' Isidore, meu irmão mais velho, murmurou para mim, 'não lhes diga a sua idade. Diga que tem dezesseis anos'.

Eu era bem alto, para um menino de 11 anos, e assim poderia ser confundido. Desse jeito eu poderia ser considerado valioso como um trabalhador.

Um homem da SS aproximou-se, botas estalando nas pedras grosseiras do piso. Olhou-me de cima a baixo e perguntou minha idade.

'Dezesseis', eu disse. Ele mandou-me ir à esquerda, onde já estavam meus três irmãos e outros jovens saudáveis.

Minha mãe foi movida para a direita com outras mulheres, crianças, doentes e velhos.

Murmurei para Isidore, 'Porque?'

Ele não respondeu.

Corri para o lado da mãe e disse que queria ficar com ela.

'Não,' ela disse ela com firmeza.

'Vá embora. Não aborreça. Vá com seus irmãos'.

Ela nunca havia falado tão asperamente antes. Mas eu entendi: ela estava me protegendo. Ela me amava tanto que, apenas esta única vez, ela fingiu não fazê-lo. Foi a última vez que a vi.

Meus irmãos e eu fomos transportados em um vagão de gado até a Alemanha.

Chegamos ao campo de concentração de Buchenwald em uma noite, semanas após e fomos conduzidos a uma barraca lotada. No dia seguinte recebemos uniformes e números de identificação.

''Não me chamem mais de Herman', eu disse aos meus irmãos. 'Chamem-me 94938'.

Colocaram-me para trabalhar no crematório do campo, carregando os mortos em um elevador manual.

Eu, também, me sentia como morto. Insensibilizado, eu me tornara um número.

Logo, meus irmãos e eu fomos mandados para Schlieben, um dos sub-campos de Buchenwald, perto de Berlim.

Em uma manhã eu pensei que ouvi a voz de minha mãe.

'Filho' ela disse suave mas claramente, 'Vou mandar-lhe um anjo'.

Então eu acordei. Apenas um sonho!

Um lindo sonho! Mas nesse lugar não poderia haver anjos. Havia apenas trabalho. E fome. E medo.

Poucos dias depois, estava caminhando pelo campo, pelas barracas, perto da cerca de arame farpado, onde os guardas não podiam enxergar facilmente. Estava sozinho.

Do outro lado da cerca, eu observei alguém: uma pequena menina com suaves, quase luminosos cachinhos. Ela estava meio escondida atrás de uma bétula.

Dei uma olhada em volta, para certificar-me de que ninguém me viu. Chamei-a suavemente em Alemão. 'Você tem algo para comer?'

Ela não entendeu.

Aproximei-me mais da cerca e repeti a pergunta em Polonês. Ela se aproximou. Eu estava magro e raquítico, com farrapos envolvendo meus pés, mas a menina parecia não ter medo. Em seus olhos eu vi vida.

Ela sacou uma maçã do seu casaco de lã e a jogou sobre a cerca.

Agarrei a fruta e, assim que comecei a fugir, ouvi-a dizer debilmente, ''Virei vê-lo amanhã'.

Voltei para o mesmo local, na cerca, na mesma hora, todos os dias. Ela estava sempre lá, com algo para eu comer - um naco de pão ou, melhor ainda, uma maçã.

Nós não ousávamos falar ou demorarmos. Sermos pegos significaria morte para nós dois.

Não sabia nada sobre ela, apenas um tipo de menina de fazenda, exceto que ela entendia Polonês. Qual era o seu nome? Porque ela estava arriscando sua vida por mim?'

A esperança estava naquele pequeno suprimento, e essa menina do outro lado da cerca trouxe-me um pouco, como que nutrindo dessa forma, tal como o pão e as maçãs.

Cerca de sete meses após, meus irmãos e eu fomos abarrotados em um vagão de carvão e enviados para o campo de Theresiensatdt, na Tchecoeslováquia.

'Não volte', eu disse para a menina naquele dia. 'Estamos partindo'.

Voltei-me em direção às barracas e não olhei para trás, nem mesmo disse adeus para a pequena menina, cujo nome eu nunca aprendi, a menina das maçãs.

Permanecemos em Theresienstadt por três meses. A guerra estava diminuindo e as forças aliadas se aproximando, muito embora meu destino pareceu estar selado.

No dia 10 de maio de 1945 eu estava destinado a morrer na câmara de gás, às 10:00 horas.

No silencioso crepúsculo, tentei me preparar. Tantas vezes a morte pareceu pronta para me reclamar, mas de alguma forma eu havia sobrevivido. Agora, tudo estava acabado.

Pensei nos meus pais. Ao menos, pensei, nós estaremos nos reunindo.

Mas, às 08:00 horas ocorreu uma comoção. Ouvi gritos, e vi pessoas correndo em todas as direções através do campo. Juntei-me aos meus irmãos.

Tropas russas haviam liberado o campo! Os portões foram abertos. Todos estavam correndo, então eu corri também. Surpreendentemente, todos os meus irmãos haviam sobrevivido.

Não tenho certeza como, mas sabia que aquela menina com as maçãs tinha sido a chave da minha sobrevivência.

No local onde o mal parecia triunfante, a bondade de uma pessoa salvara a minha vida, me dera esperança em um lugar onde ela não existia.

Minha mãe havia prometido enviar-me um anjo, e o anjo apareceu.

Eventualmente, encaminhei-me à Inglaterra, onde fui assistido pela Caridade Judaica, fui colocado em uma hospedaria com outros meninos que sobreviveram ao Holocausto e treinado em Eletrônica. Depois fui para os Estados Unidos, para onde meu irmão Sam já havia se mudado. Servi no Exército durante a Guerra da Coréia, e retornei a Nova Iorque, após dois anos.

Por volta de agosto de 1957 abri minha própria loja de consertos eletrônicos. Estava começando a estabelecer-me. Um dia, meu amigo Sid, a quem eu conhecia da Inglaterra, me telefonou.

'Tenho um encontro. Ela tem uma amiga polonesa. Vamos sair juntos'.

Um encontro às cegas? Não, isso não era para mim. Mas Sid continuou insistindo e, poucos dias após, nos dirigimos ao Bronx para buscar a pessoa do seu encontro e a sua amiga Roma.

Tenho que admitir, para um encontro às cegas, não foi tão ruim. Roma era enfermeira em um hospital do Bronx. Ela era gentil e esperta. Bonita, também, com cabelos castanhos cacheados e olhos verdes amendoados que faiscavam com vida.

Nós quatro nos dirigimos até Coney Island. Roma era uma pessoa com quem era fácil falar e fácil de se estar junto.

Descobri que ela era igualmente cautelosa com encontros às cegas.

Nós dois estávamos apenas fazendo um favor aos nossos amigos. Demos um passeio na beira da praia, gozando a brisa salgada do Atlântico e depois jantamos perto da margem. Não poderia me lembrar de ter tido momentos melhores.

Voltamos ao carro do Sid, Roma e eu dividimos o assento traseiro.

Como judeus europeus que haviam sobrevivido à guerra, sabíamos que muita coisa foi deixada sem ser dita entre nós. Ela puxou o assunto, 'Onde você estava', perguntou delicadamente, 'durante a guerra?' 'Nos campos de concentração', eu disse.

As terríveis memórias ainda vívidas, a irreparável perda. Tentei esquecer. Mas jamais se pode esquecer.

Ela concordou. 'Minha família se escondeu em uma fazenda na Alemanha, não longe de Berlim', ela me disse. 'Meu pai conhecia um padre, e ele nos deu papéis arianos.'

Imaginei como ela deve ter sofrido também, medo, uma constante companhia. Mesmo assim, aqui estávamos, ambos sobreviventes, em um mundo novo.

'Havia um campo perto da fazenda', Roma continuou. 'Eu via um menino lá e lhe jogava maçãs todos os dias.'

Que extraordinária coincidência, que ela tivesse ajudado algum outro menino. 'Como ele era?', perguntei.

''Ele era alto, magro e faminto. Devo tê-lo visto a cada dia, durante seis meses.

' Meu coração estava aos pulos. Não podia acreditar.

Isso não podia ser.

'Ele lhe disse, um dia, para você não voltar porque ele estava saindo de Schlieben?'. Roma me olhou estupefata. 'Sim!'. 'Era eu!'.

Eu estava para explodir de alegria e susto, inundado com emoções. Não podia acreditar! Meu anjo.

'Não vou deixar você partir', disse a Roma. E, na trazeira do carro, nesse encontro às cegas, pedi-a em casamento. Não queria esperar.

'Você está louco!', ela disse. Mas convidou-me para conhecer seus pais no jantar do Shabbat da semana seguinte.

Havia tanto que eu ansiava descobrir sobre Roma, mas as coisas mais importantes eu sempre soube: sua firmeza, sua bondade. Por muitos meses, nas piores circunstâncias, ela veio até a cerca e me trouxe esperança. Não que eu a tivesse encontrado de novo, eu jamais a havia deixado partir.

Naquele dia ela ela disse sim. E eu mantive a minha palavra... ...após quase 50 anos de casamento, dois filhos e três netos...

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Relato de um caso verdadeiro
Herman Rosenblat - Miami Beach, Florida
(sobrevivente do Holocausto)
Herman Rosenblat - Miami Beach, Florida

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

DEVEMOS CONTINUAR

A noite em meu quarto olho as estrelas e não encontro o brilho de outrora.

Tento dormir e não consigo.

Meus pensamentos voam tentando achar uma explicação e não consigo encontrar.

A angústia sufoca o meu coração.

Lágrimas rolam e não conseguem aliviar o peso da minha alma.

E eu continuo a te procurar em cada esquina da vida, mas em nenhuma delas você está...

Sim, em muitos momentos da vida, alguém especial tem que partir antes de nós.

E fica a pergunta: "Como continuar? "

A dor é forte demais e a vontade de desistir persiste.

Porém, podemos e devemos continuar.

Se o sorriso de outrora não pode mais ser visto, procuremos encontrá-lo na alegria expressada no rosto de uma criança carente que acabamos de auxiliar.

Se as mãos não podem mais ser tocadas, levemos o calor de um abraço sincero a quem passa por grandes sofrimentos.

Se a música não pode mais ser dançada, espalhemos a melodia entre os enfermos de um hospital.

Se a voz não pode mais ser ouvida, procuremos semear palavras de esperança por onde andarmos.

Se as estrelas não têm o mesmo brilho de outrora, nos esforcemos em iluminar o caminho daqueles que se encontram entre as trevas.

Se não podemos mais oferecer flores, trabalhemos para florir todos os jardins do mundo.

Se a luz parece ter ido embora, procuremos suavizar a escuridão que reina em tantos lares necessitados.

Se o riso se foi, procuremos trazer alegria para quem está desanimado diante de tantos obstáculos.

Se o sol deixou de brilhar, transformemo-nos em um farol para iluminar o caminho de quem se encontra perdido.

Se a ausência parece machucar o nosso coração, procuremos levar esperança a quem deixou de acreditar.

Se os encontros perderam a sua graça, procuremos entender o milagre que podemos realizar quando estendemos a mão a quem está caído.

Se o físico se foi, o espírito ainda vive e sente.

Devemos acreditar que o reencontro está marcado.

Sim, devemos continuar.

Devemos sentir saudades sim, mas jamais tristeza.

Devemos preencher o vazio que sentimos com gestos de amor.

Porque só o amor é capaz de grandes transformações.

Só o amor rompe todas as barreiras.

Só o amor cala as nossas feridas.

E só o amor nos leva a crer que não importa as perdas que a vida nos impõe, devemos sempre continuar....
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SÔNIA CARVALHO
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AMOR E VIDA



O amor é o sentimento fundamental para o estabelecimento da felicidade humana, sem o qual a vida perde o total sentido e significado de que se reveste.

Um individuo rico de amor transforma-se em precioso celeiro, onde todos podem repletar de alimento vivo.

Iniciando o seu périplo no imo de alguém que se engrandece com a sua presença, expande-se amplamente, alcançando a tudo e a todos que se lhe encontrem no raio de abrangência e conquista.

Desejando-se um mundo sem angustias nem problemas sociais, livre das misérias econômicas e guerreiras, apele-se para o amor, que possui os recursos hábeis para a conciliação, o perdão, a transformação moral dos indivíduos, fomentando o progresso e dirigindo-o no rumo da harmonia geral.

Por isso, o amor é vida que gera e impulsiona outras, a fim de que alcancem as metas que lhes estão destinadas e podem ser conseguidas se houver empenho e dedicação sob a sua invulgar inspiração.

Quanto mais amor se dá, mais amor se possui para doar, porque é de natureza inesgotável.

Pensa-se que o amor restringe-se ao reduzido grupo da família, dos amigos selecionados, dos participantes das atividades fins.

Certamente, esse movimento tem a presença do amor que se está instalando no âmago do ser, mas que deverá percorrer um largo caminho de experiências e amadurecimento.

Outras vezes, acredita-se que o amor se manifesta através dos gestos grandiloquentes, das ações exponenciais, das renuncias gloriosas, dos sacrifícios e martírios que comovem o mundo e o deslumbram, demonstrando a grandeza da alma humana...

Realmente, esses são os momentos culminantes do amor, que se inicia e se engrandece a partir de insignificantes oferendas, desde um sorriso gentil a uma palavra calorosa e esclarecedora, de uma dádiva espontânea a um ato de compreensão diante de uma circunstancia perturbadora...

Da mesma forma, o não julgamento apressado a respeito de uma ocorrência infeliz, o auxilio de contemporização ante litigantes, o silencio oportuno que evita a dissensão, constituem manifestações do amor na vida, contribuindo em favor da plenitude de todas as vidas existentes e por existirem.

A renuncia a pequenas satisfações pessoais, que se transformam em beneficio para outras pessoais, um pensamento ungido de compaixão, são portadores da presença do amor em movimento.

Desejando-se amor, é imprescindível amar, não com o caráter retributivo, mas com o objetivo enriquecedor e feliz.

À medida que se instala no coração, modifica para melhor o comportamento da pessoa, enseja claridade emocional na sombra dos conflitos, dá cor e encanto à paisagem dos sentimentos, mesmo quando ainda dominados pelas torpezas e pela treva da ignorância, auxiliando na inevitável transformação para ter condições de receber as sementes da verdade e do conhecimento.
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Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
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INVISÍVEIS, MAIS NÃO AUSENTES



Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.

Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.

Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras: “A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.

” Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?

Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.

O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.

Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.

Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?

Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?

A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.

O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.

A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.

Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.

A morte é uma continuação. Para além das sombras, estendes-se o brilho da eternidade.

As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.

O ponto de reunião é no infinito.

Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.

Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.

Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.

Prossegue em sua jornada na terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem, pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.
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EQUIPE DE REDAÇÃO DO MOMENTO ESPÍRITA
A PARTIR DA OBRA:
“Victor Hugo e seus fantasmas”
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

NOS TRILHOS MAIS ÍNTIMOS

Além da beneficência que os recursos amoedados conseguem realizar, uma beneficência existe, ao alcance de todos, que pode frondejar e frutescer nos trilhos mais íntimos do cotidiano, começando por dentro do próprio lar.

É o verbo que se cala ante a maledicência ou palavra otimista, que alimenta as boas intenções, convertendo-as em obras elogiáveis.

É a gentileza que se dispensa ao vizinho, no culto do entendimento e da cordialidade que perdoa espontaneamente o gesto infeliz de algum companheiro.

É o pensamento amigo que a bondade exterioriza, em favor do necessitado de paz, ou prece que se formula em apoio aos irmãos caídos em provação e desvalimento.

É o serviço aparentemente insignificante que se pode prestar aos que nos compartilham das experiências diárias, quais sejam a informação útil ou a condução de um fardo pequenino.

É a generosidade com que nos será justo suportar a irreflexão desse ou daquele interlocutor e a desculpa sem queixa para com as ofensas recebidas.

Dessa benemerência, às vezes, despercebida nas agitações do mundo, nascem valiosos fatores para a harmonia da existência.

Aprendamos a tolerar-nos uns aos outros, sem atrito, sem mágoa e sem lamentações.

Reconheçamos que a possível falta de alguém, tanto quanto a enfermidade de companheiro determinado poderiam ser nossas.

E não olvidemos que o nosso beneficiário de hoje poderá ser o nosso benfeitor de amanhã.

Situando o próprio coração em nossos gestos, marcando a nossa romagem com o selo da compreensão e do amor, estaremos efetivamente seguindo os exemplos do Amigo Celeste, que nos auxilia e socorre, de instante a instante, sem que venhamos a perceber.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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SAUDADE


Doce presença da ausência. . .

Melancólica ausência que se faz presente. . .

Algo ou alguém que passou pelo caminho. . .

Alguém ou algo precioso que ficou, quando se foi obrigado a seguir, eis a dorida, no entanto dulçurosa expressão da saudade. . .

Nascida do amor é amor que se faz gratidão, enquanto é música de recordação na harpa dos sentimentos.

Se arde em chama de desespero, é o afeto, ainda, que adoeceu pelo contágio do egoísmo, e enlouqueceu.

Uma saudade, porém, há, mais profunda e mais sutil, que veste a alma de quando em quando e não pode ser expressa. Faz-se melancólica e tinge-se de angústia.

Cenários, pessoas, ocorrências que se demoram nos painéis subconscientes da alma e deixam escapar clichês de tristeza e de dor, vindos dos longes dos tempos, expressam vivências queridas, amores que deixamos de merecer e permanecem à espera, enquanto no exílio do corpo, na Terra, o espírito deve crescer e seguir a esperança colorida que fulge nos movimentos da ação redentora.

As almas saudosas da Terra!

Marchai animadas e vivificadas pelo espírito com Cristo, rumando para o amanhã!

Vossos santos amores vos aguardam, reencontrar-vos-ão depois da lida áspera e da solitária jornada.

Não desanimeis!

À noite sucede o dia, à tristeza o júbilo, à soledade, a perene união.

Saudade! - presença do amor que seguiu adiante ou ficou aguardando por nós,

Deus te abençoe!

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Eros & Divaldo P. Franco
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