Quanto vale um amor de mãe? Será que tem preço? Poderá haver substituto ao laço que une mãe e filho?
Dizem alguns que amor materno é balela, piegas.
Contudo, ao dispor, na Terra, que o homem fosse concebido a partir do amor de dois seres que se unem e tivesse a gerá-lo o ventre materno, Deus estabeleceu bases seguras para que a criatura desenvolvesse a sua extraordinária capacidade de amar.
E uma das facetas do amor é o amor materno. Conseqüentemente, a necessidade que sente o filho de ser amado.
Certa vez, uma jovem esposa, depois de dez anos de consórcio, abandonou o lar. De algum tempo, a situação se fazia insustentável e ela decidiu começar vida nova.
Abandonou esposo e filho, garoto de seis anos.
Dois anos depois, já com um novo amor a lhe fazer bater o coração descompassado e um trabalho em Agência de Correios, foi surpreendida por um papel dobrado em quatro, que caiu dentre os tantos envelopes que ela separava para envio.
Era uma folha de caderno, sem envelope, destinada simplesmente a Jesus.
A curiosidade fez com que ela abrisse a folha e começasse a ler.
Jesus, dizia a carta escrita em letra infantil, eu estou muito doente. Tenho muita tosse.
Sei que papai cuida de mim, em todas as horas que não está no trabalho. Tia Margarida e tia Magda também.
Mas, Jesus, eu estou tão doente. E por isso eu escrevo esta carta para lhe pedir um presente. O meu aniversário está próximo.
Seria possível me trazer, no dia em que eu vou completar oito anos, a minha mãe de volta?
Não sei onde ela se encontra, mas o Senhor deve saber, com certeza. Se o Senhor puder, por favor, Jesus, traga minha mãe de volta.
Se ela voltar, a nossa casa vai se alegrar outra vez. Haverá flores nas janelas. E eu melhorarei. A minha tosse vai passar.
Jesus, eu queria tanto, no meu aniversário, abraçar minha mãe outra vez.
Sei que eu não sou um bom menino, mas eu peço assim mesmo porque quando minha mãe estava conosco ela sempre dizia que tudo o que se pedisse a Você, Você conseguiria.
Eu vou ficar esperando, Jesus, por favor, traga de volta minha mãe.
A assinatura não deixava dúvidas. Era do seu filho, o garoto que deixara aos seis anos, quando partira para sua nova vida.
Rita deixou o trabalho naquele dia e voltou para casa. Bateu à porta e surpresa, tia Margarida a viu entrar.
Passou pela sala e o marido, igualmente surpreendido, somente a olhou, sem nada dizer.
Foi ao quarto do filho, que tossia, deitado em sua cama.
Ao vê-la, o garoto sorriu, abriu os braços e exclamou:
Mãe, Jesus trouxe você!
Existem muitos corpos que não geraram outros corpos, no entanto, se fizeram mães da dedicação em nome do amor de nosso Pai.
São criaturas que sustentam vidas, que não murcharam porque elas tomaram para si a missão de ampará-las e socorrê-las.
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Redação do Momento Espírita
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sexta-feira, 16 de maio de 2008
UMA DOCE FACE DO AMOR
Postado por Luiz Felipe às 23:04 0 comentários
ORAÇÃO PELA PAZ
Senhor,
Fazei-me um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado,
Pois é dando que recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
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ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS---------------------------------------------------------------
Postado por Luiz Felipe às 22:49 0 comentários
terça-feira, 13 de maio de 2008
ATIRE A PRIMEIRA FLOR
Quando tudo for pedra,
atire a primeira flor;
Quando tudo parecer caminhar errado,
seja você a tentar o primeiro passo certo;
Se tudo parecer escuro,
se nada puder ser visto,
acenda você a primeira luz,
traga para a treva, você primeiro,
a pequena lâmpada;
Quando todos estiverem chorando,
tente você o primeiro sorriso;
talvez não na forma de lábios sorridentes,
mas na de um coração que compreenda,
de braços que confortem;
Se a vida inteira for um imenso não,
não pare você na busca do primeiro sim,
ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;
Quando ninguém souber coisa alguma,
e você souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar,
começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo;
Quando alguém estiver angustiado
à procura, consulte bem o que se passa,
talvez seja em busca de você mesmo
que este seu irmão esteja;
Daí, portanto,
o seu deve ser o primeiro a aparecer,
o primeiro a mostrar-se,
primeiro que pode ser o único e,
mais sério ainda, talvez o último;
Quando a terra estiver seca,
que sua mão seja a primeira a regá-la;
Quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja a primeira a separar o joio,
a arrancar a praga, a afagar a pétala,
a acariciar a flor;
Se a porta estiver fechada,
de você venha a primeira chave;
Se o vento sopra frio,
que o calor de sua lareira seja a primeira
proteção e primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido,
seja você o primeiro forno
para transformá-lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo está cheio,
nem, por outro lado, aplauda o erro;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu;
sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido;
seja você o primeiro para aquele
que não tem ninguém;
Quando tudo for espinho,
atire a primeira flor;
seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta,
compreendendo que o perdão regenera,
que a compreensão edifica,
que o auxílio possibilita,
que o entendimento reconstrói.
Atire você,
quando tudo for pedra,
a primeira e decisiva flor.
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Glácia Daibert
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Postado por Luiz Felipe às 23:33 3 comentários
sábado, 10 de maio de 2008
QUANDO DEUS CRIOU AS MÃES
Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
Em que, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
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Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de sabida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
Enquanto houver mães na terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.
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Equipe de Redação do Momento Espírita.
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Postado por Luiz Felipe às 22:59 3 comentários
sexta-feira, 9 de maio de 2008
SABEDORIA DE MENDIGO
"A seara é imensa e os trabalhadores poucos." - Jesus
Era uma vez uma cidade muito gelada, como gelada também era a relação, ou melhor, a falta de relação entre os seus moradores.
Pessoas rabugentas que só sabiam reclamar umas das outras e da situação, viviam isoladas cada qual em sua própria casa, indiferentes para com os que não possuíam um teto para se abrigar do frio.
Um dia, passou por aquele lugarejo um mendigo.
Sofrendo com os açoites do vento e com a fome que lhe castigava o estômago, ele ousou bater na porta de uma daquelas casas, em cujo interior viviam as pessoas que sempre estavam de mal com a vida...
Assim que a porta se abriu, uma voz rouquenha ecoou pelos ares, espantando o pobre pedinte, que pensou muito antes de bater na próxima casa.
Mas o atendimento não foi diferente... Mais gritos e xingamentos o fizeram sair em disparada.
O mendigo sentou-se desanimado num velho e sujo banco, e ficou por alguns minutos mastigando um pedaço de pão ressecado que havia catado na lixeira.
Quando se levantou para seguir seu caminho, em busca de uma cidade mais acolhedora, percebeu que havia uma porta entreaberta... Era a porta do templo que se abria e fechava com o movimento do vento...
Meio desconfiado, ele foi entrando devagarzinho...
Olá!, falou, sem que ninguém lhe desse ouvidos.
Limpou a garganta provocando um ruído forçado, tentando obter alguma atenção... Em vão.
Aproximou-se, então, do Sr. Chamas, que pensava em como conseguir algo para comer, naquela cidade onde ninguém compartilhava nada com ninguém, e falou bem alto:
Que pena que não poderei fazer aquela sopa quentinha, para espantar o frio e matar a fome...!
Sopa!?, falou interessado o velho guardião.
Sim, eu sei fazer uma deliciosa sopa de botão de osso, mas são necessários seis botões, e tenho apenas cinco...
Eu não tenho nenhum botão de osso, resmungou o Sr. Chamas.
Mas o alfaiate poderá nos ajudar, interveio o ajudante animado...
Jamais pedirei alguma coisa àquele velho babão e rabugento, resmungou.
Mas, a vontade de tomar uma sopa quentinha o fez mudar de idéia... E lá se foi ele, seguido pelo seu fiel ajudante, em busca de um botão de osso para o mendigo fazer a prometida sopa com os botões milagrosos...
O Sr. Mendel, não menos rabugento, foi atender a porta com visível má vontade, já que ambos viviam de brigas o tempo todo. Mas a fome do Sr. Chamas era maior que o seu orgulho e por isso ele falou calmamente ao seu companheiro de encrencas: precisamos de um botão de osso.
O alfaiate ia dizer que não tinha botão algum, quando ouviu a palavra mágica "sopa" e interessou-se pelo assunto. Foi buscar um botão... Mas impôs uma condição: iria junto para ver o "milagre".
Ah, o mendigo havia pedido também uma colher de pau, uma panela grande, uma faca, e outras coisinhas mais... E assim o Sr. Chamas, seu ajudante, o alfaiate e sua sobrinha saíram pelas ruas, batendo de porta em porta para pedir os utensílios necessários para se fazer a sopa de botão de osso.
Uma a uma as pessoas iam se juntando até que tudo havia sido providenciado. Mas o mendigo, que era muito esperto, disse que a sopa já estava boa, e poderia ficar ainda melhor se alguém trouxesse um pouco de cenoura, repolho, sal, pimenta, alho, e outros ingredientes... As pessoas se lembravam que tinham alguma coisa em suas despensas... E mais e mais coisas foram surgindo...
A sopa ficou pronta e todos tomaram até se fartar.
Surgiu até alguém para tocar e o povo dançou, e dançou, a noite toda.
No dia seguinte, não faltaram portas se abrindo para o mendigo se abrigar do frio. Mas como o mendigo tinha que seguir o seu caminho de mendigo... despediu-se e se foi... não sem antes deixar os botões "milagrosos" para que aquela população pudesse continuar fazendo a sopa.
Muito tempo se passou... Os botões foram se perdendo, um a um...
Mas aquele povo já havia descoberto que o verdadeiro milagre não estava nos botões, e sim na solidariedade que agora reinava em todos os corações que passaram a se ajudar mutuamente.
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Postado por Luiz Felipe às 22:13 0 comentários
quinta-feira, 8 de maio de 2008
AS TRÊS ORAÇÕES
Muitas vezes costumamos nos decepcionar com as preces que fazemos. Pedimos alguma coisa e a resposta nunca chega. Então, perdemos a confiança em Deus.
O que, não raro acontece, é que a resposta chega mas não a compreendemos, por pensarmos que ela tenha que vir conforme o nosso pedido.
Acontece que o Criador sabe o que é melhor para nós.
A respeito disso existe uma antiga lenda que pode ilustrar melhor esse assunto.
Em grande bosque da Ásia Menor, três árvores ainda jovens pediram a Deus lhes concedesse destinos gloriosos e diferentes.
A primeira explicou que aspirava a ser empregada no trono do mais alto soberano da Terra. Após ouvi-la, a segunda declarou que desejava ser utilizada na construção do carro que transportasse os tesouros desse rei poderoso, e a terceira, por último, disse então que almejava transformar-se numa torre, nos domínios desse potentado, para indicar o caminho do céu.
Depois das preces formuladas, um mensageiro angélico desceu à mata e avisou que o Todo Misericordioso lhes recebera as rogativas e lhes atenderia às petições.
Decorrido muito tempo, lenhadores invadiram o horto selvagem e as árvores, com grande pesar de todas as plantas circunvizinhas, foram reduzidas a troncos, despidos por mãos cruéis.
Arrastadas para fora do ambiente familiar, ainda mesmo com os braços decepados, elas confiaram nas promessas do supremo senhor e se deixaram conduzir com paciência e humildade.
Qual não lhes foi, porém, a aflitiva surpresa!...
Depois de muitas viagens, a primeira caiu sob o poder de um criador de animais que, de imediato, mandou
A segunda foi adquirida por um velho praiano que construía barcos por encomenda e a terceira foi comprada e recolhida para servir, em momento oportuno, numa cela de malfeitores.
As árvores amigas, conquanto separadas e sofredoras, não deixaram de acreditar na mensagem de Deus e obedeceram sem queixas às ordens inesperadas que as leis da vida lhes impunham...
No bosque, contudo, as outras plantas tinham perdido a fé no valor da oração, quando, transcorridos muitos anos, vieram a saber que as três árvores haviam obtido as concessões gloriosas solicitadas...
A primeira, forrada de panos singelos, recebera Jesus das mãos de Maria de Nazaré, servindo de berço ao Dirigente mais alto do mundo;
A segunda, trabalhando com pescadores, na forma de uma barca valente e pobre, fôra o veículo de que Jesus se utilizou para transmitir sobre as águas muitos dos Seus mais belos ensinamentos.
E a terceira, convertida apressadamente numa cruz em Jerusalém, seguira com Ele, o Senhor, para o monte e, ali, ereta e valorosa, guardara-lhe o coração torturado, mas repleto de amor no extremo sacrifício, indicando o verdadeiro caminho do reino celestial...
Todos nós podemos endereçar a Deus, em qualquer parte e em qualquer tempo, as mais variadas preces. No entanto, precisamos cultivar paciência e humildade para esperar e compreender as respostas de Deus.
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Equipe de Redação do Momento Espírita
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Postado por Luiz Felipe às 22:50 0 comentários
quarta-feira, 7 de maio de 2008
O FRACASSO
"O fracasso não significa que sou um fracassado;
significa que não venci.
O fracasso não significa que não consegui nada;
significa que aprendi alguma coisa.
O fracasso não significa que sou uma pessoa sem rumos;
significa que tive fé suficiente para experimentar.
O fracasso não significa que sou um sujeito sem sorte;
significa que tive a coragem de tentar.
O fracasso não significa a ausência de métodos;
significa que os tenho de uma maneira diferente.
O fracasso não significa que sou inferior;
significa que não sou perfeito.
O fracasso não significa que desperdicei meu tempo;
significa que tenho que recomeçar.
O fracasso não significa que devo dar-me por vencido;
significa que devo agir com maior perseverança.
O fracasso não significa que nunca atingirei meus objetivos;
significa que necessito corrigir as minhas rotas.
O fracasso não significa que Deus me abandonou;
significa que Ele tem um projeto melhor para mim’’.
"Antes das suas dificuldades de agora,
você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas,
com o auxilio invisível de Deus."
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ANDRÉ LUIZ
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Postado por Luiz Felipe às 22:37 2 comentários
terça-feira, 6 de maio de 2008
CORAGEM NO CAMINHO
Outro dia com novas emoções, espera-te amanhã, renovando-te a vida.
Circunstâncias inesperadas te deslocaram da segurança em que vivias, arrojando-te
nas dificuldades do começo da existência... Esquece quantos te surgiram por
instrumentos de inquietação e lembra-te
de que as oportunidades de trabalho continuam brilhando para os que não se deixam vencer pelo desânimo.
Pessoas queridas talvez se te hajam transformado em obstáculos à paz,
compelindo-te à travessia de espessas nuvens de lágrimas... Esquece os que se acomodaram com atitudes irrefletidas e pensa nas dedicações sinceras que te felicitam as horas.
Alguém a quem amas, enternecidamente,
haverá falhado nos compromissos
assumidos, relegando-te ao abandono... Esquece o menosprezo de que terás sido
objeto e conserva a imagem desse alguém no tesouro de tua gratidão pela felicidade
que te deu e prossegue em frente, na certeza de que a vida te ofertará estradas novas para a aquisição de alegrias diferentes.
Acontecimentos calamitosos te impeliram
a vacilar nos fundamentos da fé, ainda insegura... Esquece, porém, os fatos amargos e adianta-te na jornada para diante, valorizando os recursos espirituais de que dispões, recordando que o Céu continua alentando a última planta das últimas faixas do deserto e revigorando o verme da mais oculta reentrância de abismo.
Seja qual o tipo de provação que te incline ao desalento, vence o torpor da tristeza e
segue para a vanguarda de tuas próprias aspirações. Da imensidão da noite, nascerá
sempre o fulgor de um novo dia.
Não te permitas qualquer parada nas sombras da inércia. Trabalha e prossegue em frente, porque a bênção de Deus te espera em cada alvorecer.
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MEIMEI
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Postado por Luiz Felipe às 22:31 0 comentários
segunda-feira, 5 de maio de 2008
ARMA INFALÍVEL
Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da oficina de que fora despedido. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo. Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar motivo. Tão só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transformada pelo raio que a ferira, e até ali ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração o estilete invisível. Agora era uma pobre menina que detinha o tóxico mental. O animal ganiu e disparou, tocado pela mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública. Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto. O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos em observações ásperas, e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador. Estou farto! - bradou - a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! fuja de minha frente!... A velhinha porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura: A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor. ----------------------------------- NEIO LÚCIO- CHICO XAVIER ----------------------------------------------------
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressavam, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber por quê.
Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível.
Não podendo despeja-lo nos pratos e nas xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que lhe seria compelida a aceitar, acercou-se do velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
Pronunciou nomes terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tens razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo!
Abraçou-o comovida, e afagou-lhe os cabelos!
O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
Postado por Luiz Felipe às 23:34 1 comentários
sábado, 3 de maio de 2008
A PRESENÇA DO AMOR
Os passageiros do ônibus olhavam com compaixão a jovem mulher com a bengala
branca enquanto ela cuidadosamente subia os degraus.
Ela pagou a passagem e com suas mãos localizou o assento vazio que o
motorista indicara.
Então, sentou-se colocando sua pasta no colo e descansou a bengala contra a
perna.
Fazia um ano desde que Susan, 34 anos, ficara cega. Devido a um erro de
diagnostico medico havia perdido a visão e foi lançada repentinamente em um
mundo de escuridão, raiva, frustração e pena de si mesma.
Outrora independente, agora Susan estava condenada por essa tragédia do
destino a tornar-se um fardo impotente, desamparada.
"Como isto pôde ter acontecido a mim?" ela dizia, com o coração mergulhado
em amargura.
Não importando quanto lamentasse ou rezasse, sabia que sua dor não poderia
trazer de volta sua visão. Uma nuvem de depressão rondou seu espírito,
outrora otimista. Cada dia, viver era um exercício de frustração e
esgotamento.
E tudo o que ela tinha a que se agarrar era seu marido, Mark, um oficial da
Força Aérea que a amava com todo seu coração.
Quando ela perdeu sua visão, ele a olhou e sentindo o desespero da esposa,
determinou-se a ajudá-la a recuperar a força e confiança que ela precisava
para tornar-se independente novamente. A experiência militar de Mark havia
treinado-o para lidar com situações delicadas e ele sabia que aquela seria a
mais difícil batalha que ele teria que enfrentar.
Finalmente, Susan sentia-se preparada para retornar a seu trabalho, mas como
fazê-la chegar até lá? Ela costumava pegar o ônibus, mas agora estava muito
amedrontada para andar pela cidade sozinha. Mark ofereceu-se para levá-la de
carro diariamente, embora eles morassem no lado oposto da cidade.
No principio, Susan sentiu-se confortada e isso satisfez a necessidade que
Mark sentia de ajudar sua esposa cega que sentia-se tão insegura sobre
executar as tarefas mais simples. Logo, no entanto, Mark percebeu que isso
não estava funcionando, além de conturbar o horário, ainda estava saindo
caro. Ele admitiu a si mesmo que Susan teria que começar tomar o ônibus
novamente.
No entanto, apenas o fato de ter que mencionar isso a ela fez com que ele
sentisse-se incomodado. Ela ainda sentia-se fragilizada e com raiva. Como
ela reagiria?
Como Mark previra, Susan ficara horrorizada à idéia de ter que tomar o
ônibus novamente.
- "Eu estou cega!", ela respondeu amargamente. "Como posso saber onde
estarei indo? Eu sinto como se você estivesse abandonando-me!"
O coração de Mark quebrou-se ao ouvir estas palavras, mas ele sabia o que
deveria ser feito. Prometeu a ela que a cada manhã e a cada noite ele a
acompanharia até o ponto de ônibus, até que ela sentisse-se capaz de fazer
por si mesma. E foi exatamente isso o que aconteceu.
Durante duas semanas, Mark vestiu seu uniforme militar e acompanhou Susan
quando ela ia e vinha do trabalho.
Ele ensinou-lhe como confiar em seus outros sentidos, especialmente na
audição, para determinar onde ela estava e como adaptar-se a seu novo
ambiente.
Ele a ajudou a ser amiga do motorista de ônibus que poderia ajudá-la a
encontrar um assento.
Ele a fez rir, mesmo naqueles dias difíceis quando ela tropeçava degraus do
ônibus ou derrubava sua pasta.
A cada manha, eles faziam o mesmo caminho juntos e Mark pegava um táxi de
volta para seu trabalho. Embora essa rotina fosse mais cara e cansativa que
a anterior, Mark sabia que era apenas uma questão de tempo até que ela
pudesse pegar o ônibus por si só.
Ele acreditava nela, na Susan corajosa que enfrentava qualquer desafio, a
Susan que conhecera antes de ela ter perdido a visão.
Finalmente, Susan decidiu que estava pronta para experimentar a viagem
sozinha.
A manhã de segunda-feira chegou e antes de partir, ela abraçou Mark, seu
guia de ônibus, seu marido e melhor amigo. Seus olhos estavam molhados pela
gratidão, paciência, lealdade e amor que ele lhe devotava. Ela disse tchau e
pela primeira vez eles seguiram caminhos separados.
Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira... cada dia ela
pegava o ônibus sozinha e sentia-se muito bem.
Na Sexta-feira pela manhã, Susan pegou o ônibus como normalmente havia
feito desde o inicio da semana. Enquanto estava pagando a passagem,o
motorista disse-lhe "Eu realmente a invejo".
Susan não tinha certeza se o motorista havia falado com ela.
Afinal de contas, quem em sã consciência teria inveja de uma mulher
cega que durante o ultimo ano estivera lutando para encontrar coragem para
viver?
Curiosa, perguntou ao motorista:
"Porque diz que me inveja?"
O motorista respondeu-lhe:
- "deve ser muito bom ser tão cuidada e protegida como você é."
Susan não tinha idéia sobre o que ele estava falando e perguntou "o que o
senhor quer dizer com isso?" O motorista respondeu-lhe:
- "A senhora sabe, todas as manhãs dessa ultima semana, um bonito cavalheiro
num uniforme militar tem lhe observado enquanto a senhora sai do ônibus. Ele
se assegura de que a senhora atravessa a rua de forma segura e de que entra
naquele prédio comercial. Então, ele lhe lança um beijo, faz um aceno
discreto e vai embora. A senhora é uma pessoa abençoada."
Lagrimas de felicidade rolaram pelo rosto de Susan, pois ela não podia vê-lo
mas ela sempre sentiu a presença de Mark.
Ela era realmente uma pessoa abençoada, pois ele havia dado-lhe um presente
muito mais poderoso que a visão, um presente que ela não precisava ver para
acreditar – o presente do amor que pode trazer a luz a qualquer lugar onde
haja escuridão.
Deus nos observa da mesma maneira.
Podemos não saber que Ele está presente. Podemos não ver Sua face, no
entanto, Ele sempre está lá!
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Autor Texto: J.Malthi
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Postado por Luiz Felipe às 20:40 0 comentários
COMECE POR VOCÊ
Para quem tem olhos de ver, em toda parte ensinamentos se fazem presentes.
No túmulo de um bispo anglicano, que está na cripta da Abadia de Westminster, na praça do Parlamento, em Londres, pode-se ler o seguinte:
Quando eu era jovem, livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.
À medida que me tornei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não ia mudar. Reduzi, então, meu campo de visão e resolvi mudar apenas meu país.
Mas acabei achando que isso, também, eu era incapaz de mudar.
Envelhecendo, numa última e desesperada tentativa, decidi mudar apenas minha família, os mais próximos, mas, ai de mim, eles não estavam mais ali.
Agora, no meu leito de morte, de repente percebo: se eu tivesse primeiro me empenhado apenas em mudar a mim mesmo, pelo meu exemplo eu teria mudado minha família.
Com a inspiração da família e encorajado por ela, teria sido capaz de melhorar meu país e, quem sabe, poderia até ter mudado o mundo.
* *
Quase sempre, pensamos e agimos exatamente assim. É comum lermos um trecho do Evangelho e logo pensarmos como aquelas frases seriam muito importantes para alguém da nossa família.
Quando ouvimos uma palestra edificante, que concita ao bem, logo nos vem à mente o pensamento de que seria muito bom se determinada pessoa estivesse ali para ouvir.
Isso faria muito bem para ela! É o que dizemos para nós mesmos.
Como esta informação a poderia modificar, mudar sua forma de agir.
Quando estamos vinculados a uma determinada religião, o pensamento não é diferente.
Ficamos a desejar que nossos parentes, nossos amigos, colegas professem a mesma crença, comunguem dos mesmos ideais.
Por vezes, chegamos a nos tornar um pouco inconvenientes, ou talvez até em demasia, mandando recados, frases escolhidas para os amigos.
Tudo nesse intuito de que eles as leiam, as absorvam e coloquem em prática.
São frases que se referem aos bons costumes, à ética, à moral e quem as recebe, com certeza, pensará também:
Seria muito bom que o remetente colocasse em prática essas fórmulas. Ele precisa disso.
Por isso é que o Mundo ainda não é esse local especial que tanto ansiamos: um oásis de compreensão, com aragem de paz e fontes cantantes de fraternidade.
Porque cada um de nós deseja, pensa, anseia por mudar o outro. Por fazer que o outro se revista de compreensão, de polidez.
Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade estabeleceu que cada um deve dar conta da sua própria administração.
Administração da sua vida, dos seus deveres, da sua missão.
O mundo é a somatória de todos nós, das ações de todos os homens.
Cabe-nos pois a inadiável decisão de nos propormos à própria melhoria.
E hoje, hoje é o melhor dia para isso. Nem amanhã, nem depois.
Hoje. Comecemos a pensar em que poderemos nos melhorar.
Quem sabe, um gesto de gentileza? Que tal um Bom dia? Um Obrigado, um sorriso?
Pensemos nisso.
----------------------------------------------Redação do Momento Espírita.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
A RESPOSTA DO AMOR

"Romanos 12.17-21
Não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. 1 Pedro 3.9"
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Trudy trabalhava em meu departamento. Como todos na empresa, eu também não gostava dela. Mas decidi não permitir que meus sentimentos afetassem meu comportamento. Portanto, eu demonstrava uma cortesia profissional. De fato, fui um pouco mais longe e era gentil com ela.
Um dia, nossa empresa organizou um almoço de negócios em um restaurante local, mas Trudy não pôde comparecer. Então, encomendei um almoço leve para levar comigo. De volta ao escritório, fui à mesa de Trudy, coloquei a refeição diante dela e disse: ? Como você não pôde se juntar a nós, eu lhe trouxe isto. Espero que goste".
"Ó Abby! Muito obrigada!?, ela exclamou. Quando eu me afastava, Trudy pulou da cadeira em direção a mim. "Abby", disse ela, "estou tão surpresa por você ter se lembrado de mim! Ninguém nunca se lembra de mim." Lágrimas suavizavam seu rosto severo quando se aproximou para me abraçar.
Acho que foi isto que Paulo e Pedro quiseram dizer quando ensinaram que devemos retribuir os insultos com bondade. Afinal, não foi esse o exemplo que Jesus nos deu na cruz?
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Abiyah Abrahms (Arizona, EUA)
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terça-feira, 22 de abril de 2008
A DOR DO ABANDONO

Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura.
De quem se trata? Quase ninguém sabe.
Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas.
Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações.
Eram anotações sobre a dor...
Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos...
Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:
Onde andarão meus filhos?
Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?
Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe?
Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão...
Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...
Os dias passam... e com eles a esperança se vai...
No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...
Mas, agora... como esquecer que fui esquecida?
Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo.
Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...
Queria saber dos meus filhos... dos meus netos...
Será que ao menos se lembram de mim?
A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.
Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim...
É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria...
Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto...
Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado...
E essa é a única esperança que me resta...
Sinto que a minha hora está chegando...
Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse.
E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam...
Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado...
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A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade.
Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.
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Equipe de Redação do Momento Espírita.
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sábado, 19 de abril de 2008
NEM TUDO É FÁCIL
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!
------------------------------CECÍLIA MEIRELES
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
AGRADEÇO SENHOR
Agradeço, senhor
Quando me dizes "não"
Às súplicas indébitas que faço,
Através de oração .
Muitas daquelas dádivas que peço
Estima, concessão, posse, prazer,
Em meu caso talvez fossem espinhos
Na senda que me deste a percorrer.
De outras vezes, imploro-te favores,
Entre lamentação, choro, barulho.
Mero capricho, simples algazarra
Que me escapam do orgulho...
Existem privilégios que desejo.
Reclamando-te o "sim"
Que, se me florescessem na existência,
Seriam desvantagens contra mim.
Em muitas circunstâncias, rogo afeto,
Sem achar companhia em qualquer parte,
Quando me dás a solidão por guia
Que me inspire a buscar-te.
Ensina-me que estou no lugar certo,
Que a ninguém me ligaste de improviso,
E que desfruto agora o melhor tempo
De melhorar-me em tudo o que preciso.
Não me escutes as exigências loucas,
Faze-me perceber
Que alcançarei além do necessário,
Se cumprir com meu dever.
Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes "não"com teu amor
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, senhor!...
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MARIA DOLORES - CHICO XAVIER
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Postado por Luiz Felipe às 19:16 4 comentários
ANJOS GUARDIÃES
Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.
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JOANNA DE ÂNGELIS - DIVALDO PEREIRA FRANCO-----------------------------------------------------------
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ...

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!"
- Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...
Ser seu amigo... já é um pedaço dele..."
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FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
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Postado por Luiz Felipe às 20:21 2 comentários
Agradecimento !

Olá, para todos!
Caríssimos irmãos, desculpem a demora... Alguns problemas pessoais...
Eu queria agradecer a carinhosa Jaqueline do Blog:
http://superdicasss.blogspot.com/
Por mais estes 2 selos.
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Este selo eu deveria indicar 5 autores prediletos .
Eu vou colocar um link com alguns Ebooks que, sempre que posso, eu adoro ler.
http://rapidshare.com/files/103897531/EBOOKS__ESPIRITUAIS.rar
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Com certeza, eu repassaria estes selos para tantos blogs que eu adoro!..
Mas, me falta habilidade e tempo. Então, mais uma vez eu peço desculpas a todos.
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PS: Tá bom de selos, Jaque. Se não, Eu vou acabar ficando conhecido na praça como o "Luiz dos selos".
Não, fala sério!. "Luiz dos selos" ninguém merece, né não? rsrsrssrs
Manda um Beijão for me. Pode apostar, vai valer mais que milhões de selos.
Um Beijão pra você, e que Deus te ilumine!!!

Postado por Luiz Felipe às 18:13 1 comentários


















