sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A ANIMOSIDADE


Viceja, ao lado da simpatia, no sentimento humano, a animosidade.

Reação psíquica, vinculada a vários fatores, atormenta a quem lhe padece o cerco e aflige a quem se lhe faz vítima, conduzindo-a na alma.

Pode originar-se na competição inconsciente, quanto na inveja dissimulada, imiscuindo-se em várias expressões do comportamento, que envenena, a cada passo.

Toma a si a tarefa malsã de fiscal impenitente, perseguindo, à socapa, no disfarce da maledicência constante ou da crítica mordaz, não raro investindo com rigor em constante acusação.

Não desculpa os que lhe caem sob o talante, quando estes erram, nem permite que eles acertem, seguindo em paz.

Ante a atitude correta, dissemina a dúvida; em face do erro agride, insensata, quando de todos é o dever de ajudar.

Nunca te subordines às suas amarras.

Jamais a apliques contra alguém.

A animosidade é fator de desequilíbrio, sendo, já, manifestação alienadora.

Se sentes as suas farpas, arrojadas por alguém que te antipatiza, luta para não revidar à agressão.

Não te deixes sintonizar nas faixas mentias em que se demoram os que se te apresentam animosos.

Procura ser gentil com eles, sem que te atormentes por conquistá-los.

Eles estão contra ti, impedindo-se cordialidade para contigo.

Não intentes vencê-los no tentame, a fim de que não te detenhas com eles.

Usa da afabilidade sem ser pusilânime.

O tempo logrará despertá-los, conduzindo-os corretamente.

Ninguém pretenda a simpatia geral.

Sempre há alguém que postula noutros conhecimento, comportando-se de forma diversa ou que prefere, simplesmente, a atitude contrária.

Mesmo nas fileiras dos ideais que esposas, defronta-los-ás.

Alguns não se dão conta que estão tele-dirigidos por outras mentes atormentadas, interessadas no programa do divisionalismo, da perturbação.

Prossegue, porém, no teu caminho, vinculado ao compromisso que abraças, sem valorizar em demasia a animosidade.

Se souberes retirar a parte melhor do problema, a antipatia deles te ajudará a errar menos, porque, perseguido e vigiado, procurarás produzir com mais estímulo para o bem e para melhor.

A Sócrates, os adversários deram o vaso de cicuta, não porque ele necessitasse de punição, mas, porque não o podiam submeter aos seus caprichos.

A Jesus, que também não se furtou à animosidade da sua época nem dos seus contemporâneos, ofereceram a cruz, numa tentativa de aniquilá-lO, sem, no entanto, perceberem que a trave horizontal fora transformada em asa de vitória, e a vertical em apoio para todos os ideais de enobrecimento da Humanidade, como símbolo de perene vitória para quem almeja a glória espiritual.
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JOANNA DE ÂNGELIS & DIVALDO P. FRANCO
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O PRINCÍPIO DA MADEIRA FLUTUANTE

O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração. .( 1 Samuel 16.7 )

Meu pai e eu estávamos procurando madeira flutuante ao longo da costa irregular do oceano Pacífico, perto de nossa casa. Ele usava a madeira para fazer relógios e mesas.

Ansioso por ajudar, corri de uma pilha de madeira a outra, arrastando grandes pedaços. Nenhum deles era o que meu pai estava procurando.


Finalmente, depois de uma hora correndo a praia de cima a baixo, meu pai parou para observar uma pilha de entulho retorcido. "Perfeito!", disse ele, levantando uma raiz retorcida.

Não pude acreditar no que via. "Por que você foi pegar esse pedaço de lixo velho e sujo?"

"Você não pode apenas olhar para o que está vendo agora", disse meu pai. "Precisa ver o que ele pode se tornar." O lindo relógio de madeira pendurado em minha parede me faz lembrar de não julgar pelas aparências, porque Deus não julga assim.

Em 1 Samuel, aprendemos que o Senhor não atenta para a aparência externa, mas para o coração. Não é maravilhoso saber que Deus nos vê não apenas pelo que somos, mas pelo que podemos nos tornar?

Senhor, ensina-me a olhar para os outros e para mim mesmo por meio dos Teus olhos. Em nome de Jesus. Amém.

Onde nós vemos entulho, Deus vê uma futura obra-de-arte.
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Dwayne K. Buhler (Colúmbia Britânica, Canadá)
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

HERANÇAS DE AMOR

Dramas rudes. . .

Há momentos em que o coração na câmara torácica parece ter um punhal a trespassá-lo.

Mente atordoada. . .

Há problemas que assomam em patética de receios e inquietações produzindo febre na alma e angústia de incertezas. . .

Dificuldades e incompreensões. . .

Há cipoal e sarçal à frente de quem avança, a multiplicar espículos e empeços como se tudo estivesse convertido em provações rudes e aguçadas desesperações.

São sombras e ao mesmo tempo oportunidades que luzem.

Busca, porém, a prece e banha-te de luz. . .

O seu refrigério, aparentemente, não resolverá as situações, e, de certo, não se modificarão a golpes de mágica as paisagens de sombra e conflito. . .

Apesar disso, com sutileza, renasce a esperança, ressurge a coragem, aplainam-se as arestas difíceis, e, passado algum tempo, raia dia novo de júbilo no coração animado, na mente abençoada pela santificante presença do Cristo a conduzir certezas.

Não depereças na dificuldade; eleva-te na oração e enriquece tuas sombras de dor com luar de paz.
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Eros & Divaldo P. Franco
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DIANTE DA MALDADE

Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço.

O homem mau se encontra doente e ainda não sabe.

Dá-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para contigo.

Se alguém te ofende, o problema é dele.

Quando é tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu.

O ofensor é sempre o mais infeliz.

Conscientiza-te disso e segue tranqüilo.
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JOANNA DE ÂNGELIS & DIVALDO P. FRANCO
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VÍTIMAS DO HÁBITO

Existem pessoas que encontram muita dificuldade em fazer pequenas mudanças em seus hábitos.

Pessoas que têm suas coisas bem arrumadas e nos lugares certos, sempre na mesma posição e, de preferência, na mesma ordem.

Seguem sempre pelos mesmos caminhos, freqüentam os mesmos restaurantes e pedem os pratos já conhecidos.

Encontram sempre os mesmos amigos, torcedores do mesmo time, e conversam com os que trabalham em profissões semelhantes.

Geralmente ouvem a mesma rádio, assistem os mesmos canais de televisão, e variam pouco a programação.

De certa forma, isso as faz sentirem-se seguras. Arriscar não é do seu feitio.

Por outro lado, pessoas assim acabam sendo vítimas do hábito e têm grande dificuldade para resolver problemas. A menos que sejam problemas já conhecidos.

Isso gera ansiedade, depressão e baixa auto-estima quando precisam encontrar solução para situações inesperadas e sua criatividade é solicitada. Ah, se esses adultos pudessem se ver quando tinham a desenvoltura dos seus 5 ou 6 anos de idade...

Era uma idade em que a criatividade brotava por todos os poros.

Não faltava solução para problema algum. Não havia perigo que não fosse afastado com um disparo de água, com seu revólver de brinquedo.

Não havia guerra que não pudesse ser vencida com algumas bolinhas de papel, arremessadas com um elástico esticado na ponta dos dedos.

Agora são executivos, homens e mulheres de negócio...

Pessoas que precisam mostrar seriedade.

Todavia, esquecem-se de que seriedade não quer dizer sisudez nem falta de um sorriso nos lábios.

Essas reflexões nos fazem lembrar um garoto de setenta e poucos anos, homem público, respeitável profissional reconhecido no mundo inteiro, que se diverte brincando com um bilboquê, ou andando de balanço.

Podemos até imaginar a felicidade dos seus netos ao ver o avô brincando como um garoto...

Esse homem é um ilustre professor, psiquiatra, educador e escritor brasileiro.

Ninguém imagina que um homem desses não seja um profissional sério só porque não assassinou o menino que corria pelos quintais, fazia piruetas e despencava dos galhos das árvores de vez em quando.

Não podemos crer que esse profissional seja menos competente só porque todas as vezes que se sente inseguro, chama o menino que habita seu ser, e este vem e lhe dá a mão.

Podemos imaginar justamente o contrário: uma grande capacidade de resolver conflitos e problemas.

Uma pessoa assim tem grande criatividade, leveza e satisfação em tudo o que faz.

Seus escritos exalam um suave perfume de jardim em flor. Suas idéias fluem com a suavidade da brisa das manhãs primaveris.

É de pessoas assim que o mundo precisa.

Homens e mulheres confiantes, alegres, honestos, descomplicados, leves...

A seriedade é uma característica do espírito. Um sorriso não a destrói. Um rosto fechado não a garante.

Pense nisso, e considere que a criança que habita em você pode lhe ajudar a encontrar a felicidade que há muito você vem procurando.
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Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ORAÇÃO DA CRIANÇA

Certa vez, uma mãe viu seu filhinho sentado em um canto da sala, recitando alto as letras do alfabeto: a, b, c, d, e, f, g...

Intrigada, ela se aproximou e lhe perguntou: filho, o que você está fazendo?

Mamãe, você me disse para eu orar sempre a Deus. Acontece que eu não sei como fazer.

Então resolvi ir dizendo o alfabeto inteiro para Deus, pedindo que faça uma boa oração com essas letras.
O fato poderia ser tomado como uma dessas coisas de criança se não houvesse tanta fé na simplicidade do gesto.

Simplicidade que esquecemos muitas vezes.

Quantas vezes dizemos que não sabemos orar ou como nos dirigir ao Criador.

Chegamos a pedir a outros que orem por nós, pelas nossas necessidades, pelos nossos afetos, porque não sabemos como orar.

E é tão simples. Orar é dialogar com quem é o maior responsável pela nossa vida, por tudo que somos, desde que nos originamos da sua vontade: Deus.

Não há necessidade de palavras difíceis, rebuscadas ou decoradas. A oração deve ser espontânea, gerada pela necessidade do momento. Ou por um momento de intensa alegria, uma conquista concretizada, um objetivo alcançado.

Já nos ensinou o Mestre Galileu em seu tempo: não creiais que por muito falardes, sereis ouvidos. Não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos.

E sabiamente ainda ensinou Jesus que se devia orar ao Pai em secreto. Portanto, existem muitas preces que nem chegam a ser proferidas. Explodem da alma para os céus sem que os lábios tomem parte, sem que as cordas vocais sejam acionadas.

Deus vê o que se passa no fundo dos corações. Lê o pensamento dos Seus filhos.

A oração pode se tomar incessante em nossas vidas sem que haja necessidade de tomarmos qualquer postura especial.

A prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção dos nossos trabalhos.

Pode consistir no ato de reconhecimento a Deus quando escapamos de um acidente que poderia ser fatal.

Pode ser um momento de êxtase pela beleza do oceano que joga suas ondas contra as rochas, desejando arrebatá-las para o seu seio.

Ou, ainda, ante o espetáculo de cores do arco-íris após a tormenta que despetalou as rosas.

Sem fórmulas prontas, sem palavras encomendadas ou de difícil pronúncia.

Rogar, agradecer. Exatamente como a criança que ganha um brinquedo, pula no colo do pai, e diz sorrindo: obrigado, papai. Adorei.

Ou, quando, súplice, pede: papai compra um sorvete? Ah, por favor. Compra, papai.
Singeleza, simplicidade. É assim que devemos dialogar com Deus, nosso Pai.
Deus, em Sua infinita misericórdia, criou um canal especial de comunicação para que a qualquer hora, em qualquer lugar, todo ser pensante pudesse falar com Ele.
Este canal chama-se prece. Acessível ao pobre, ao abastado, ao letrado e ao desprovido de recursos intelectuais.

À criança e ao adulto; a quem crê e até mesmo a quem não crê mas que um dia se dá conta que é muito confortador ter um Pai que escuta sempre, atende e socorre.

Não se esqueça de usar o seu canal especial de comunicação.
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MOMENTO ESPÍRITA
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FAÇA O SEU MELHOR

Deus não criou os Espíritos perfeitos, mas aperfeiçoáveis e perfectíveis.

Trata-se de uma constatação muito fácil de ser feita.

Basta olhar em volta para perceber homens e mulheres com tendências e talentos variados.

Em uns, avulta a inteligência.

Em outros, a delicadeza de sentimentos chama a atenção.

Há quem tenha considerável talento artístico.

No princípio, eles eram extremamente parecidos em sua singeleza.

No final dos processos, todos serão perfeitos.

Na atualidade, sua força e sua fraqueza denotam os caminhos que escolheram trilhar em sua jornada evolutiva.

Como seres imperfeitos, já muito erraram e outros erros ainda cometerão. Mas isso não é de causar estranheza e a vida propicia modos de reparação de todo o mal causado.

A Misericórdia Divina é infinita e auxilia a todos. Basta ter boa vontade para se recompor. Ou seja, estar disposto a trabalhar firme em favor do progresso.

É preciso que os talentos amealhados ao longo do tempo sejam utilizados de forma construtiva. Quem possui cintilante inteligência necessita empregá-la no esclarecimento dos irmãos de caminhada. Os cientistas têm o dever de, mediante suas descobertas e criações, propiciar vida mais longa e confortável aos semelhantes.

O talento artístico deve chamar a atenção para as maravilhas da criação. A música, a pintura, a representação, toda forma de arte tem a vocação de ser um convite à apreciação do belo e do sublime. Qualquer que seja o talento, ele pode e deve ser utilizado no bem. Não é lícito enterrar os talentos recebidos, conforme ensina a famosa passagem evangélica. Eles representam o meio de que cada Espírito dispõe para reabilitar-se perante a Consciência Cósmica.

Se cometeu equívocos no processo de aprendizado e amadurecimento, também desenvolveu variados dons. A utilização desses dons deve funcionar como o amor que cobre a multidão de pecados, na feliz expressão do apóstolo Pedro. Bem se vê que errar para aprender não é tão grave assim. Basta ter a coragem de assumir as conseqüências dos próprios equívocos e tratar de repará-los. Como o passado espiritual se esfumaça no processo reencarnatório, a vida manda alguns lembretes.

Eles se apresentam na forma dos parentes problemáticos, do chefe difícil, do convite para trabalhar por uma causa. O talento que se tem é o indicativo da tarefa a ser feita. O mesmo ocorre com o contexto social em que se é inserido.

Assim, tenha boa vontade e faça o seu melhor, em todas as circunstâncias de sua vida. O bem que você hoje pratica representa a sua gratidão pelos talentos e oportunidades com que a vida o brindou, ao longo dos milênios.
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REDAÇÃO DO MOMENTO ESPÍRITA
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

DIFÍCIL SER TRANSPARENTE?

Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente...

Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.

É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...

Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar...

Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.

Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...

Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...

E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos...

Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar...

doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos...

daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: você está me machucando... pode parar, por favor!. Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...

Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Que consigamos docemente viver... sentir, amar...

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ROSANA BRAGA
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DIANTE DAS OFENSAS


Não conduzas o ultraje que alguém te atirou, desmoronando o teu dia.

Certamente, há pessoas que não simpatizam contigo e até te detestam. Mas, isto não é surpresa, porque te ocorre o mesmo em relação a outras.

Este é um problema que os corações pacificados resolvem com facilidade, nunca valorizando ofensas, nem se importando com elas.

Há um grande número de pessoas gradas e afetuosas que te cercam, que não é justo te agastares com aquelas, as que constituem exceção no teu caminho.

Deixa no chão do esquecimento a ofensa que te dirigem e segue na direção do amor que te aguarda.
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JOANNA DE ÂNGELIS E DIVALDO P. FRANCO
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TENHA MISERICÓRDIA!

E, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, [Bartimeu] pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! •( Marcos 10.47 )

Kitty, minha gata, tem o hábito de subir no telhado. Quando fica desesperada para descer, ela se aproxima de mim o bastante para que eu, na escada, possa pegá-la e trazê-la rapidamente para o alimento, a água e o abrigo. Sua cooperação depende do tempo em que ficou lá em cima. Se foi apenas uma hora, ela fica distante, fora do meu alcance. Mas, após um dia inteiro no calor ou na chuva, em seu desespero, ela se aproxima prontamente.

Um dia, decidi que não iria mais subir no telhado tarde da noite e cortei um galho que dava acesso à parte de cima da casa, para impedir que Kitty subisse até lá. Mas, na noite seguinte, ela estava de novo no telhado, encharcada de chuva. Ao me ver na escada, deu um miado alto e pulou nos meus braços.

Eu me dei conta de que nós, às vezes, nos comportamos como Kitty. Deus está sempre tentando nos alcançar quando estamos perdidos, mas, como disse santo Agostinho, Ele "não nos salvará sem o nosso consentimento". Como minha gata, precisamos estar necessitados demais, perdidos demais, humilhados demais para aceitar a misericórdia de que precisamos. Quando admitimos nossa necessidade, vemos a mão do Senhor vindo em nosso socorro. Que possamos reconhecer nossa profunda necessidade da graça de Deus.

Ó Deus, ajuda-nos a colocar nossas necessidades diante de Ti, sabendo que Tu estás pronto para nos curar e salvar. Em nome de Jesus. Amém.

Quando estivermos prontos, descobriremos que Deus também está!
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Matt Berryman (Flórida, EUA)
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

AGRADECIMENTO

Recebi este selo da linda Andréia Santana do blog: http://www.andreiasantana.com/
Obrigado linda Andréia, fiquei super feliz com o carinho e reconhecimento.




O blog que ganha o selo ARTE Y PICO, é premiado por sua criatividade, desenho, material interessante e que contribua à comunidade blogueira, sem importar seu idioma.
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Agora, seguem as regras:

1) Eleger 5 blogs merecedores deste prêmio.
2) Cada indicação de prêmio deve apresentar autoria e link de cada blog, para que todos o visitem.
3) Cada premiado deve exibir o prêmio e colocar o nome e link do blog de quem o premiou.
4) Premiado e premiador devem exibir o link Arte y Pico, para que todos saibam a origem deste prêmio.
5) Exibir estas regras.

Eu repasso os selos para:

-- Estúrdio Blogs New

--Espírita Na Net

--Oficina Espírita

--Quiosque Azul

--Magnetismo

ESTAMOS NUMA ENCRUZILHADA?

“Passamos, após várias experiências existenciais, da animalidade para a humanização e hoje atravessamos um período em que chegou o momento de romper o silêncio.

A raça humana se encontra numa encruzilhada: subjugar-se à vida material ou buscar a conquista do mundo espiritual”, nos ensina Lama Govinda, no Livro Tibetano dos Mortos.

Essa sentença, proferida por esse grande mestre, dá uma idéia exata e profunda do que nós seres humanos, precisamos realizar agora.

Certas descobertas científicas, dentre elas, a liberação da utilização da célula-tronco, acena com a possibilidade de se extinguir a doença do corpo humano. Como será que a religião, que fundamenta suas atividades sobre o sofrimento da criatura humana, poderá sobreviver, sem a doença, que tanto desfibra e intimida a humanidade.

Por outro lado, o ser humano não teme mais Deus, nossos filhos crescem, nessa época, sem ter em sua atmosfera a presença do “Pai nosso que está no Céu”. E eu pergunto: será possível, hoje, a uma mãe, trazer uma filha ou filho, para junto de si ao lado da cama, para antes de dormir, dobrar seus joelhos, juntar suas mãos e fazer uma oração?...

Quase impossível, pois elas, as nossas crianças, estão lá nos seus quartos, na internet ou jogando games, ou ainda nas baladas...

Em minha atividade no Projeto Mutação, tenho visto que se repete na história das pessoas, a ocorrência, na infância ou juventude, do assédio sexual. Portanto, o que se dá hoje em dia não é só privilégio de nosso tempo. De quando em quando, eu fico com vontade de dizer para os religiosos, que voltem suas atenções para esse processo, tão difícil, tão perigoso que ameaça a humanidade. E agora, a mídia descobriu esse filão, ganhando divisas e uma fortuna, com a divulgação dos casos de pedofilia.

Digo isso porque não se vê a iniciativa de se impedir que essa doença que incendeia a vida da humanidade se alastre e invada nossas casas. Ou será que alguém em algum lugar está realizando algo. Sinceramente, é pouco, divulgar, clamar aos céus, acusar os criminosos. O caminho que se deve percorrer para a eliminação dessa praga que assola o Planeta é a consciência sobre o Amor, sobre o Respeito e o Perdão.

Estamos no amanhecer da compreensão de nosso lugar no Universo e do extraordinário poder de flexibilidade e de transcendência de que somos capazes. As descobertas científicas estão lançando um desafio; somos herdeiros de uma tremenda virtuosidade evolucionária.

Então, porque tanta escassez de compaixão e solidariedade nas relações humanas? Uma cliente esteve comigo trazendo na bagagem emocional traumas, vontade de acabar com a vida, mágoas profundas da mãe e do pai. Fizemos alguns processos, conversamos, buscamos entendimento e caminhos. Sempre procuro deixar bem claro que os nossos pais, como seres essenciais, escolhidos por Deus e por nós para nos permitirem a vinda na Terra são muito importantes e devem ser amados intensamente.

Mas o homem e a mulher que nos criou nem sempre são pessoas justas, definidas, compassivas. Eles têm defeitos, naturalmente.

Diz ela: “Estou te escrevendo para te falar sobre esta semana, estou me sentindo bem mais calma e interiormente, mais silenciosa, não estou mais em ebulição como estava me sentindo, é como se algo dentro de mim tenha se aquietado, também estou quase pronta para fazer o exercício de enterrar algumas coisas do passado, mas não estou me apressando, tudo vai acontecer no momento certo, não é? Aconteceram algumas coisas que me fizeram perceber esta mudança, no fim de semana não discuti nenhuma vez com minha mãe e durante a semana também, e isso não acontecia, a coisa mais comum era a gente discutir, acho que estou mais paciente. Ontem eu estava trabalhando e, de repente, comecei a ficar aflita e com uma angústia muito forte, tive que ligar para minha mãe e pedir para ela não atender nenhum estranho; foi difícil me controlar, eu não sentia mais esse tipo de coisa tão forte, mas depois desta crise e de ter feito uma oração e conversado com a alma dela, consegui recuperar a calma e passei o resto do dia bem. Se fosse em outra época, isso não ia acontecer eu ia ficar mal o dia inteiro remoendo este sentimento. Se foi um pressentimento ou não, não sei, mas fiz o que podia, alertei minha mãe e orei para que Deus guardasse minha mãe e minha casa. Outro fato interessante, desde sexta-feira minha rua está completamente sem luz e na terça feira tive aula de espanhol e cheguei mais tarde, você sabe, tinha muito medo, mas dessa vez nem pensei na rua escura, isso também mudou, pois se fosse antes provavelmente eu nem iria na aula ou não ia conseguir prestar atenção. Estou me cobrando menos, é como se eu estivesse mais tolerante comigo mesma, isso para mim é uma coisa nova. E o que mais estou gostando, comecei a conversar com Deus novamente, simplesmente como um amigo, sem impor condições, quero acreditar novamente que Ele sabe o momento certo. Já escrevi bastante, mas é que esta semana realmente estou me sentindo diferente, já que não pensei nenhuma vez que não queria continuar vivendo ou com a angústia que eu vivia sentindo. Estou me sentindo leve e quero compartilhar com você”.

Ela está certa, Deus sabe o momento certo e eu, cá em meus pensamentos, acredito que este pode ser o momento certo de nós todos, enquanto sociedade, tomarmos as rédeas da vida e refazer nossos caminhos e atitudes. Ter a coragem de confessar que errou o caminho, pensar bem e voltar para a estrada certa, procurando Deus. Ele não está disperso, longe de você, não. Nós é que nos enredamos em situações outras que nos distanciaram de Deus, não importa que configuração você faça dele. Pode ser um Deus antropomórfico, na figura de um velho de barbas longas, ou o grande arquiteto do Universo, Allah, Jeová seja o que for, mas o importante é você ter Deus em seu coração e acreditar que ele pode interceder por você, por seus filhos e por sua vida. E com certeza, com essas atitudes, poderemos recompor nossas vidas, ficar mais pacientes, menos envolvidos com as dificuldades do mundo, para perceber as pessoas que estão ao nosso lado e a presença de Deus.

Olhe do seu lado, perceba que existe uma multidão caminhando e muitas criaturas aguardando que você diga alguma coisa, ouça uma história, fique presente em sua vida.

Você pode, porque Deus está em você.
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Wilson Francisco
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APENAS... UMA ORAÇÃO...


Vamos guardar silêncio e com os corações elevados ao alto...

Oremos pedindo ao Pai e a JESUS...nosso irmão...

Para que nosso caminhar...tenha sempre seu amparo na bondade que a Ele pedimos...

dentro de seus ensinamentos...

Senhor...

viemos pedir-te paz e sabedoria para um melhor entendimento...agradecemos pelo concedido...

Mas olha-nos um pouquinho mais...

Deixa-nos pedir...Querido Pai...

Faça com que nossas vibrações cheguem aos irmãos que nos pedem auxilio...

Os faça pacientes e compreensivos em suas dores...

Dá-lhes o entendimento para superar cada pedacinho que precisem alcançar...

Chegue Pai com tua bondade nos presídios...nos hospitais...em cada cantinho que te precisem e ampara -os...

Que todos nós sejamos envolvidos pela tua bendita Luz...

Que recebamos Tuas Bênçãos...

Que sejamos agraciados pela Tua Misericórdia...

Mas que todas essas graças sejam repartidas com Teus filhos que peregrinam neste Planeta...

Pai...somos pequeninos ante Tua grandeza...

Porém somos confiantes e esperançosos que Tu nos aceites com todas as nossas limitações...

Entretanto...

Se pequenos somos...

Temos a certeza de que
sob a Tua sombra...

Cresceremos e alcançaremos o progresso que esperas de nós...

Que hoje...Amanhã e Sempre estejamos sob o Teu amparo e proteção...

Enfim Pai..
.
Faça tua vontade prevalecer e nós humildemente a acatarmos...

Para superação de todos os nossos defeitos e elevação de nossas virtudes...

Dê-nos uma Boa Semana baseada em tua santa
palavra...

Dê-nos saúde e vontade para prosseguirmos em nossa jornada...

Amém!
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Oliver Shanti & Friends
Tara Mantra
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

SENSATEZ E A ORAÇÃO

Para se ter êxito na prática das boas ações, somente a devoção mostra-se insuficiente, havendo a necessidade de orientar-se com sensatez.

A sensatez dá-nos a possibilidade de concentrar nossa energia sobre aquelas obras que mais correspondem à nossas forças e habilidades.

A sensatez também ajuda-nos a escolher as atitudes que levar-nos-ão aos melhores resultados.

Na literatura sacra, a sensatez também é chamada de bom senso, ou o dom do bom senso.

A sabedoria vem a ser o grau máximo da sensatez, reunindo o conhecimento, a experiência e a compreensão da realidade espiritual dos fenômenos.

Na falta de bom senso, até as atitudes e palavras bem intencionadas podem levar à más conseqüências.

Sobre este assunto, escreve S. Antônio, o Grande: “Muitos benfeitores são magníficos, mas, às vezes, devido à inabilidade ou ao excesso de entusiasmo, pode ocorrer um dano…

O bom senso é um benfeitor que ensina e orienta o homem a seguir o caminho da retidão, sem se desviar pelas encruzilhadas.

Se caminharmos pelo caminho da retidão, nunca seremos levados por nossos inimigos, nem à direita — à temperança extrema, nem à esquerda — à negligência, ao descuido e à preguiça.

O bom senso é o olho da alma e o seu lampião…

Com o bom senso, a pessoa revê as suas vontades, palavras e atitudes, afastando-se de todos que o distanciem de Deus.”
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O MENSAGEIRO
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QUANDO PARECER EXTREMAMENTE DIFÍCIL

Recorra ao poder silencioso do seu pensamento. Coragem, faça uso de sua força mental, utilize suas experiências, não se aborreça.

Não esqueça de que as misérias, as fadigas, os desencontros, as incompreensões, fazem parte do aprendizado evolutivo do trânsito terreno - são degraus necessários para o indivíduo fazer autodisciplina. Não desanime, a maior parcela da vida é de luz e amor; procure senti-los e tudo ficará melhor em sua existência.

A falta de fé no Criador facilita o aparecimento do medo, aflição, angústia, ansiedade, dúvida, desgosto, tristeza, desilusão, egoísmo, infelicidade; são freqüências mentais que destroem e aviltam a dignidade humana.

A prática cotidiana de afirmar o bem, exercitá-lo, fazer autocontrole, disciplina de si mesmo, representam o caminho seguro e iluminado da paz, do conhecimento, do equilíbrio.

A fé no Criador, o trabalho em benefício da família humana e a vontade firme no bem constituem toda a base da satisfação, da vitória do homem.

Não há dificuldade, por maior que possa parecer, que não se transforme diante da calma, da serenidade, da paciência e da poderosa concentração do pensamento no amor, na verdade e na justiça.

A disciplina pessoal consegue reunir as forças dispersas do pensamento, dirigindo-as, transformando-as em luz que ilumina os momentos difíceis, escuros. A disciplina pessoal é alimento que sustenta o ser humano na caminha-da do bem.


O homem que procura fazer o processo de espiritualização não teme as dificuldades, a contrariedade. O seu ser caminha no sentido de fazer o melhor possível, sendo sempre a compreensão, a esperança pela força da prece.

Meu amigo, não há outra alternativa para alcançar a resolução dos seus problemas senão pelo autoconheci-mento, o domínio de si próprio. Coragem, o conhecimento liberta.

Quando tudo parecer extremamente difícil, procure elevar-se acima dos problemas que o perturbam. Dia a dia, faça exercício de tranqüilização da mente. Diga a você mesmo: "Eu quero ser feliz", entre no silêncio do seu próprio ser, afirme-se no bem, frutifique, viva o vigor da dignidade humana, da esperança e do amor, sendo senhor de si e respeitando profundamente o seu próximo.

Meu bom irmão, neste momento pense intensamente no Criador, olhe o mundo e você alcançará identidade, será feliz, pois saberá proclamar a vitória da verdade que é Deus.

Fé, luz, a construção do amanhã.
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Leocádio José Correia & Maury Rodrigues da Cruz
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PACIÊNCIA E VIDA

Estudo necessário da paciência: observar cada um de nós face a própria conduta nas relações humanas e no reduto doméstico.

Sabemos compreender habitualmente os assaltos morais de inimigo gratuitos, obrigando-nos a refletir quanto à melhor forma de auxiliá-los para que se renovem construtivamente em seus pontos de vista, e, em muitos casos, esbravejamos contra o desagrado de uma criança que a doença incomoda.

Aprendemos a suportar com serenidade e entendimento, prejuízos enormes da parte de amigos, nos quais depositávamos confiança e carinho, buscando encontrar o modo mais seguro de ajudá-los para o resgate preciso e, muitas vezes, condenamos asperamente pequenas despesas naturais de entes queridos, credores insofismáveis de nosso reconhecimento e ternura.

A tolerância para com superiores e subalternos, colegas e associados, familiares e amigos íntimos é realmente o recurso da vida em que se nos erige o metro do burilamento moral. Isso porque, conquanto a beneficência se mostre sempre sublime e respeitável, em todas as suas manifestações e atributos, é sempre muito mais fácil colaborar em campanhas públicas em auxílio da Humanidade ou prestigiar pessoas com as quais não estejamos ligados por vínculos de compromisso e obrigação que tolerar com calma e compreensão, os contratempos mínimos e as diminutas humilhações no ambiente individual.

Paciência por isso mesmo, em sua luminosa autenticidade há de ser aprendida, sentida, sofrida, exercitada e consolidada junto daqueles que nos povoam as áreas do dia-a-dia, se quisermos esculpi-la por realização imorredoura no mundo da própria alma.

Preguemos e ensinemos quanto nos seja possível os méritos da paciência, no entanto, examinemos as próprias reações da experiência íntima à frente de quantos nos compartilham a luta cotidiana, na condição de sócios da parentela e do trabalho, do ideal e das tarefas de cada dia e, perguntemos com sinceridade a nós próprios se estamos usando de paciência para com eles e para com todos os outros companheiros da Humanidade, assim como estamos incessantemente tolerados e amparados pela paciência de Deus.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PRATIQUE A GENTILEZA

Lembro-me de uma campanha que durou infelizmente pouco tempo, cujo apelo era simplesmente: "Pratique gentileza!".

A lógica da campanha era que as pequenas gentilezas do dia-a-dia, desde um Bom dia!, um Tudo bem com você?, ou o simples ato de ceder o lugar para um idoso no ônibus já contribui para a vida social e, principalmente, para a vida pessoal pelo bem-estar que um gesto ou um sorriso de agradecimento pode proporcionar.

O professor, filósofo e escritor, Renato Janine Ribeiro, tem inserido em seus escritos e palestras a proposta de retomada das "boas maneiras"; expressão que ele considera mais adequada do que a palavra "etiqueta", que poderia levar a outro sentido, como ao uso dos talheres à mesa ou ao comportamento durante uma recepção elegante. Ele diz que pequenas mudanças de hábitos no trato inter-pessoal cotidiano baixaria os níveis de ansiedade, estresse e medo que hoje são comuns na nossa sociedade. Essa seria uma forma simples e prática de entender e praticar a "alteridade"?

Uma reeducação comportamental pela qual recuperássemos antigos e bons hábitos de relacionamento poderia contribuir para a vida social, hoje tão afetada pela agressividade de uns e pelo individualismo exacerbado de outros. É o medo. Emoção básica que todos nós - seres humanos como os outros seres da criação -, trazemos como mecanismo de sobrevivência, mas que pode adquirir aspectos doentios quando se reveste de uma centralização excessiva nos próprios interesses e valores, ou quando resvala para atitudes de controle e domínio sobre os outros. Uma verdadeira cegueira mental pode apoderar-se das pessoas que então deixam de perceber que viver é conviver.

Como começar? Todo começo é difícil, mas sempre possível. Um primeiro passo é o auto-conhecimento. Saber das próprias limitações e deficiências, tanto quanto de suas habilidades e potencialidades. Um segundo passo é a autodisciplina, que não significa assumir posturas de austeridade monástica. Disciplina é ter controle sobre apelos emocionais discutíveis, sobre mensagens áudio-visuais que em nada acrescentam à vida verdadeira, é resistir a aspectos meramente acessórios, supérfluos ou passageiros da vida. Disciplina não é abrir mão da parte boa da vida, mas saber apreciá-la com moderação.

Um outro ponto é “praticar a gentileza”, isto é, tornar-se uma pessoal agradável, seja pelo falar, seja pelo agir, mas sem afetação. Exercitar a compreensão, evitar conflitos ou confrontos desnecessários e se for necessário agir com energia, que ela seja temperada com a bondade. Ser generoso sem ser tolo. Ser tolerante sem complacência. Ser franco e sincero, porém sem grosseria. Entender que os outros têm todo o direito de conceber a vida como bem entenderem. Cada um tem seu tempo de maturação emocional e espiritual. Porém, nunca é demais lembrar que o motor das mudanças é a vontade.

Enfim, pôr tudo isso em prática no dia-a-dia da melhor maneira possível, no relacionamento com parentes, colegas de trabalho, amigos e amigas, companheiros de passagem em nossas vidas, sem tornar-se um chato nem piegas. Não imaginar que a vida será um mar de rosas só porque procuramos tratar bem as pessoas, pois eventualmente seremos mal-interpretados, incompreendidos e mesmo maltratados. Paciência, pois isso também faz parte da aventura da vida.
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Paulo R. Santos
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RENOVAR...


Que o dia traga pelas mãos,
toda a compreensão que você precisa,
não para entender as pessoas que você não consegue,
mas para aceitar as diferenças, viver o momento,
a situação que leva cada um a pensar e agir,
de maneira tão diferente do esperado.
Por isso não se espante...

Que o dia lhe apresente um espelho,
onde possas ver a pessoa mais importante na sua vida,
e que no reflexo dos seus olhos, você possa compreender,
a importância que realmente tem, e esquecer;
toda a injustiça, ás humilhações, o desamor,
e rir, rir da própria vida, dos seus atos,
lembrar de ser assim, simplesmente feliz.
Por isso se encante...

E com esse riso no rosto,
que você tenha o gosto,
de pegar a felicidade pelas mãos,
e entender finalmente quem é o construtor,
quem é o pintor das suas telas,
descobrir ainda hoje, que só você pode,
mudar, consertar, reparar, conquistar,
caminhar e seguir com quem quiser,
quando quiser, quando se der a chance de mudar.
Por isso se esforce...

Mudar não dói tanto assim,
é questão de atitude, de respeito,
respeito pela vida,
por Deus e principalmente,
por você!
Por isso creia, confie e siga adiante...
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Paulo Roberto Gaefke
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FÉ RACIOCINADA

A tua fé será raciocinada mas não fria.

Guardá-la-ás por luz na inteligência não para identificar os males que infelicitam a vida, mas também para remediá-los tanto quanto possas.

Ouvirás discussões apaixonadas e por vezes estéreis, em nome da dúvida e da experimentação, da filosofia e da ciência, no arrazoado daqueles que continuam perguntando se eles próprios existem e, de outros, colherás o estranho argumento de que tua fé nada tem a ver com burilamento moral.

Efetivamente, não desprezarás a indagação digna, reconhecendo que o estudo é imperativo de nossa marcha em rumo certo, no entanto, conservarás no teu íntimo a certeza da própria imortalidade, qual facho inapagável de sol e, conquanto não desconheças que sublimação não é serviço de apenas um dia, honrarás os teus compromissos, guardando lealdade à reta consciência na disciplina da palavra empenhada.

Crerás na Vida Maior, aprimorando a vida menor em que encontras. Amarás a Deus, conchegando-te ao próximo, a fim de repartir com ele os dons de que o Senhor te enriqueceu. Farás de tua fé energia dinâmica a desentranhar-se da oração e da teoria, na forma de serviço ao próximo.

Aceitarás a mensagem da sobrevivência a falar-te do amanhã, por bendita orientação destinada à vivência de hoje, de modo a que faças melhor, através da convivência com teus irmãos.

À vista disso, a tua confiança na Divina Providência revelar-se-á consubstanciada no verbo com que esculpes a doutrina do amor e da verdade, na página iluminativa com que elevas o pensamento alheio, no auxílio providencial aos que sofrem, no perdão das ofensas, no esquecimento dos ultrajes ou no pão que divides com os últimos viajantes nas retaguardas da aflição.

Ser-te-á ela o arado precioso para arrotear a gleba do mundo, onde a vida te aguarda as sementes do progresso e renovação, no poder do trabalho e na força do bem.

Tua fé raciocinada constituirá, por fim, a lâmpada que Allan Kardec te colocou nas mãos, para que a chama da caridade nela flameje constantemente. Caminharás com ela e por ela atingirás a compreensão real dos ensinamentos do Cristo, aprendendo a servir com Ele, nosso Mestre e Senhor, para que o Reino de Deus se levante no coração dos homens, construindo a felicidade dos homens para sempre.
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Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ESPELHO D'ALMA


Tente imaginar um Espelho D'Alma...

(Para fazer isso, você terá que se despir de todas as suas máscaras).

Observe você:
Suas qualidades, seus defeitos,
Seus acertos, seus erros,
Suas conquistas, suas derrotas,
Seus pontos fortes e fracos.

Depois que fizer isso, raciocine:

- NINGUÉM É TÃO BOM PARA SER GLORIFICADO,
NEM TÃO MAU, PARA SER CRUCIFICADO!

Agora, olhe para os lados...
Imagine seus amigos e inimigos
Eles estão a te observar...

(Eles não precisam do espelho imaginário,
eles o vêem sem espelho mesmo...)

Saiba:

SEUS AMIGOS DE VERDADE,
SEMPRE VERÃO SEUS DEFEITOS,
MAS ESTARÃO AO SEU LADO
PELAS SUAS QUALIDADES,
TORCENDO POR SUAS VITÓRIAS!

Seus inimigos,
Observarão suas qualidades,
Mas estarão eternamente relembrando seus erros,
torcendo por uma derrota, CRITICANDO MESMO...

Agora, volte-se para o espelho:

Você tem o livre arbítrio de se colocar como seu próprio amigo, ou não...

PARA SER SEU PRÓPRIO AMIGO,
VOCÊ SEMPRE DEVERÁ LEMBRAR
QUE NÃO É PERFEITO,
QUE É CHEIO DE FALHAS, CHEIO DE ERROS...

MAS, QUE SUAS QUALIDADES,
SUA VIDA, SEUS AMORES VALEM A PENA!!!

E, QUANTO AOS SEUS INIMIGOS,
LEMBRE-SE:

- NÃO PERCA SEU TEMPO COM ELES!

De qualquer forma,
Se algum dia você descobrir
Que algum amigo te decepcionou, ou que algum
Inimigo invadiu seu território...
LEIA A SEGUINTE MENSAGEM, ELA TE TRARÁ PAZ!

"SALMO 23"

O Senhor é meu pastor; nada me faltará.

Ele me faz repousar em pastos verdejantes.

Leva-me para junto das águas de descanso;
refrigera-me a alma.

Guia-me pelas veredas da justiça
por amor do seu nome.

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal nenhum,
porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.

Preparas-me uma mesa
na presença dos meus adversários,
unges-me a cabeça com óleo;
o meu cálice transborda.

Bondade e misericórdia certamente me seguirão
todos os dias da minha vida;
e habitarei na Casa do Senhor
para todo o sempre.
Amém!

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CLÁUDYA LESSA
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A PALAVRA


Poderoso veículo de comunicação, a palavra é instrumento que poucos utilizam como deveriam.

A boa palavra ergue e consola, ensina e corrige, ampara e salva.

A má palavra envenena e mata, enlouquece e fulmina, desequilibra e arma de ódio.

Dispões desse abençoado instrumento para preservar a vida e enriquecê-la de bênçãos, que é a palavra.

Usa o verbo com sabedoria, ensinando, ajudando e impulsionando as pessoas ao avanço, ao progresso.

Articula a palavra sem gritaria, nem desconcerto emocional, de modo que se te faça agradável, inspirando os que te ouvem e gerando simpatia em teu favor. A arte de falar é conquista que todos devem lograr.
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JOANNA DE ÂNGELIS & CIVALDO P. FRANCO

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PORQUE, SENHOR?

... E Nicodemos, o grande Nicodemos dos dias primeiros do Evangelho, passou a contar-nos;

- Depois da aparição do Senhor aos quinhentos da Galiléia, certo dia, ao entardecer, detive-me à beira do lago de suas pregações, rogando a Ele me dissipasse as dúvidas. Ante os ensinamentos divinos, eu experimentava o entrechoque em torno das ideias de justiça e misericórdia, responsabilidade e perdão... De que maneira conciliar o bem e o mal? como estabelecer a diferença entre prêmio e castigo? Atormentado, perante as exigências da Lei de que eu era intérprete, supliquei-lhe a palavra e eis que, de súbito, o Excelso Benfeitor apareceu junto de mim... Prostrei-me na areia e Jesus, aproximando-se, tocou-me, de leve, a cabeça fatigada, e inquiriu:

- Nicodemos, que pretendes de mim?

- Senhor – expliquei -, tenho o pensamento em fogo, tentando discernir sobre retidão e delinquência, bondade e correção... Porque te banqueteaste com pecadores e tanta vez te referiste, quase rudemente, aos fariseus, leais seguidores de Moisés? Acaso, estão certas as pessoas de vida impura, e erradas aquelas outras que se mostram fiéis à Lei?

Jesus respondeu com inflexão de brandura inesquecível:

- Nunca disse que os pecadores estão no caminho justo, mas afirmei que não vim ao mundo socorrer os sãos, e sim os enfermos. Quanto aos princípios de santidade, que dizer dos bons que detestam os maus, dos felizes que desprezam os infelizes, se todos somos filhos de Deus? de que serve o tesouro enterrado ou o livro escondido no deserto?

- Messias – prosseguiu -, porque dispensaste tanta atenção a Zaqueu, o rico, a ponto de lhe compartilhares a mesa, sem visitar os lares pobres que lhe circundam a moradia?

- Estive com a multidão, desde as notícias iniciais do novo Reino!... Relativamente a Zaqueu, é ele um rico que desejava instruir-se, e furtar a lição, àqueles amigos a quem o mundo apelida de avaros, é o mesmo que recusar remédio ao doente...

- E as meretrizes, Senhor? porque as defendeste?

- Nicodemos, na hora do Juízo Divino, muitas dessas mesmas desventuradas mulheres, que censuras, ressurgirão do lodo da angústia, limpas e brilhantes, lavadas pelo pranto e pelo suor que derramarem, enquanto que aparecerão pejados de sombra e lama aquelas que lhes prostituíram a existência, depois de lhes abusarem da confiança, lançando-as à condenação e à enfermidades.

- Senhor, ouvi dizer que deste a Pedro o papel de condutor dos teus discípulos... Porquê? não é ele o colaborador que te negou três vezes?!

- Exatamente por isso... Na dor do remorso pelas próprias fraquezas, Simão ganhará mais força para ser fiel... Mais que os outros companheiros, ele sabe agora quanto custa o sofrimento da deserção...

- Mestre, e os ladrões do último dia? porque te deixaste imolar entre dois malfeitores? e porque asseguraste a um deles o ingresso no paraíso, junto de ti?

- Como podes julgar apressadamente a tragédia de criaturas cuja história não conheces desde o princípio? Não acoberto os que praticam o mal; no entanto, é preciso saber até que ponto terá alguém resistido à tentação e ao infortúnio para que se transformam em vítimas do próprio desequilíbrio e há empreiteiros da fome que responderão pela crueldade com que sonegam o pão... Com referência ao amigo a quem prometi a entrada imediata na Vida Superior, é verdade que assim o fiz, mas não disse para quê... Ele realmente foi conduzido ao Mundo Maior para ser reeducado e atendido em suas necessidades de erguimento e transformação!...

- Senhor – insistiu -, e a responsabilidade com que nos cabe tratar da justiça? porque pediste perdão ao Todo-Poderoso para os próprios carrascos, quando dependurado na cruz do martírio, inocentando os que te espancavam?

- Não anulei a responsabilidade em tempo algum... Roguei, algemado à cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem...” Com isso, não asseverei que os nossos adversários gratuitos estivessem fazendo o que deviam fazer... Esclareci, tão-só, que eles não sabiam o que estavam fazendo e, por isso mesmo, se revelavam dignos da maior compaixão!...

Ante as palavras do Senhor – concluiu o antigo mestre de Israel -, as lágrimas me subiram das entranhas da lama para os olhos... Nada mais vi que não fosse o véu diáfano do pranto, a refletir as sombras que anunciavam a noite... Ainda assim, ouvi, como se o Senhor me falasse longe, muito de longe:

- Misericórdia quero, não sacrifício...

Nesse ponto da narrativa, Nicodemos calou-se. A emoção sufocara a voz do grande instrutor, cuja presença nos honrava a mansão espiritual. E, quanto a nós, velhos julgadores do mundo, que o ouvíramos atentos, entramos todos em meditação e silêncio, de vez que ninguém apareceu em nossa tertúlia íntima com bastante disposição para acrescentar palavra.
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“Irmão X” & CHICO XAVIER
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DE POBRES E DE RICOS

A maioria dos seres humanos deseja ser rico. Dinheiro representa privilégios, prazeres, poder. É um sonho generalizado que atinge quase todo mundo.

Quem é pobre deseja melhorar de vida. Quem já é rico almeja ser milionário. E o milionário? Esse também quer mais! Quer ter bilhões.

O doente acredita que o dinheiro vai lhe dar acesso a tratamento vip. Quem está saudável sonha com viagens, jantares em restaurantes sofisticados.

Anônimos querem a riqueza para se tornar celebridades.

Até os idealistas, sonhadores e santos querem dinheiro. Uns sonham em melhorar o Mundo, outros planejam construir hospitais e abrigos.

Todos acreditam que usarão acertadamente os recursos para o bem geral.

Há até quem ridicularize o provérbio popular que afirma que o dinheiro não traz felicidade. Com um sorriso irônico, sempre há quem desdenhe a sabedoria coletiva e contraponha:

Dinheiro pode até não trazer felicidade, mas ajuda um bocado.

Mas há alguns aspectos da vida que não estão acessíveis à influência do dinheiro. Aliás, o poder do dinheiro refere-se exclusivamente a coisas compráveis.

Naquelas coisas sutis – que são de domínio exclusivo da Divindade – o dinheiro é inútil. Ele não pode tornar mais belos os filhos dos ricos.

Nem a maior fortuna do Mundo compra consolo para a mãe que perde o filho. E, por mais nobre que seja, quem pode garantir que terá amor verdadeiro?

Sábias são as palavras de Jesus: Quem de vós poderá acrescentar um palmo à sua altura?

A natureza nos limita: quem pode viver sem ar? Ou sem comida, ou água? Quem pode evitar a morte, a velhice ou o sofrimento, por mais dinheiro que tenha acumulado?

São os limites impostos por Deus e que nos servem de advertência sobre a igualdade que reina sobre nós. Afinal, estamos submetidos às mesmas regras de nascimento, vida e morte.

Ricos e pobres, todos nascemos dependentes, enrugados, pequeninos. Nenhum filho de milionário nasceu com dentes ou pronunciando as palavras.

Mesmo que o berço seja de ouro, crianças ricas também estão sujeitas às mesmas limitações que atingem a infância pobre.

E assim crescemos – mendigos e milionários – contemplando o mesmo sol, tendo a mesma lua como testemunha silenciosa de nossas vidas.

Chuva, frio, calor nos atingem igualmente, sem aumentar ou diminuir perante a quantidade de dinheiro que carregamos.

E mesmo a morte, um dia chegará para todos. Encontrará alguns em nobres leitos, cobertos por lençóis finíssimos.

A outros surpreenderá em casas paupérrimas, solitários e maltrapilhos. Mas ela virá para todos.

O preço do caixão, a imponência do túmulo serão então apenas diferenças externas. No interior das sepulturas, a lei da decomposição do corpo físico alcançará aos corpos de magnatas e pobrezinhos.

Passadas algumas décadas, se misturados os esqueletos de ricos e pobres, quem poderá dizer quais daqueles brancos ossos era dono de mais dinheiro?

Após a morte do corpo, Deus nos pedirá contas somente do amor que nutrimos, do bem que espalhamos, da ética que cultivamos e da paz que construímos.

O dinheiro? Ah, o dinheiro ficará nos cofres do Mundo, utilizado por outros administradores temporários.
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REDAÇÃO DO MOMENTO ESPÍRITA
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