quinta-feira, 18 de setembro de 2008

AGRADECIMENTO

Recebi hoje, do meu querido irmão Happy Blue do blog Quiosque Azul o selo Blog de Ouro.
E quero agradecer de coração pelo carinho, reconhecimento e incentivo.
Muito obrigado Happy, que Deus ilumine seu caminho!


Repasso o selo para três meninas Deliciosas que eu Adoro!:
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Tanya
Jaqueline Amorim

INSTRUMENTO DE PAZ


Quando te sintas aborrecido perante a presença de teu irmão desequilibrado, lembra das bênçãos de simpatia que recebes através da caridade que o Pai te confia. Não fosse o perdão incondicional que te envia, aproveitando-te como instrumento de paz, estaria nas mesmas condições que o irmão que rejeitas.

Ajuda-o com teu pensamento de amor. Pensa, que como ti, centenas de criaturas lhe enviam vibrações de desprezo e antipatia, de indiferença ou de revolta, afastando-o cada vez mais do convívio fraterno que precisa para erguer-se a um mundo melhor.
Negativismo nos outros, em forma de desequilíbrio, reclama muito amor em nós, a fim de que não sintamos nossa queda.

Toda falta de teu irmão, aparecendo aos teus olhos, é exame ao teu encontro para testar teu estado. Examina, pois, meu irmão, como teu cérebro pensa e como teu coração sente, quando o erro de teu próximo te suplique amparo e proteção. Lembra os que, renunciando a teu favor, lutaram e sofreram para colocar-te no pedestal em que te encontras, e que hoje, esperam de ti, em forma de gratidão ao pai, lutes e sofras em favor de teu próximo desamparado.

Amanhã, quando a luta tenha feito de ti, um instrumento de paz, em qualquer parte, tempo ou circunstancia, em nome do Senhor, sentirás, que, o maior pagamento daqueles que ajudastes a crescer, será sempre o produto das suas obras para o bem comum.

Exemplifica, meu filho, tudo quanto aprendes e aprendestes. Que ninguém tenha do que se envergonhar do que fazes, produto do que pensas, falas e sentes em nome do Senhor!

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BEZERRA DE MENEZES
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GESTOS DE AMIZADE

Podes fazer mais em favor da humanidade se te dispuseres a isto.

Distende a mão a alguém caído; dize uma palavra cortês a outrem; sorri para uma pessoa solitária, acenando-lhe fraternidade; presenteia um amigo com uma flor; faze sorrir um triste; enlaça em ternura um desafortunado...

Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade.

Ninguém dispensa um amigo, nem desdenha um gesto socorrista.

Disputa a honra de ser construtor do mundo melhor e de uma sociedade mais ditosa.

Gestos de amizade transformam o mundo.
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JOANNA DE ÂNGELIS & DIVALDO P. FRANCO
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COMPARANDO-NOS COM OS OUTROS


Em um mundo onde a competição toma conta das relações, os modelos são sempre superlativos.

Precisamos ser os mais rápidos, desejamos ser os mais belos, lutamos para ser os mais fortes.

Comparamo-nos o tempo inteiro, e parece que a perfeição está sempre no outro.

No corpo da apresentadora de TV, na grande demonstração de afeto da esposa do vizinho, no grande emprego conseguido pelo ex-colega da faculdade, etc.

O escritor e educador Rubem Alves vê na comparação um exercício dos olhos:

Vejo-me - estou feliz. Vejo o outro. Vejo-me nos olhos do outro – ele tem mais do que eu.

Vendo-me nos olhos dos outros eu me sinto humilhado. Tenho menos. Sou menos.

O autor narra que ele mesmo só descobriu que era pobre quando deixou o interior de Minas para morar no Rio, e foi parar num colégio de cariocas ricos.

Então, começou a se sentir diferente, falava com sotaque caipira, não pertencia ao mundo elegante dos colegas, e sentiu vergonha de sua pobreza.

Até então, Rubem morava com uma família numa casa velha de pau-a-pique, numa fazenda emprestada.

Diz ele: Eu sou muito ligado a esse passado, foi um período de grande pobreza, mas eu não sabia que era pobre.

O sentimento da infelicidade nasce da comparação. Foi um momento de grande felicidade, um período sem dor. Só dor de dente, dor de espinho no pé.

* * *

Baseados nisso tudo podemos questionar: Como não se comparar? Como viver sem referência alguma?

Não seria possível, obviamente. A não ser que nos ilhássemos definitivamente – uma solução que traria uma centena de outras conseqüências negativas.

Como lidar equilibradamente com tudo isso, então?

Uma primeira idéia seria a de cuidar para que a competição não tome conta das relações, sejam elas afetivas, familiares ou profissionais.

Se isso acontecer – e normalmente acontece - que tal transformar a competição em cooperação?

Como? Percebendo que não estamos nas relações apenas para dar e receber, e sim para cooperar, construir um bem comum.

Ver os outros como companheiros e não como adversários faz uma grande diferença.

Uma segunda resolução seria buscar ver a vida do outro como ela realmente é, e não como julgamos que ela seja.

Estamos num mundo de provas e expiações, onde os embates contra nossas imperfeições, ainda insistentes, são constantes. E essas pelejas não poupam ninguém.

Todos temos conflitos, inseguranças, cometemos equívocos e sofremos as conseqüências do que plantamos.

As leis maiores do Universo regem a vida de todos igualmente. Não há favorecidos nem desajudados por Deus.

Ver a perfeição, a felicidade, apenas naquilo que não se tem, ou no que os outros têm, é um tipo de comportamento que só gera insatisfação.
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MOMENTO ESPÍRITA
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O HOMEM TRISTE

Você passou por mim com simpatia, mas quando viu meus olhos parados indagou em silêncio o porque vagueio pelas ruas.

Talvez por isso apressou o passo, e ainda que eu quisesse chamar, a palavra desfaleceu na boca.

É possível que você suponha que eu desisti do trabalho, no entanto ainda hoje bati de porta em porta em vão.

Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar o pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade.

Outros, desconhecendo que vendi minha melhor roupa para aliviar a esposa enferma, me despediram apressados, crendo que fosse eu um vagabundo sem profissão.

Não sei se você notou quando o guarda me arrancou da frente da vitrine, a gritar palavras duras, como se eu fosse um malfeitor vulgar. Contudo, acredite, nem me passou pela mente a idéia de furto.

Apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçar com fome, quando retorno à casa.

Talvez tenha observado as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando que eu fosse um bêbado, porque eu tremia, apoiado ao poste.

Afastaram-se todos com manifesto desprezo, mas não tive coragem de explicar que não tomo qualquer alimentação há três dias.

A você, todavia, que me olhou sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me ofereça em nome do Cristo que dizemos amar, e peço para que me restitua a esperança, a fim de que eu possa honrar com alegria o dom de viver.

Para isso, basta que se aproxime de mim sem asco, para que eu saiba apesar de todo meu infortúnio que ainda sou seu irmão.

Essa é a mensagem de um homem triste, quiçá como tantos que vemos perambulando pelas ruas.

É bem verdade que alguns são de fato pessoas que se comprazem na ociosidade.

Todavia há os desafortunados que apesar de trabalhar a vida toda, não puderam ajuntar moedas para o sustento próprio e da família, e que chegada a madureza, são condenados pela sociedade a viver como réprobos, embora sejam pessoas dignas.

É comum observarmos homens e mulheres puxando um carrinho de papéis e outros objetos recicláveis, para prover o próprio sustento.

São nossos irmãos de caminhada evolutiva, que não tem coragem de viver na mendicância, por isso trabalham com dignidade.

Muitos de nós, no entanto, nos enfadamos com essas criaturas que atrapalham o trânsito com seus carrinhos indesejáveis.

O que não nos damos conta é que além do peso do carrinho, têm ainda que carregar sobres os ombros o peso da humilhação e do desprezo impostos por uma sociedade indiferente.

É verdade que todos nós estamos colhendo o que plantamos, e que aqueles que passam por essas situações precisam dessas experiências para crescerem espiritualmente.

Entretanto, são nossos irmãos, filhos do mesmo Pai Criador, e merecedores sem dúvida - no mínimo - do nosso respeito.

Se não os podemos ajudar, que não os atrapalhemos, jogando-lhes palavras amargas, nem menosprezando-os, dificultando ainda mais a sua caminhada.
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MEIMEI & CHICO XAVIER
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AGRADECIMENTO

Acabei de receber este selo da linda Tanya do blog MS.TPM.
Como eu já tinha recebido e repassado anteriormente, vou ficar só no agradecimento.
Muito obrigado, querida Tanya pela lembrança e pelo carinho.

COMPAIXÃO E SOCORRO

"Amai, pois, a vossos inimigos..." Jesus - Lucas, 6:35.

Não apenas os nossos adversários costumam cair.

É preciso entender que as situações constrangedoras não aparecem unicamente diante daqueles que não nos comungam os ideais, cujas deficiências, por isso mesmo, estamos naturalmente inclinados a procurar e reconhecer.

As criaturas que mais amamos também erram, como temos errado e adquirem compromissos indesejáveis, como, tantas vezes, temos nós abraçado problemas difíceis de resolver.

E todos eles, os irmãos que resvalam na estrada - decerto pedem palavras que os esclareçam e braços que os levantem.

Tanto quanto nós, na travessia das trevas interiores, quando as trevas interiores nos tomam de assalto, reclamam compaixão e socorro, ao invés de espancamento e censura.

Ainda assim, compaixão e socorro não significam aplauso e conivência para com as ilusões de que devemos desvencilhar-nos.

Em verdade, exortou-nos Jesus a deixar conjugados, o trigo e o joio, na gleba da experiência, de vez que a Divina sabedoria separará um do outro, no dia da ceifa, mas não nos recomendou sustentar reunidos a planta útil e a praga que a destrói. À vista disso, a compaixão e o socorro expressam-se no cultivador, através da bondade vigilante, com que libertará o vegetal proveitoso da larva que o carcome.

O papel da compaixão é compreender.

A função do socorro é restaurar.

Mas se a compaixão acalenta o mal reconhecido, a título de ternura, converte-se em anestesia da consciência e se o socorro suprime o remédio necessário ao doente, a pretexto de resguardar-lhe o conforto, transforma-se na irresponsabilidade fantasiada de carinho, apressando-lhe a morte.

Reconhecendo, pois, que todos somos suscetíveis de queda, saibamos estender incessantemente compaixão e socorro, onde estivermos, sem escárnio para com as nossas feridas e sem louvor para com as nossas fraquezas, agindo por irmãos afetuosos e compassivos mas sinceros e leais uns dos outros, a fim de continuarmos, todos juntos, na construção do Bem Eterno, trabalhando e servindo, cada qual de nós, em seu próprio lugar.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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VIDA SADIA

Os equipamentos mentais necessitam de lubrificantes especiais, a fim de funcionarem em ritmo de equilíbrio, sob impulsos de ordem.

Areje, desse modo, a sua casa mental, com as ondas de otimismo, em contínuo processo de renovação de idéias para o bem.

A ferrugem do pessimismo é de danosa conseqüência, quando se exterioriza nos delicados implementos fomentadores das aspirações nobres.

O ácido corrosivo da amargura, derramados nos sutis veículos da vida pensante, desarticula toda a maquinaria do emocionante desafio que é a vida.

Os petardos da cólera sistemática bombardeiam as células nervosas encarregados dos mecanismos físicos e psíquicos, arruinando-as sem qualquer oportunidade de refazimento.

Reestude o seu programa de ação e expulse, em definitivo, a poeira acumulada das paixões dominantes, nas peças da emoção, que desarvoram o ritmo das suas ações.

Respire a esperança e revigore as complexas equipagens da sua cerebração, a fim de que a sua mente lhe proporcione paz.

Ninguém ascende no rumo de Deus, sem o esforço sacrificial de si mesmo.

A marcha evolutiva é de todos, mas a opção da estrada é de cada um.

Sua mente – sua vida.

Não somatize imperfeições morais. Antes, subtraia delas as conquistas do Espírito, armazenando alegrias.

Viver bem, em clima de harmonia, embora o tumulto e as situações surpreendentes da convivência com pessoas difíceis e perturbadas, é a meta que você deve alcançar, mediante a remoção do mal e a fixação do bem.

Se, todavia, os problemas se lhe fizerem mais desafiadores e sem aparente solução, busque a bênção da prece, e, no intercâmbio com Deus você haurirá o fluido lubrificador para manter o equilíbrio das engrenagens mentais que passarão, ajustadas, a produzir os estímulos da felicidade para uma vida sadia.
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MARCO PRISCO & DIVALDO P. FRANCO
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

MÚSICAS 1

SELOS...

RECEBI ESTES SELOS DA QUERIDA ANDRÉIA SANTANA.
Agradeço o carinho, e dizer que fiquei muito feliz.
De coração, muito obrigado!













Com muito carinho, repasso para:

ESPÍRITA NA NET
MSTPM
OFICINA ESPÍRITA
MAGNETISMO
ENCANTOS DE FADA
QUIOSQUE AZUL

A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA

"Perante o enorme ajuntamento de sofredores desencarnados, no Plano Espiritual, o Dr. Bezerra de Menezes, apóstolo da Doutrina Espírita no Brasil, rematava a preleção.

Falara, com muito brilho, acerca dos desregramentos morais. Destacara os males da alma e os desastres do espírito.

Dispunha-se à retirada, quando fino ironista o investiu:
"Escute, doutor. O senhor disse que a calúnia é um braseiro no caluniador. Eu caluniei e nada senti.

O senhor disse que o destruidor de lares terrestres carrega a lâmina do arrependimento a retalhar-lhe o coração. Destruí diversos lares e nada senti.

O senhor disse que o criminoso tem a nuvem do remorso a sufocá-lo. Eu matei e nada senti...

"Meu filho - disse o pregador -, que sente um cadáver quando alguém lhe incendeia o braço inerte?"

"Nada - disse, rindo, o opositor sarcástico -, pois cadáver não reage.

" E a conversação prosseguiu:
"Que sente um cadáver se o mergulham num lago de piche?"

- "Absolutamente nada, ora essa! O cadáver é a imagem da morte."

Doutor Bezerra fitou o triste interlocutor e, meneando paternalmente a cabeça, concluiu. "Pois olhe, meu filho, quando alguém não sente o mal que pratica, em verdade carrega consigo a consciência morta.

É um morto - vivo."
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Essa história foi psicografada pela médium Yvonne A.Pereira, e a que ele deu o título em epígrafe.
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SEMEADOR DE LUZ

Esparze os raios de luz que espocam na tua alma, junto ao solo dos corações, enquanto medram soberanas sombras e imprecações.

Malgrado estejam feridas tuas mãos pelo cajado das lutas quotidianas, não seja isto empecilho para o mister da sementeira.

Pelo contrário, permite que as gotas de suor da face cansada e as bagas sanguinolentas, caindo na terra das almas se transformem na umidade generosa que desenvolve o embrião a dormir no casulo do amor latente em todos.

Embora os pés assinalados pela presença dos espinhos e da urze, avança na direção do Infinito, alargando a vereda que se estreita à frente para que os da retaguarda possam avançar também.

Não fales de cansaço nem arroles decepção. Aqueles que entesouram o amor podem desdobrar em milhares as moedas da coragem, para continuarem ricos de entusiasmo. Multiplicam os haveres na razão em que os doam e quanto mais distribuem mais possuem, conseguindo o milagre da felicidade onde se encontram.

Passam muitas vezes combatidos pela indolência de uns e perseguidos pela rebeldia de outros, mas não se detêm.

Utilizando o tempo com propriedade, por reconhecerem que a hora da semeação passa breve e é necessário aproveitar o momento azado, não se rebelam, nem recalcitram, insistindo e perseverando com otimismo.

Semeador da luz: não temas a treva nem a discórdia, a precipitação ou a preguiça.

Muitos se dizem cansados no campo; outros se afirmam desiludidos; vários desejam renovar emoções caracterizando-se por inusitada saturação; alguns simplesmente desertaram, e onde medravam as primeiras plântulas a erva daninha triunfa e a desolação governa...

Prossegue tu, porém, insistentemente, mesmo que te suponhas abandonado, a sós...

Há aqueles que semeiam animosidades e deparam idiossincrasias.

Abundam os que espalham a ira e defrontam resíduos de ódios onde chegam.

Na alfândega da vida muitos apresentam disfarçadas as sementes da maledicência e da infâmia esperando liberação.

O imposto da impertinência, porém, cobra taxas pesadas àqueles que se fazem fiscais em nome da impiedade.

Por isso, na gleba imensa dos homens surgem e ressurgem tantos afligentes e afligidos disputando espaço na ribalta da ilusão fisiológica.
Passam disfarçados, enganadores ou enganados, na busca do desencanto. São, também, semeadores do desconcerto que defrontarão adiante...

Mesmo os cardos se enflorescem, algumas vezes, e as pedras refulgem quando lapidadas.

Semeia, pois, a luz da esperança, ainda e sempre, desde que se te depare oportunidade feliz.

Um dia, um Homem Sublime abandonou por um pouco um jardim de estrelas para depositar nas criaturas da Terra gemas de refulgente esperança em torno do Seu Reino.

Ímpios e caídos, hipócritas e pecadores, nobres e plebeus, gentes simples e prepotentes receberam Sua dádiva e fizeram que mergulhassem na terra das suas vidas os raios de Sua luz, transformando-se em sóis de bênçãos que, desde então, clareiam os destinos da Terra. E Ele mesmo, quando foi desdenhado numa cruz, fulgurou numa excelente madrugada, continuando a semear a luz da imortalidade na mente e no coração dos que jaziam na sombra da saudade e do medo.

"Pondo-vos a caminho, pregai que está próximo o Reino dos Céus". Mateus: 10-7.
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JOANNA DE ÂNGELIS & DIVALDO P. FRANCO
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

AUXILIARÁS POR AMOR

Auxiliarás por amor nas tarefas do benefício.

Não te deixarás seduzir pelo verbo fascinante dos que manejam o ouro da palavra para incrementar a violência em nome da liberdade e dos que te induzam a crer seja a vida um fardo de desenganos.

Adotarás a disciplina por norma de ação em teu ambiente de trabalho renovador, e educar-te-ás na orientação do bem, elevando o nível da existência e sublimando as circunstâncias.

De muitos ouvirás que não adianta sofrer em proveito dos outros e nem semear para sustento da ingratidão; entretanto, recordarás os benfeitores anônimos que te amaciaram o caminho, apagando-se tantas vezes para que pudesses brilhar. Rememorarás a infância, no refúgio doméstico, e perceberás que te ergueste, acima de tudo, da bondade com que te agasalharam o coração. Não conseguiste a ternura materna com recursos amoedados, não remuneraste teu pai pelo teto em que te guardou a meninice, não compraste a afeição dos que te equilibraram os passos primeiros e nem pagaste o carinho daqueles que te alçaram o pensamento à luz da oração, ensinando-te a pronunciar o nome de Deus!...

Reflete nas raízes do amor com que o Todo-Misericordioso nos plasmou os alicerces da vida, e colabora, onde estejas, para que o bem se erija por sustentáculo de todos.

Enxergarás, nos que te rodeiam, irmãos autênticos, diante da Providência Divina. Ajudarás os menos bons para que se tornem bons, e auxiliarás os bons a fim de que se façam melhores.

Se a perturbação te dificulta o caminho, serve, sem alarde, e a trilha de libertação se te abrirá, propiciando-te acesso à frente.

Se ofensas te apedrejam, escuda-te no dever bem cumprido e serve sempre, na certeza de que a bondade com a força do tempo é a mola natural de todos os reajustes.

Muitos mandam, exigem, dispõem ou discutem...

Serás aquele que serve, o samaritano da bênção, o entendimento dos incompreendidos, a luz dos que se debatem nas sombras, a coragem dos tristes e o apoio dos que se afligem na retaguarda!...

E, ainda quando te vejas absolutamente a sós, no ministério de bem, serás fiel à obrigação de servir, lembrando-te de que, certo dia, um anjo na forma de um homem escalou um monte árido em supremo abandono, carregando a cruz do próprio sacrifício, mas porque servia e servia, perdoando e perdoando, fez-se nas trevas da morte o sol das nações, em perenidade de luz e amor para o mundo inteiro.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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TÓPICOS DAS DIFICULDADES REDENTORAS

I
Somos de parecer que todos nós devemos prosseguir em nossos estudos, preparando a melhoria do campo de ação funcional, pois, embora o sacrifício que nos custa semelhante preparo, tais serviços de ordem intelectual representam uma fuga e um descanso de nós mesmos, porquanto, há casos, em que o aumento da atividade é o meio de repousar o cérebro quanto aos choques mais íntimos, determinantes de maiores cansaços.

II
O caminho é esse mesmo – lutas por vencer e dificuldades como preço da redenção.
Guardemos, pois, a nossa fé, certos de que as mãos de Jesus estão sobre as nossas.
Confiemos sempre!

III
Embora o coração se nos desfaça no peito, como taça de lágrimas, nas dolorosas circunstâncias em que a renúncia e o nosso carinho são colocados à prova, não esmoreçamos em nossa fé.
Continuemos amorosos e abnegados, ajudando e amando, porque a mão do Senhor é o nosso apoio na dor e na alegria, na paz e na tempestade.

IV
Estamos na atualidade terrena como quem se desvencilha da sombra noturna para clarear o coração na luz de novo dia.
Imprescindível conservarmos a fé viva em Jesus por lâmpada acesa e prosseguirmos adiante.

V
Com relação às nossas dificuldades redentoras, continuemos na aceitação das circunstâncias difíceis, em que presentemente nos achamos, na certeza de que, seguindo as Suas próprias palavras na Revelação Divina, Ele, nosso Amando Jesus, continuará caminhando conosco, em nosso jornadear para a Vida Imperecível.
Confiemos Nele, o Senhor, hoje e sempre.

VI
Deixemos que a serenidade nos garanta a calma precisa.
Nossos corações nunca estão desamparados.
Reanimemo-nos pela segurança de nossa fé viva.
Conservemo-nos firmes no otimismo, amparando a cada um dos nossos, segundo as suas necessidades.

VII
Na estrada redentora, seremos sempre assistidos espiritualmente.
Jesus nunca falha! Busquemos o Senhor, em nossas dificuldades, para que o Seu pensamento em nosso pensamento nos ampare as soluções. Confiemos!

VIII
No círculo do nossas lutas redentoras, continuemos oferecendo o melhor de nós mesmos para que o melhor se faça no auxílio aos que amamos.
A dor é a nossa bênção na luta que é sempre nossa escola.
Confiemos em Jesus, e esperemos por Ele, o nosso Divino Mestre, sempre e sempre.

IX
Confiemos na Proteção Divina e esperemos a manifestação da assistência do Alto pelos canais competentes, por onde transitam os assuntos que se referem à nossa luta redentora.
Dentro de nossos recursos, tudo devemos fazer no sentido de recuperar a tranqüilidade de que necessitamos para o desempenho de nossas tarefas. Jesus nos fortaleça e abençoe!

X
Na Redenção Edificante em que se encontram, nossos irmãos permanecem amparados por diversos amigos da espiritualidade, esperando nós que a fé prossiga brilhando como luz nas sombras, na certeza de que as nossas esperanças e abnegações encontrarão com Jesus a vitória almejada.

XI
A luta prossegue, entretanto, a Misericórdia Divina é sempre maior!
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BEZERRA DE MENEZES & CHICO XAVIER
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PRECE A JESUS

SENHOR JESUS!

Que a Tua luz afaste do meu caminho as trevas que se projetam de mim mesmo;

Que a Tua inspiração me guie nas decisões que devo tomar para o dia de hoje;

Que eu não seja instrumento do mal para ninguém;

Que a Tua bondade me ensine a ser melhor e que Teu perdão me incline à misericórdia para com os meus semelhantes..."

Assim seja!
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CARLOS A. BARCCELLI & CHICO XAVIER
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

INESPERADA RENOVAÇÃO

Naqueles momentos em que se reconhecia desligado do corpo físico, o homem acabrunhado sentia-se leve, feliz ....


Extasiado na excursão que se lhe afigurava um sonho prodigioso, alcançou o recanto luminescente em que notou a presença do Cristo. Reverente, abeirou-se dele e rogou:

- Senhor! ... Ouve-me por misericórdia! Amo-te e quero servi-te ..

Desde muito tempo, aspiro a matricular-me na assembléia dos que colaboram contigo na redenção das criaturas ... Anseio auxiliar aos outros, entretanto, Amado Amigo, estou preso! ... Livra-me do lar onde me vejo na condição do pássaro encarcerado ... Moro num ninho de aversões. Meu pai, talvez, cansado de conflitos estéreis, relegou-nos à própria sorte ... Minha mãe exerce sobre nós um despotismo cruel.

Trata-nos a nós, seus filhos, à maneira dos objetos de uso particular, flagelando-nos com as exigências de pavorosa afeição possessiva .. Meus dois irmãos me detestam ... Senhoreiam indebitamente o que tenho e me humilham a cada instante. Se concordo com eles, me ridicularizam e se algo reclamo, ameaçam-me com perseguição e espancamento! ...

Libera-me, Senhor, da prisão que me inibe os movimentos ... Quero agir em teus princípios, amar e servir, qual nos ensinaste ...

Ante a ligeira pausa que se fez, Jesus fitou o visitante compassivamente e alegou:

- Lembro-me de tuas solicitações anteriores ... Estavas de passagem, aqui mesmo, na direção do berço terrestre, acompanhado de amigos prestigiosos. Declaravas-te sequioso de ação no bem e os teus companheiros endossavam-te as afirmativas.

... Dizias-te ansioso no sentido de compartilhar-nos as tarefas ...

Entendo-te, sim .. A construção do amor é inadiável ..

- Senhor – observou o consulente, respeitoso – se entendes o meu ideal e se as minhas petições já se encontram aqui registradas, quem me situou no lar terrível, no qual me reconheço, à feição de um doente, atirado a um serpentário?

O mestre sorriu e considerou:
- Acreditando em teus propósitos de colaborar conosco, quem te enviou à família em que te encontras, fui eu mesmo ..

Surpreendido com a inesperada revelação, o visitante do Mundo Espiritual experimentou estranha sensação de queda e acordou no próprio corpo.

Lá fora, os irmãos deblateravam contra a vida, reportando-se a ele com injuriosas palavras.

Ele, porém, assinalou os insultos que lhe eram endereçados com novos ouvidos, no silêncio de quem havia conquistado o troféu de profunda renovação.
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MEIMEI & CHICO XAVIER
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A LUZ QUE BUSCAMOS


Na maioria das vezes, as respostas que almejamos, encontram-se dentro de nós. Algumas quedas sofridas, na verdade, depois se tornam a chance de nos reerguemos espiritualmente.

Solidão que queima a alma, no fundo, nos convida a refletir sobre o caminho que escolhemos trilhar.

Desilusões que ontem nos machucaram, hoje, transformam-se em bênçãos do Pai.

Sofrimento que bate a nossa porta, com o tempo, nos mostra outras portas que sempre estiveram a nossa frente, porém, não conseguíamos enxergar.

Mágoas que ferem o coração, acabam, perdendo a sua força e cedendo lugar ao amor.

Derrotas que nos desanimam a continuar, apenas estão nos preparando para verdadeiras vitórias.

Tristezas que se aproximam, no fim, se tornam verdadeiras reflexões perante os atos que estamos realizando.

Doenças que nos fragilizam, buscam nos levar ao encontro dos verdadeiros valores espirituais.

Desespero que nos consome, é nosso íntimo a gritar por renovação.

Dificuldades que nos atingem, apenas buscam preparar nosso Espírito para novas caminhadas.

Trevas que nos envolvem, nos ensinam a importância da confiança no Pai, porque com confiança, atravessaremos qualquer caminho.

Intrigas que se aproximam, também trazem consigo, a compreensão que deve ser exercida.

Espinhos nos ferem, porém, logo depois, passamos a perceber as flores que os acompanham.

Raiva que chega de repente, nos descontrola, mas a fé dentro de nós traz a serenidade.

Sim, todos os percalços que a vida nos apresenta, estão sempre acompanhados de grandes ensinamentos espirituais.

Nenhuma dor chega se não tiver um porquê. Nenhuma doença se aproxima se não quiser nos mostrar algo.

Nenhuma tormenta paira sobre a nossa cabeça sem finalidade. Porém, em cada um desses momentos, estejamos confiantes, porque se o sofrimento bate a nossa porta, a esperança já se encontra dentro de nós e é com ela que iremos renovar nossos caminhos e compreender o que se faz necessário.

Lembremos que, uma vez a lição aprendida, a dor cessará e novos horizontes nos convidarão a prosseguir a jornada.

E a luz que buscamos brilhará mais intensamente a nossa frente
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SONIA CARVALHO
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JESUS E PAZ

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá...” – Jesus

A paz do mundo costuma ser preguiça rançosa.

A do espírito é serviço renovador.

A primeira é inutilidade.

A segunda é proveito constante.

Vejamos o exemplo disso em nosso Divino Mestre.

Lares humanos negaram-lhe o berço.

Mas o Senhor revelou-se em paz na estrebaria.

Herodes perseguiu-lhe, desapiedado, a infância tenra.

Jesus, porém, transferindo-se de residência, em favor do apostolado que trazia, sofreu, tranqüilo, a imposição das circunstâncias.

Negado pela fortuna de Jerusalém, refugiou-se, feliz, em barcas pobres da Galiléia.

Amando e servindo os necessitados e doentes recebia, a cada passo, os golpes da astúcia de letrados e casuístas de teu tempo; contudo, jamais deixou, por isso, de exercer, imperturbável, o ministério do amor.

Abandonado pelos próprios amigos, entregou-se serenamente à prisão injusta. Sob o cuspo injurioso da multidão foi açoitado em praça pública e conduzido à crucificação, mas voltou da morte, aureolado de paz sublime, para fortalecer os companheiros acovardados e ajudar os próprios verdugos.

Recorda, assim, o exemplo do Benfeitor Excelso e não procures segurança íntima fora do dever corretamente cumprido, ainda mesmo que isso te custe o sacrifício supremo.

A paz do mundo, quase sempre, é aquela que culmina com o descanso dos cadáveres a se dissociarem na inércia, mas a paz do Cristo é serviço do bem eterno, em permanente ascensão.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

RESPOSTA DE DEUS



É como mergulhar em um mar de águas geladas. Por toda parte o frio, o abandono. Ninguém à vista, nada de sorrisos calorosos, mãos amigas, solidariedade.

É assim quando o mundo nos vira as costas, os amigos fogem, e nada parece dar certo.

Nesses momentos temos vontade de perguntar: Onde estão as pessoas gentis, os bons sentimentos? Onde se escondeu o amor, que todos louvamos?

Nos escaninhos da alma então cresce um sentimento infeliz: O de que não somos dignos de ser amados. E queremos tanto ser amados!

Queremos alegrias, carícias, gentilezas e sorrisos. Se isso nos falta, resta uma sombra cinzenta, um coração partido.

E é assim que da garganta parte um pedido de socorro, um grito que corta os céus e chega a Deus. E que diz, entre soluços: Meu Pai, será que podes me ouvir? Estás aí? Deixa-me sentir Tua mão por um só instante.

E se a alma está atenta, o coração aberto, a luz abre caminho entre as sombras. É como o sol surgindo após a chuva, seus raios dissipando nuvens pesadas, seu calor se espalhando pela Terra.

É a resposta de Deus. Sua voz soa nos nossos ouvidos, sussurrando: Sim, Meu filho, estou aqui. Confia, espera, supera, aguarda. Estou aqui.

Somente essa voz divina tem o poder de restaurar nossa alma, de tornar cálida a água gelada que nos cerca.

Deus é alegria. Estar unido a Ele é alcançar o permanente contentamento, Sua voz ecoando no coração, consolando, explicando. É como música feliz que leva para longe as mágoas, restaura a paz e devolve o sorriso.

Por isso, nas horas árduas, quando a solidão se instalar e as lágrimas chegarem, apenas silencie a voz na garganta.

Deixe apenas a alma falar. E em vez de queixas, permita que a voz secreta busque Aquele que criou todas as coisas. Dirija ao Pai Divino uma oração de reconhecimento e amor. Algo mais ou menos assim:

Na caminhada dos dias, nos caminhos do Mundo, na humildade de minha alma, eis-me aqui, meu Amigo, meu Amado.

Faz da minha vida o que for melhor para mim. Mesmo que meus pés sangrem, mesmo que meus lábios só emitam gemidos, confio em Ti.

Ouvir Tua voz na natureza é como recordar uma canção de infância. Violões em notas claras traduzindo brisas e risadas de criança. À Tua sombra existe serenidade e paz. A paz que sempre busquei.

És minha água, meu sol, o ar mais puro. Por isso meu único pedido é que me deixes apenas Te amar.

Deus está em toda parte, e, obviamente, em ti e contigo também.

Procura encontrá-Lo, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares.

Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros também O encontrem.
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Redação do Momento Espírita
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ALÉM DA TERRA

A transposição do plano para a nossa mente é muito morosa, considerando as necessidades de preparação que nos cabe, à frente da Vida Superior.

Só a grande vida merece a grande morte.

Além da carne, não há libertação para quem não se liberta.

O trabalho é desconhecido para quem não trabalha.

A Vida abundante, com relação à qual, tão claro foi Jesus nas lições da Boa Nova, apenas se revela ao coração que se devotou à vida intensa na prática do Bem, desde aí.

A união espiritual é uma luz somente para aquele que, ainda na carne, a procura.

A nossa esfera aqui é, sobretudo, de continuação ao que aí, teve começo.

No círculo físico, as possibilidades de iniciar ou reiniciar são imensas.

Aqui, porém, pelo menos nas atividades vizinhas da Crosta Planetária, a lembrança, a memória e a ligação mental impõem prosseguimento. Assim sendo, tudo aqui é sono ou semi-inconsciência para quem não despertou para o trabalho ativo na matéria densa; desagrado para quem somente tratou de agradar-se no campo emocional menos construtivo do corpo; angústia para quem não exercitou a paciência, atenuando as próprias aflições; e desânimo ou perturbação para quem não aceitou os benefícios da luta ou entravou a marcha dos que buscavam lidar e lutar com nobreza.

Tudo lógico, vivo, natural.

Nem poderia ser de outro modo.

Se vocês não criarem interesse de elevação espiritual para a "Terra Próxima", o domicílio do Além será menos interessante que a "Terra de Agora" para vocês.

É necessário reconhecer que os irmãos se encontrem armados, na arena carnal, para muitas e valiosas conquistas.

Quem mais realizar com o bem, mais aquinhoado de dons divinos será fatalmente pelas forças que o representam.

Não se esqueças de que pensamento e ação simbolizam sementeira e crescimento. Os dias se encarregam de amadurecer os frutos, de acordo com a nossa plantação.
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NÉIO LUCIO & CHICO XAVIER
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CONVITE À ALEGRIA

"Mas eu vos tornarei a ver e o vosso coração se encherá de alegria e essa alegria ninguém vo-la tirará." (João: capítulo 16º, versículo 22.)

A constrição dos muitos problemas a pouco e pouco vem deixando ressaibos de amarguras e tens a impressão de que os melhores planos traçados nos painéis da esperança, agora são lembranças que a dura realidade venceu.

Tantos esforços demoradamente envidados pare­cem redundar em lamentáveis escombros.

A fortuna fácil que alguns amigos granjearam e o êxito na ribalta social por outros lobrigado, afir­mam o que consideras o fracasso das tuas aspirações.

Na jornada quotidiana "marcas passos".

Na disputa das posições segues ladeira acima.

No círculo das amizades cais na "rampa do des­prezo".

No reduto da família és um "estranho em casa Aguilhões e escolhos surgem, multiplicam-se e estás a ponto de desistir.

Mesmo assim, cultiva a alegria.

Sorri ante a dadivosa oportunidade de ascender em espírito, quando outros estacionam ou decaem.

Exulta por dispores do tesouro que é a oportu­nidade feliz de não apenas te libertares das dívidas como também granjeares títulos de enobrecimento in­terior.

Rejubila-te com a honra de liberar-te quando outros se comprometem.

Triunfos e lauréis são antes responsabilidades e empréstimos de que somente poucos, quase raros es­píritos conseguem desincumbir-se sem gravames ou insucessos dolorosos.

O sol que oscula a fonte e rocia a pétala da rosa é o mesmo que aquece o charco e o transforma, em nome do Nosso Pai, como a dizer-nos que o Seu amor nos chega sempre em qualquer situação e lugar em que nos encontremos.

Recorda a promessa de Jesus de voltar a encon­trar-se contigo, dando-te a alegria que ninguém po­derá tomar.

Cultiva, assim, a alegria, que independe das coisas de fora, mas que nasce na fonte cantante e abençoada do solo do coração e verte linfa abundante como rio de paz, por todos os dias até a hora da li­bertação - começo feliz da via por onde seguirás na busca da ventura plena.
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JOANNA DE ÂNGELIS & DIVALDO P. FRANCO
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

DESAPEGUE-SE E SIMPLESMENTE AME!


É verdade que todos nós temos certo grau de neurose, insegurança e até fases em que a auto-estima fica comprometida. Por isso mesmo, tantas vezes as relações amorosas se tornam pesadas, tensas e até doentes.

Cada um se defende como sabe, seja agredindo e culpando o outro, seja ignorando a situação ou procurando medidas paliativas. Algumas pessoas se defendem “para dentro”, calando-se, chorando, sentindo-se reféns de uma situação com a qual não sabem lidar. Outras explodem, falam tudo o que devem e o que não devem e mais tumultuam do que propõem uma solução.

Raramente, conseguimos ponderar os fatos, considerar os erros de forma justa e equilibrada e rever atitudes, sugerindo um novo jeito de sentir os sentimentos. Parece redundante esta expressão – jeito de sentir os sentimentos – mas é a maneira como sentimos cada um dos sentimentos que nos invadem que determina nossas escolhas e faz com que nos comportemos de modo maduro ou infantil, amoroso ou egoísta.

Porém, o caos se instala especialmente no momento em que nos sentimos “donos” do outro, donos da relação, donos da instituição formada em nome de um amor que ninguém mais sabe onde mora, porque cedeu lugar ao apego.

Apego é um veneno e, infelizmente, a maioria de nós já está absurdamente envenenada por este sentimento. Apegamo-nos tão facilmente às pessoas, às coisas, aos lugares, às situações, à rotina, à indisciplina... Confundimos tão facilmente apego com amor.

Acreditamos tão facilmente que o outro pode ser um analgésico para nossas dores, um preenchimento para o nosso vazio ou ainda, paradoxalmente, a causa de todo o nosso sofrimento... e assim, desperdiçamos nossos dias investindo em relações doentes, em sentimentos que amarram, que submetem, que pedem muito mais do que oferecem, que subtraem muito mais do que presenteiam.

Perdidos em contra-sensos particulares, acreditamos que o outro é nosso e, tantas vezes, que também nós somos do outro. Como se fôssemos passíveis de posse. Não somos – nem nós e nem o outro, sobretudo porque existimos genuinamente no singular; jamais no plural, por mais que eu acredite fundamentalmente na evolução através de dois corações compartilhados.

Portanto, num deslize de percepção, caímos numa armadilha tecida por nós mesmos e nos afogamos numa tempestade que é pessoal, que é interna, da qual só podemos nos salvar se, enfim, resgatarmos a consciência de que estamos – e só permanecemos – onde queremos, onde certamente ganhamos algo, ainda que este ganho seja, antes, profundas e graves perdas!

Felizmente, não existem perdas irreparáveis, até porque em cada perda existe sempre a oferta de um impagável aprendizado. O irreparável incide somente sobre a estagnação, a insistência diante da dor, a recusa em transformar-se, em superar-se.

“À que ou à quem estamos nos apegando?”. Segure-se em si mesmo e descubra que é aí – e somente aí – dentro de você, que está o seu chão, que estão as suas ferramentas, as suas possibilidades, a sua única probabilidade de sentir-se leve, desprendido de qualquer expectativa ou idealização que possa lhe roubar a identidade.

Solte-se das pessoas, solte-se das relações, solte-se dos sentimentos, todos eles. Vida, sentimentos e pessoas existem para serem vividos, sentidos e amados e não para que nos apeguemos a eles, para que acreditemos – inadvertidamente – que eles são nossos, são posses, são para sempre.

Você pode amar sempre, mas ainda assim o amor nunca será seu. Será de você para o mundo, para alguém, para muitas pessoas. O que você acha que é seu não é de ninguém, nem seu. E o que você sabe que não é de ninguém, pode ser seu, desde que você não tente segurar, apenas predisponha-se a sentir, viver, experimentar.

Se pudermos fazer isso com toda a intensidade de que somos capazes, talvez consigamos compreender o verdadeiro significado da palavra plenitude... em substituição à avassaladora palavra “apego”.

Desapegue-se do amor. Apenas ame!
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ROSANA BRAGA
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PRECE DA LUZ

"Senhor... Clareia-nos o entendimento, a fim de que conheçamos em suas conseqüências os caminhos já trilhados por nós; entretanto, faze-nos essa concessão mais particularmente para descobrirmos, sem enganos, as estradas mais retas que nos conduzem à integração com os teus propósitos.

Alteia-nos o pensamento, não somente para identificarmos a essência de nossos próprios desejos, mas sobretudo para que aprendamos a saber quais os planos que traçaste a nosso respeito.

Iluminai-nos a memória, não só de modo a recordarmos com segurança as lições de ontem, e sim, mais especialmente, a fim de que nos detenhamos no dia de hoje,
aproveitando-lhe as bênçãos em trabalho e renovação.

Auxilia-nos a reconhecer as nossas disponibilidades; todavia, concede-nos semelhante amparo, a fim de que saibamos realizar com ele o melhor ao nosso alcance. Inspira-nos ensinando-nos a valorizar os amigos que nos enviaste; no entanto, mais notadamente, ajuda-nos a aceitá-los como são, sem exigir-lhes espetáculos de grandeza ou impostos de reconhecimento.

Amplia-nos a visão para que vejamos em nossos entes queridos não apenas pessoas capazes de auxiliar-nos, fornecendo-nos apoio e companhia, mas, acima de tudo, na condição de criaturas que nos confiaste ao amor, para que venhamos a encaminhá-los na direção do bem.

Ensina-nos a encontrar a paz na luta construtiva, o repouso no trabalho edificante, o socorro na dificuldade e o bem nos supostos males da vida.
Senhor... Abençoa-nos e estende-nos as mãos compassivas, em tua infinita bondade, para que te possamos perceber em espírito na realidade das nossas tarefas e experiências de cada dia, hoje e sempre.

Assim Seja".
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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