sexta-feira, 28 de novembro de 2008

DONATIVO DE AMOR


Filhos, o Senhor nos abençoe. Nas reflexões a que somos induzidos pela caridade, recordemos nós mesmos na construção do Mundo Melhor, com a bênção de Jesus.

Efetivamente, o Senhor nos concede:

o ambiente de trabalho;

o veículo de manifestação;

a luz do entendimento;

o clarão da verdade;

o alimento do amor;

a chama do ideal;

a bênção da palavra;

os meios de intercâmbio;

as oportunidades de ação;

o sustento da fé;

a dádiva da esperança;

o apoio íntimo que nos assegure serenidade e paciência ante as dificuldades do caminho;

o tesouro da afinidade pelo qual nos enriquecemos com a presença e o concurso de companheiros que se nos reúnem às tarefas;

os laços da fraternidade;

a composição dos recursos necessários à edificação do bem a que nos empenhamos;
a cooperação dos valores afetivos;

o incentivo do lar;

os benefícios do aprendizado;

as vantagens do conhecimento;

as possibilidades de serviço;

o amparo da vida institucional que nos reúne para os deveres que nos competem;
os braços dos amigos;

o aviso dos adversários;

as fontes de compreensão e de carinho em que nos dessedentamos para seguir à f rente;

o material de trabalho, de cuja colaboração ser-nos-á possível retirar as mais preciosas riquezas do espírito;

o dom da confiança;

a luz do discernimento;

as mil providências de socorro e sustentação de que nos achamos rodeados para que venhamos a superar valorosamente todos os problemas que surjam no caminho a trilhar...

Enfim, meus filhos, o Senhor nos dá tudo em se referindo aos meios de que temos necessidade para a realização espiritual, mas só nos pede um donativo, sem o qual a obra em nossas mãos esmoreceria na base: a caridade de cedermos dos nossos pontos de vista, aceitando-nos uns aos outros tais quais somos, nos alicerces da união fraterna em serviço, por amor à tarefa que nos foi confiada, porque essa tarefa, na essência, pertence ao Senhor na pessoa do próximo e não a nós.

Filhos queridos, vejamos um edifício comum.

Se o piso não suporta as paredes e se as paredes não toleram o teto; se os recursos de alvenaria ou as vigas de apoio não se irmanam uns aos outros, enlaçando-se entre si, sem que os fios encontrem refúgio no corpo da construção e se os agentes de comunicação não conseguem apoio nos elementos constitutivos da casa, é impossível a sustentação da obra em si como reduto de moradia e educação, amor e progresso.

Sem a caridade, diz-nos o Excelso Codificador, não há salvação e sem união, entre nós, toda realização humana, com o Senhor, conquanto o Senhor nos abençoe e nos sustente, será sempre francamente impossível.

Oremos hoje pela extensão da caridade na Terra sem nos esquecermos de orar por nós mesmos para que a caridade, de uns para com os outros nos garanta a continuidade do privilégio de exercer a caridade com Jesus, em auxílio de todos os nossos irmãos da jornada humana, hoje e sempre.

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BATUÍRA & CHICO XAVIER
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DESEJO UM EXCELENTE FIM DE SEMANA PRA TODOS!

EM FAVOR DELE

Se cultivas um princípio religioso, sabes que a morte não é o fim. O Espírito eterno, com os potenciais de inteligência e sentimento que lhe definem a individualidade, simplesmente deixa o cárcere da carne, qual borboleta livre do casulo, rumo à amplidão.

Raros, entretanto, estão preparados para a grandiosa jornada. Poucos exercitam asas de virtude e desprendimento.

Natural, portanto, que o ?morto? experimente dificuldades de adaptação à realidade espiritual, principalmente quando não conta com a cooperação daqueles que comparecem ao velório, no arrastar das horas que precedem o sepultamento.

O burburinho das conversas vazias e dos comentários menos edificantes, bem como os desvarios da inconformação e o desequilíbrio da emoção, repercutem em sua consciência, impondo-lhe penosas impressões.

Se é alguém muito querido ao teu coração, considera que ele precisa de tua coragem e de tua confiança em Deus. Se não aceitas a separação, questionando os Desígnios Divinos, teu desespero o atinge, inclemente, qual devastador vendaval de angústias...

Se é o amigo que admiras, por quem nutres especial consideração, rende-lhe a homenagem do silêncio, respeitando a solene transição que lhe define novos rumos...

Se a tua presença inspira-se em deveres de solidariedade, oferece-lhe, na intimidade do coração, a caridade da prece singela e espontânea, sustentando-lhe o ânimo.

Lembra-te de que um dia também estarás de pés juntos, deitado numa urna mortuária e, ainda preso às impressões da vida física, desejarás, ardentemente, que te respeitem a memória e não conturbem teu desligamento, amparando-te com os valores do silêncio e da oração, da serenidade e da compreensão, a fim de que atravesses com segurança os umbrais da Vida Eterna...
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Richard Simonetti
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UMA CANÇÃO COMO POESIA

Vendo a obra, vejo Deus; sentindo Deus, sou Amor.

Oh!... quantas coisas se escondem de mim, de vós, de todos, filhos do Criador.

Sinto-me nada, ante a grandeza do universo; sinto-me verme, pelas belezas que desconhece o meu coração.

Deus tem filhos no mar, nas estrelas, no ar; Deus tem filhos nas árvores e na terra.

Deus tem filhos até nas guerras.
Que beleza a função da natureza!...

Vejo a luz surgir no escuro; vejo a vida perfeita nos monturos; vejo o céu nas águas do mar, vejo e sinto o Amor no amar.

Quando descanso, a natureza trabalha; quando durmo, a natureza trabalha; quando trabalho a natureza trabalha;

Quem eu sou?... Nada, diante desta batalha.

Deus é Deus dos justos, Deus é Deus dos párias, Deus é Deus dos que viajam, Deus é Deus dos que ficam em casa;...Deus é Deus das sombras, Deus é Deus da luz, Deus é Deus das trevas, Deus é Deus de Jesus!...

Quando estou cansado, Deus está ocupado; quando estou reclamando, Deus está obrando.

Quando blasfemo, Deus está entendendo; quando tenho ódio, Deus está amando.
Quando estou triste, Deus está sorrindo. Deus é sabedoria e eu estou sonhando!...

Que beleza a natureza!...

Que beleza a profundeza da existência, e do existir.

Eu não compreendo, mas luto para me corrigir; porém, em frações do tempo, logo quero ajuntar e Deus repartir. Quero colher, quero usurar; e Deus passa por mim a semear!...

Luto de novo, mais ainda não sei lutar; penso na disciplina, mas não me deixo disciplinar. Avanço... caio! Torno a avançar. E Deus me ouve, passa novamente por mim, olha para meus olhos, sente meu coração. E fala baixinho em meu ouvido: Vem, vou te ensinar a amar.

Deus se retira!... Sinto sua ausência!

Peço clemência! Mesmo assim, Deus não se esquece de mim.

Manda um anjo em meu encalço, num carro fulgurante de luz. E de braços abertos, caio por terra; pensei que era o Cristo de Deus, que era Jesus!

E o cortejo dos céus, entra em mim, em cântico de louvor.

Abre o meu coração, deixando dentro dele um tesouro de luz!...

O tesouro do amor.

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FRANCISCO DE ASSIS
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

PARA SER ENGANADO, PRENCHA ESTE CUPOM COM SEUS DADOS!


Que cupom?!? Como assim?!? Por que eu quereria ser enganado?!?

Tomara que você tenha se feito perguntas parecidas com essas ao ler o título deste artigo. Afinal, será mesmo que alguém, em sã consciência, gostaria de ser enganado? Parto do princípio de que não!

A grande maioria de nós inicia relações, sejam de parceria profissional, amizade, namoro ou sob qualquer outro nome, desejando que a base delas seja – entre outros predicados – a sinceridade! Aliás, um dos adjetivos que mais valorizamos numa pessoa é justamente a sua capacidade de dizer a verdade!

No entanto, haveremos de descobrir, ao longo de inúmeras experiências que vivermos, que a mente mente! Ou seja, nosso complexo e ainda misterioso cérebro (um emaranhado de consciência e inconsciência) cria mecanismos de defesa ou estratégias de ataque que podem ser, antes de mais nada, perigosas e eficientes armadilhas. Uma delas – e mais comum do que imaginamos – é uma espécie de pedido para sermos enganados.

Pedimos?!? Sim, pedimos, mesmo sem termos a menor noção de que estamos fazendo isso. Na ânsia de amenizar certos sentimentos (solidão, baixa auto-estima, carência...) ou experimentar certas sensações (aceitação, acolhimento, segurança...), criamos uma realidade que, na verdade, não existe!

Projetamos em alguém ou numa situação aquilo que gostaríamos de viver e sentir, e julgamos – ingênua e equivocadamente – que nosso desejo se tornou real e a vida nos presenteou com a chance de, finalmente, sermos felizes.

É a armadilha da idealização: passamos a viver uma história “ideal”, criada e alimentada por aqueles sentimentos e sensações que citei antes, do jeitinho que sempre desejamos que ela fosse; e embebedados por nós mesmos, nos recusamos a enxergar a história como ela realmente é. Nossa mente passa a perceber, sentir e concluir não a partir do que está acontecendo de verdade, mas a partir de uma projeção deste ideal, ou seja, de uma ilusão...

Dependendo do quanto os envolvidos nessa nossa ilusão também a alimenta, e também dependendo do tempo que demoramos a “cair na real”, os estragos podem ser grandes. Aqui cabe muito bem o ditado “quanto mais alto, maior o tombo”.

Como não preencher o cupom? Como não idealizar? Como não se enganar ou não permitir que alguém o engane? Bem... tudo começa na coragem. Todos nós podemos ser corajosos, mesmo quando estamos com medo. Coragem não é a ausência do medo e sim o reconhecimento de nossa capacidade de superação.

Claro que não é fácil lidar com solidão, carência, baixa auto-estima, insegurança, entre outros sentimentos que nos colocam frente a frente com nossas limitações, mas com dedicação e persistência, podemos aprender... e temos a vida toda para isso, embora seja prudente começarmos o quanto antes!

No mais, se você está com a sensação de ter se enganado ou de ter sido enganado mais vezes do que gostaria, perceba os sinais. Se a sua voz interior (ou intuição) lhe disser, em alguns momentos, para você ir com calma, vá com calma! Se as pessoas que amam você lhe alertarem para as improbabilidades desta situação, mantenha-se alerta! Se a situação vivida lhe parecer “a cura que caiu do céu”, que vai lhe salvar de todas as suas angústias, questione-se: será que você não está fugindo de si mesmo? Será que não está evitando ter de enfrentar suas dores, preferindo um atalho que parece lhe conduzir a uma “felicidade” bem mais rápida?

E fique com o coração bem aberto – a resposta virá! Talvez você descubra que o que poderia ter se configurado como uma grande enganação é, na verdade, a oportunidade de aprender algo muito precioso. Mas se, infelizmente, descobrir que é tarde demais e que você realmente se deixou enganar, corra atrás do prejuízo, rasgue o cupom preenchido e encha-se de coragem para abandonar o lugar de vítima e tornar-se dono de sua própria história...
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ROSANA BRAGA
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AÇÕES DE GRAÇAS

"Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança." . (Tiago 1.17)

Um delicioso cheiro de comida toma conta da casa enquanto minha esposa e minha filha preparam o jantar do Dia de Ação de Graças. O legado de minha mãe - molho de ostra - é o detalhe especial da refeição. O aroma dos alimentos e a lembrança dela me enchem de ternas e doces lembranças de feriados passados.

O Dia de Ação de Graças não é um feriado especificamente cristão nos EUA ou no Canadá, mas para mim é uma ocasião bastante religiosa. Essa festa anual me faz parar e dar graças. Oro à mesa, agradecendo a Deus por nossas muitas bênçãos. Dar graças nos ajuda a perceber como o tempo que passamos nesta terra é especial e como somos filhos abençoados de Deus.

Todos os dias deveriam ser de agradecimento.

Para aqueles de nós que se deixam envolver por agendas ocupadas, reservar um tempo para agradecer nos permite reduzir o ritmo e lembrar nossas muitas bênçãos.

Como não seria isso uma experiência religiosa?

: Pai celestial, neste dia e em todos os outros, nós Te agradecemos por Tuas bênçãos e por Teu amor por nós. Ajuda-nos a reservar um tempo para nos lembrar de Ti em tudo que fazemos. Em nome de Jesus. Amém.

Reserve um tempo todos os dias para agradecer pelas bênçãos de Deus.
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Gary Dowdy (Tennessee, EUA)

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CONTROLE ABSOLUTO DA VIDA?

É natural querermos estar no controle da vida.

Fazemos nossos planos e temos a tendência de acreditar que a vida segue de acordo com eles porque isto nos dá uma sensação de segurança, mas as inquietações estão sempre presentes, e se nos questionarmos no silêncio dos dias e observarmos rotinas aparentemente normais, perceberemos razões que guiam nossas vidas enquanto seguimos pensando que estamos no controle dela!

O perceptível às vezes tem um sentido invisível e nem sempre é aquilo que parece ser, sendo assim como podemos ter controle sobre tudo?!

No intento de aplacar nossos medos tendemos a ser autoritários com a vida impondo o domínio absoluto sobre ela, mas quando ela nos coloca diante de situações onde nosso descontrole e impotência ficam evidentes, ficamos estarrecidos, chegamos até mesmo a ficar enfurecidos reagindo com um ataque tal qual crianças mimadas e frustradas diante da decepção por perdermos a direção que ilusoriamente pensávamos possuir! Mas a vida nos mostra, e às vezes até mesmo de uma forma muito dura, que o máximo que podemos de fato controlar é a nós mesmos através de nossos pensamentos e escolhas, e mesmo assim vamos perceber o quanto é fácil perder o controle!

Muitos, tentando se cercarem de garantias tentam impor controle também sobre a vida de outros, pressionam situações e pessoas até mesmo com a intenção de ter a quem culpar quando perdem as rédeas, pois não aceitam que não detêm este poder! Mas diante de todas as incertezas que nos cercam, seria uma atitude egoísta agir com prepotência tentando impor o medo, a superioridade ou até mesmo a manipulação emocional para captarmos uma sensação de segurança através das pessoas!

Se cultivarmos o pensamento de que podemos controlar tudo, ficaremos continuamente cansados e frustrados pois somos surpreendidos freqüentemente por acontecimentos que estão além de nosso controle embora tomemos todas precauções!

Não é tarefa simples exercer a calma quando as coisas não reagem ao nosso controle, pois nos preparamos para viver a vida dentro do que planejamos e repentinamente nos vemos sem direção e atordoados quando ela segue outro rumo! E quando nos deparamos com a possibilidade de ter que desistir de um caminho, ficamos decepcionados e tristes, mesmo quando muitas vezes a palavra certa não seja desistência e sim paciência. Portanto ao invés de pensarmos em fracasso quando nossos planos não atendem ao nosso controle, podemos tentar escutar o que a vida está querendo nos dizer e aprender que ela segue seu rumo mas que nem sempre podemos conduzir ou interferir em seu ritmo!

Precisamos ter em mente que nosso caminho também é influenciado por nosso livre-arbítrio e que em nossas tentativas de acertos cometemos erros que nos atrasam ou nos deviam de nossas metas, portanto, temos que ser tolerantes conosco assumindo também a nossa própria responsabilidade sem ceder ao desânimo, buscando sempre aprender a lição que está contida em cada acontecimento, a qual não tem o intuito de nos castigar mas sim nos fazer crescer e amadurecer.

Se prestarmos atenção, veremos que a maioria de nós tem o suficiente para enfrentar o dia de hoje sem precisar se preocupar com o amanhã, mas freqüentemente nos inquietamos com coisas que provavelmente nunca acontecerão! E quando começamos a pensar muito “e se...” a porta para a ansiedade e a preocupação se abrem, e em algumas pessoas são tão consistentes que podem se transformar em medos que se manifestam justamente por estarem sendo cultivados! E nem mesmo sabemos se o amanhã virá! A única certeza que temos é o do agora! Mas também não podemos adquirir a convicção de que não vale a pena nos esforçarmos para planejar nossas vidas e alcançar nossas metas só porque nos damos conta de que a vida pouco obedece ao nosso controle, temos que nos direcionar e fazer a nossa parte mantendo sob controle nossas expectativas!

É difícil encarar que estamos à mercê dos acontecimentos, chega a ser assustador, por isto a fé em algo superior se torna essencial para que possamos suportar nossa falta de visão, pois acreditando que alguém está no controle e que existe um sentido pra tudo, aplacamos também a nossa ansiedade em querer se antecipar aos acontecimentos.

A cada dia temos que estar atentos às oportunidades e flexíveis às mudanças quando estas se tornam necessárias, enfrentando o desafio de vivermos a plenitude dos momentos sem ficarmos ansiosos procurando a certeza de que o nosso dia seguirá ao pé da letra aquilo que impomos a ele, afinal não podemos julgar acontecimentos quando não temos a visão de um todo! Temos que aprender a aceitar isto para seguir em frente, acreditando sempre que nada acontece por um simples acaso e sim para nos colocar novamente na sintonia da vida e no compasso do universo onde existem leis que não compreendemos.

Vamos viver o dia de hoje, não como se não houvesse o amanhã e sim com o pensamento de que não sabemos se ele virá, mas sempre atentos ao fato de que o nosso amanhã será a herança do nosso hoje. Se fizermos a nossa parte, renasceremos a cada manhã confiantes de que vamos encontrar um mundo um pouco mais justo e feliz, com a consciência de que não precisamos possuir o controle absoluto da vida para poder desfrutá-la no momento em que ela nos brinda: no agora!

"Algumas pessoas estão fazendo uma preparação tão minuciosa para os dias de chuva que eles não estão aproveitando o brilho do sol de hoje". William Feather

"Se as coisas não acontecem como desejamos, deveríamos desejá-las do modo que elas acontecem". Aristóteles

"Aprenda como se você fosse viver para sempre. Viva como se você fosse morrer amanhã".
Mahatma Gandhi
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Silvana Lance Anaya
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CARTA A UM AMIGO NA TERRA

Caro companheiro.

Você quer saber algo de sua verdadeira situação na Terra.

Compreendo.

Quando a pessoa entra nessa grande colônia de tratamento e cura, é convenientemente tratada.

A memória deve funcionar na dose justa.

É natural.

A permanência aí poderá ser longa e, por isso mesmo, certas medidas se recomendam em favor dos beneficiários.

Atende às instruções do internato e não se preocupe, em demasia, com os problemas que não lhe digam respeito.

Não se prenda aos seus apetrechos de uso e nem acumule utilidades que deixará inevitavelmente, quando as autoridades observarem você no ponto de retorno.

Se algum colega de vivência estima criar casos, esqueça isso. Não vale a pena incomodar-se .

Ninguém ou quase ninguém passa por aí sem dificuldades por superar.

Viva alegre, com a sua consciência tranqüila.

Em se achando numa estância de refazimento, é aconselhável manter-se fiel à tarefa que a administração lhe confie.

Procure ser útil, deixando o seu lugar tão melhorado quanto possível, para alguém que aí chegue depois.

Quanto ao mais, considere você e os demais companheiros de convivência e necessidade simplesmente acampados, unidos numa instituição de tratamento oportuno e feliz.

Aí você consegue dormir mais tempo, distrair-se na sua faixa temporária de esquecimento terapêutico, deliciar-se com excelente alimentação, compartilhar de vários jogos e ensaiar muita atividade nobre para o futuro.

Aproveite.

O ensejo é dos melhores.

Descanse e reajuste as próprias forças porque o trabalho pra você só será serviço mesmo, quando você deixar o seu uniforme do instituto no vestiário da morte e puder regressar.
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ANDRÉ LUIS & CHICO XAVIER
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NOSSA HISTÓRIA COMUM

"Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações."( Filipenses 1.3-4)

Meu avô morreu pouco antes de um Dia de Ação de Graças. Foi uma perda difícil para nossa família. Porém, ao nos reunirmos à mesa naquele feriado, algo incrível aconteceu. Velhos amigos que tinham vindo para o funeral juntaram-se a nós para a ceia.

Apesar de nossa reunião tradicional parecer diferente, foi estranhamente familiar em suas palavras e intenções.

Logo, alguém começou a contar velhas histórias. A princípio, elas fluíram como um memorial por meu avô, mas, à medida que cada um contava as lembranças de feriados passados, elas passaram a ser não apenas sobre ele, mas sobre muitos de nós. Lembro-me de pensar em como meu avô se sentiria orgulhoso por saber que nossa família continua unida por nossas histórias.

Na família de Deus não é diferente.

Nossa história comum é a história do povo de Deus. O que nos une é infinitamente mais forte do que o que nos divide. O amor que experimentamos em nossos encontros é tão importante quanto nossas ações. E, ao afirmarmos nossa identidade comum como filhos de Deus, encontramos nosso lugar uns ao lado dos outros, como irmãos e irmãs.

: Bondoso Deus, graças porque, por meio de Cristo, somos parte da Tua história.
Ajuda-nos a nos reunir e partilhar da nossa jornada de fé como Teus filhos, para que nessa comunhão todas as pessoas possam encontrar um lugar de acolhida à Tua mesa. Em nome de Jesus. Amém.


A mesa da família de Deus tem um lugar para cada um de nós.
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Shane Stanford (Mississippi, EUA)
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

A PALAVRA DA INOCÊNCIA

Quase sempre acreditamos que as crianças não entendem o que acontece ao seu redor. Tomamos decisões, inclusive a respeito de suas próprias vidas, sem nos importar com seus sentimentos.

Assim acontece nas separações conjugais, em que se decide com quem ficarão os filhos. Assim é quando se decide mudar de residência e até mesmo quando se opta por transferi-los de uma para outra escola.

No entanto, as crianças estão atentas e percebem os acontecimentos muito mais do que possamos imaginar.

A jornalista Xiran que, apesar do regime de opressão e abandono que viveu na China, manteve um programa de rádio, em Nanquim, conta uma história singular, em seu livro: As boas mulheres da China.

Havia uma jovem que se casou com um rapaz muito culto e de projeção política na china. Durante três anos, pelo seu status, ele foi estudar em Moscou.

Ela viveu anos de felicidade ao seu lado. Um casamento que foi abençoado com dois filhos. "era uma mulher de sorte", comentava-se.

Então, exatamente no momento em que o casal se alegrava com o nascimento do segundo filho, o marido teve um ataque cardíaco e morreu, repentinamente.

No final do ano seguinte, o filho mais novo morreu de escarlatina.

Com o sofrimento causado pela morte do marido e do filho, ela perdeu a coragem de viver.

Um dia, pegou o filho que restava e seguiu para a margem do rio Yangtsé. Seu intuito era se unir ao marido e ao bebê na outra vida.

Parada à beira do rio, ela se preparava para se despedir da vida, quando o filho perguntou, inocentemente:

"Nós vamos ver o papai?"

Ela levou um choque. Como é que uma criança de 5 anos podia saber o que ela pretendia fazer?

E perguntou:

"O que é que você acha?"

Ele respondeu:

"É claro que vamos ver o papai! Mas eu não trouxe o meu carrinho de brinquedo para mostrar para ele!"

Ela começou a chorar. Nada mais perguntou. Deu-se conta de que ele sabia muito bem o que ela pretendia.

Compreendia que o pai não estava no mesmo mundo que eles, embora não fizesse uma distinção muito clara entre a vida e a morte.

As lágrimas reavivaram nela o instinto materno e o senso de dever.

Tomou o filho no colo e, deixando a correnteza do rio levar a sua fraqueza, retornou para sua casa.

A mensagem de suicida que tinha escrito foi destruída.

Enquanto fazia o caminho de volta ao lar, o menino tornou a perguntar:

"E então, não vamos ver o papai?"

Procurando engolir o pranto, ela respondeu:

"O papai está muito longe. Você é pequeno demais para ir até lá. A mamãe vai ajudá-lo a crescer, para que você possa levar para ele mais coisas. E coisas muito melhores."

Depois disso, ela fez tudo o que uma mãe sozinha pode fazer para dar ao filho o melhor.


As crianças não são tolas. E muito mais do que possamos imaginar permanecem atentas, em especial a tudo que lhes diga respeito.

Percebem os desentendimentos conjugais, as dificuldades domésticas, a ponto de ficar enfermas.

Por tudo isso, preste mais atenção ao seu filho. E, sobretudo, fale com ele sobre dificuldades e sobre as soluções possíveis.

Não o deixe crescer ansioso e triste. Ajude-o a viver no mundo, seguro e firme.
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Equipe de Redação do Momento Espírita
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PRECE

Pai de infinita Bondade, sustenta-nos o coração no caminho que nos assinalaste!

Infunde-nos o desejo de ajudar àqueles que nos cercam, dando-lhes das migalhas que possuímos para que a felicidade se multiplique entre nós.

Dá-nos a força de lutar pela nossa própria regeneração, nos círculos de trabalho em que fomos situados, por teus sábios desígnios.

Auxilia-nos a conter as nossas próprias fraquezas, para que não venhamos a cair nas trevas, vitimados pela violência.

Pai, não deixes que a alegria nos enfraqueça e nem permitas que a dor nos sufoque.

Ensina-nos a reconhecer tua bondade em todos os acontecimentos e em todas as cousas.

Nos dias de aflição, faze-nos contemplar tua luz, através de nossas lágrimas e nas horas de reconforto, auxilia-nos a estender tuas bênçãos com os nossos semelhantes.

Dá-nos conformação no sofrimento, paciência no trabalho e socorro nas tarefas difíceis.

Concede-nos, sobretudo, a graça de compreender a tua vontade seja como for, onde estivermos, a fim de que saibamos servir em teu nome e para que sejamos filhos dignos de teu infinito amor.

Assim seja.
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AGAR
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CRISTO NA NATUREZA

Nasceu no meio da palha cercado de animais.

Em plena Natureza Sua presença se faz.

Veio para o meio dos homens e com eles conviveu.

Entre sábios e ignorantes entre ricos e plebeus, para onde se dirigia espalhava o Seu Amor,
Exaltando a Natureza exaltando o Criador, no Templo da Natureza o Evangelho era vivido, o Evangelho era pregado.

Sempre falava às multidões em pleno céu aberto, tirando da Natureza em parábolas singelas Seus exemplos mais belos.

Falou do trigo e do joio, da figueira e da árvore, na ovelha desgarrada, ensinou a imensa bondade que preenche o Universo, andou sobre as águas do mar e acalmou as tempestades e por Sua mansidão, ao Cordeiro até hoje é comparado.

Sempre em plena Natureza, doentes eram curados, não é só no madeiro da Cruz que deve ser recordado.

Cristo viveu e exaltou na Natureza e em toda em qualquer parte Sua presença pode ser sentida por toda a Natureza, e por ela é exaltado.

Hoje em dia a Natureza vem sofrendo, toda forma de agressão e por Ele com Seu Amor nos conclama a que tomemos posição, aprendendo a conviver com ela sempre, amando-a como irmãos.

É preciso sacudir o cérebro para acordar o sentimento dos homens que ainda não acordaram para o Amor pleno e supremo por toda obra da Criação.

Cristo amou e ama a Natureza, por isso no Seu Evangelho deixou tantos exemplos tirados de Seu berço.

Que nesta nova era que se inicia, nesta era de Aquário,

O homem aprenda com Ele a Amar tudo o que o cerca, vivendo em plena harmonia com a Natureza, em harmonia com Deus e com todo o Universo.
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Argos
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

CARTÃO DE VISITAS

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário , que lia o seu livro de ciências.

O senhor , por sua vez , lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos .

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou : -O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices ?

-Sim , mas não é um livro de crendices . É a Palavra de Deus . Estou errado ?

Respondeu o jovem : - Mas é claro que está ! Creio que o senhor deveria estudar a Historia Universal . Veria que a Revolução Francesa , ocorrida há mais de 100 anos , mostrou a miopia da religião Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias . O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso .

-É mesmo ? Disse o senhor.

-E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia ?

- Bem , respondeu o universitário , como vou descer na próxima estação , falta-me tempo agora , mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência .

O velho então , cuidadosamente , abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário .

Quando o jovem leu o que estava escrito , saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba .

No cartão estava escrito : Professor Doutor Louis Pasteur , Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Cientificas da Universidade Nacional da França .

" Um pouco de ciências nos afasta de Deus . Muito , nos aproxima ".

Que Deus abençoe imensamente a sua vida, a sua família, o seu trabalho, seus amigos, e todos aqueles que você quer bem, afinal Deus sabe de todas as coisas.

Eu desejo um excelente final de semana para todos!
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(Cartão de visitas - Fato verdadeiro, integrante da biografia, ocorrido em 1892)
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TRANSMISSÃO DA RIQUEZA

É bastante comum nos pais o desejo de amealhar patrimônio para assegurar uma vida tranqüila para seus filhos.

Esse desejo é louvável, mas não pode ser levado a extremos.

Sabe-se que os Espíritos nascem na Terra para aprender as lições de que necessitam.

Entretanto, eles não são da Terra.

Ao final da experiência terrena, não podem conduzir consigo nada do que seja material.

Apenas virtudes, conhecimentos e mérito de boas ações praticadas constituem o patrimônio que conseguem levar.

De outro lado, o mal feito, o bem não realizado e as injustiças não impedidas, embora podendo, representam uma pesada carga para a consciência.

Embora o patrimônio material seja relevante, a herança mais importante que os pais podem deixar é outra.

Essa herança consiste nas lições de vida reta e nos exemplos de solidariedade e compaixão.

Em termos de vida imortal, não tem sentido querer tornar os filhos ricos, mas egoístas.

A riqueza freqüentemente muda de mãos.

As empresas mais sólidas vão à falência.

A vontade de um homem é impotente para conservar nas mãos de seus filhos a fortuna que construiu.

Se a Providência Divina decidir que os herdeiros devem experimentar a prova da miséria, eles a experimentarão.

Tudo o que compõe o mundo pertence a Deus.

O homem é mero usufrutuário, mais ou menos fiel, conforme compreende a finalidade do que lhe vem às mãos.

Os bens materiais são sempre instrumentos, neutros em sua essência.

Os pais devem ser conscientes de que sua tarefa não consiste apenas em educar os filhos para que sejam felizes, segundo os padrões mundanos.

O sucesso material pode ser efêmero e enganoso.

Para ser bem sucedido na tarefa paterna, é preciso ciência de que se está a educar Espíritos para Deus.

O mundo tem sua importância e representa variados desafios.

É válido e necessário estudar, trabalhar e esforçar-se para viver bem.

Só não vale a pena perder o foco e inverter os valores.

Assim, ensine seu filho a valorizar todos os bens que a família possui.

Diga-lhe que deve estudar e ser um excelente profissional.

Oriente-o para ser responsável e jamais se converter em um peso para os semelhantes.

Diga-lhe da prudência e o ensine a ser moderado em gastos, desfrutes e paixões.

Mas também o eduque para ser bondoso e solidário.

Mostre-lhe que é sublime prestar serviços desinteressados, dar para quem não pode retribuir, gastar tempo com os enfermos e idosos.

Ao assim agir, você colaborará para que seu filho se torne um ser humano de qualidade.

Se a vida mais tarde resolver experimentá-lo, ele terá méritos e valores para se sair bem.

Não achará que a riqueza diz do valor de um homem e não se imaginará sem valia por enfrentar dificuldades materiais.

Pense nisso.
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Redação do Momento Espírita
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PROVA SUTIL

"À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem" •( 1 Reis 18.44)

Israel vinha sofrendo com uma seca havia três anos. O servo de Elias observou a terra rachada sob um céu sem nuvens, e não havia sinal de mudança. No entanto, Elias, que orava no Monte Carmelo, insistiu que a chuva estava próxima. Pela sétima vez naquela tarde, seu servo observou, obedientemente, o horizonte.

Quando ele avistou uma pequena nuvem, Elias viu nela o mover de Deus e foi avisar o rei de que a chuva estava a caminho. O profeta precisava de uma pequena evidência da ação de Deus, pois já esperava por ela.

Pensando em Elias, refleti: Teria eu enviado um aviso de tempestade ao rei com base apenas numa pequena nuvenzinha?

É improvável. Eu teria esperado que muitas nuvens escuras surgissem antes de proclamar minha fé de que Deus estava respondendo à oração.

Quantas vezes negligenciei a obra de Deus à minha volta porque parecia muito pequena?

Quando oro por situações desesperadoras, a resposta, em geral, surge de maneira sutil: uma palavra gentil de um colega rude, uma resposta respeitosa de uma criança difícil, uma noite de sono profundo para uma mente ou corpo cansado.


Quero ser mais como Elias. Quero orar fielmente pela ajuda de Deus e reconhecê-la prontamente quando ela vier. Quanto mais cedo reconhecer a ação do Senhor em minha vida, mais cedo verei a mudança.

: Amado Deus, mostra-nos as maneiras por meio das quais estás agindo, tanto as grandes quanto as pequenas. Quando virmos as obras das Tuas mãos, ajuda-nos a declarar a Tua bondade aos outros. Em nome de Jesus. Amém.

A menor mudança pode ser sinal do começo de um milagre.
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JOLYNNE KEOUGH (CALIFÓRNIA, EUA)
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

SEMPRE MELHOR

Não se diga pior em momento algum.

Se você já consegue escutar com paciência nas horas difíceis...

Se você silenciar a própria irritação nas horas amargas...

Se tem ânimo para sofrer sem lamentação...

Se já suporta os problemas da própria casa, procurando solucioná-los sem zedume e sem queixa...

Se tem força para para calar esse ou aquele assunto infeliz...

Se respeita a liberdade dos outros...

e aguenta a visita da enfermidade sem alarmar o ambiente onde se encontre...

Se desculpa ofensas reconhecendo que somos também capazes de ofender...

Se procura o trabalho com alegria...

Se confia em Deus e espera por Deus, sem desesperar, sejam quais forem as circunstâncias da vida...

ENTÃO, VOCÊ JÁ TERÁ MELHORADO MUITO E PROSSEGUIRÁ SEMPRE MELHOR.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

OS SAPATOS DA FELICIDADE


"Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mateus 25:40).

Em um fascinante poema de Edwin Markham, "Os Sapatos da Felicidade," Conrad, o velho sapateiro, sonhou uma noite que o Mestre viria visitá-lo.

Logo nos primeiros minutos do dia, ele levantou e decorou toda a sua pequena loja com flores brilhantes e alegres e esperou. Quando o mestre chegasse, ele lavaria os Seus pés e beijaria Suas mãos onde os cravos perfuraram. Mas o Mestre não veio.

Um mendigo entrou na loja e Conrad deu a ele um par de sapatos.

Uma velha mulher entrou também na loja.
Andava curvada devido a um pesado saco que trazia em suas costas. Ele retirou aquela pesada carga de seus ombros e deu-lhe comida para reanimar suas forças.

Finalmente, pouco antes do dia dar lugar à escuridão, um pequeno menino entrou na loja. Seus olhos estavam molhados de lágrimas. Conrad pegou-lhe pela mão e levou-o de volta até sua mãe.

Mas o convidado divino não veio. Então, no silêncio da noite, ele ouviu uma voz suave e meiga: "Alegre o seu coração. Eu mantive minha palavra. Três vezes Eu vim até sua porta amorosa. Três vezes minha sombra estava em seu chão. Eu era o mendigo com feridas nos pés, eu era a mulher que você alimentou, eu era a criança perdida na rua."

Como é maravilhoso saber que estamos entre os filhos amados de Deus. Nosso coração se enche de gozo e felicidade porque sabemos que o Senhor está ao nosso lado, cuidando de nossas vidas, guardando-nos de todo mal, suprindo todas as nossas necessidades, fortalecendo-nos nos momentos de fraqueza espiritual, ajudando-nos a vencer cada uma de nossas lutas.

Ele está sempre ao nosso lado e podemos vê-lo em cada uma de nossas atitudes cristãs. Quando estendemos nossa mão para atender um irmão necessitado, também temos os nossos "sapatos da felicidade".

Quando encontramos uma pessoa angustiada e passando por grandes lutas e oferecemos um ombro amigo e uma palavra de encorajamento, os nossos "sapatos da felicidade" brilham um pouco mais.

Quando aprendemos a doar um pouco de nós para o nosso próximo, em vez de pensar apenas em nossos interesses pessoais, o nome do Senhor é glorificado e os nossos "sapatos dançarão de felicidade".
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Paulo Barbosa
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

BÚSSOLA DA ALMA


Surge a prece na existência terrestre como chave de luz inspirativa descerrando
as trilhas que parecem impedidas aos nossos olhos.

Ensina sempre no silêncio da alma e, quando não resolve os problemas
ou não afasta o sofrimento, ilumina a mente e fortalece a resignação.

Contacto com o Infinito, toda oração sincera significa mensagem com endereço exato,
e se, por vezes, flutua entre riso e pranto, termina sempre por elevar-se aos páramos superiores
onde já não existem temporàriamente nem alegria nem dor, apenas paz da alma.


Oração é diálogo.

Quem ora jamais monologa.

Até a petição menos feliz tem a resposta que lhe cabe, procedente das sombras.

Atende aos compromissos na hora certa.

A pontualidade é o fiel moral na balança do tempo.

Dá e receberás.

Auxilia e alguém te auxiliará.

Existe a caridade como receita ideal para todos os males.

A imparcialidade de julgamento há de começar em nós, com a benevolência para com os outros e severidade para nós mesmos.

Quais são os pontos de contacto de sua vida com a verdade?

Que relação existe entre você e o mundo espiritual?

Expressa a exemplificação o conjunto dos reflexos de nossos atos. Toda opinião retrata o opinador.

Constitui a vida uma longa viagem em demanda aos portos da felicidade perfeita.

A prece é a bússola que nos coloca sob a direção do Senhor, cujas mãos devem pousar no leme da embarcação do destino.

Ora sempre e o barco dos teus dias nunca se transviará sob as nuvens das trevas.
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-Bezerra de Menezes

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SER FELIZ

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma e agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar "eu errei".

É ter ousadia para dizer "me perdoe".

É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".

É ter capacidade de dizer "eu te amo".

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...

E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo, pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.

E descobrirá que...

Ser feliz não é ter uma vida perfeita.

Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.

Usar as falhas para esculpir a serenidade.

Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo!!!

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.

E você é um ser humano especial!
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Desconheço a autoria
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A ORIENTAÇÃO DE DEUS

"Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma". . (Salmos 42.1)

Os cervos, cinco ao todo, entraram pelo portão aberto de nosso grande jardim todo cercado. Comeram as sobras da estação e partiram, menos um jovem cervo, que continuou a se banquetear.

Quando se deu conta de que tinha sido deixado para trás, ficou confuso e começou a correr por todo lado, à procura dos outros.

Em sua ansiedade, não conseguia encontrar o portão. Várias vezes se jogou contra a cerca, caindo de volta no que deve ter lhe parecido uma armadilha, uma prisão, uma gaiola.

Então, uma cerva voltou até a cerca, pelo lado de fora. Andando junto à lateral do cercado, ela conduziu o menor até o portão, até a liberdade e para seu alegre reencontro.

Nosso Deus faz algo semelhante conosco.

Nós nos deixamos prender, ficamos separados, perdidos, assustados e ansiosos, sem saber onde estamos, sem conseguir estar onde queremos.

Lançamo-nos contra muros que não se quebram, barreiras que não conseguimos subir, obstáculos que não podemos saltar apenas para sermos lançados de novo nas prisões em que entramos.

Então, Aquele que Se preocupa conosco vem para nos mostrar como sair. Ele caminha conosco, demonstrando cuidado, preocupação e amor, para que possamos experimentar a liberdade.

Deus nos procura, nos guia para casa e partilha conosco a alegria do reencontro.

: Senhor Deus, protege-nos do perigo ao colocarmos nossa vida sob os Teus cuidados. Consola-nos em nosso medo e resgata-nos de nossas prisões. Em nome de Jesus. Amém.

Quando estamos perdidos, Deus vem em nossa procura.
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Douglas N. Akers (Nova York, EUA)

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O VERDADEIRO PODER

Era uma vez um jovem guerreiro famoso por sua invencibilidade.

Era um homem cruel e, por isso, temido por todos.

Quando se aproximava de uma aldeia, os moradores abandonavam suas casas, e fugiam para as montanhas, porque sabiam que ele não poupava nada, nem ninguém.

Certo dia, ele e seu exército aproximaram-se de uma aldeia na qual vivia um sábio ancião.

Todos os habitantes fugiram assustados, menos ele.

O guerreiro entrou na vila e, como de costume, incendiou casas e matou os animais que encontrou.

Logo chegou à casa do sábio, que permanecia em pé ao lado da porta de entrada, serenamente.

Quando eles se encontraram, o guerreiro impiedoso disse-lhe que seus dias haviam chegado ao fim, mas que, no entanto, iria lhe conceder um último desejo antes de passá-lo pelo fio de sua espada.

O velhinho, sem alterar o seu semblante, disse-lhe que precisava que o guerreiro fosse até o bosque e que ali cortasse um galho de árvore.

O jovem achou aquilo uma grande besteira, mas decidiu atendê-lo, entre gargalhadas e deboches.

Foi até o bosque e com um único golpe de espada cortou um galho de árvore.

"Muito bem." - disse o ancião, quando o guerreiro voltou - "quero saber agora se o senhor é capaz de recolocar este galho na árvore da qual o arrancou."

O jovem guerreiro entre gargalhadas, chamou-o de louco, respondendo-lhe que todos sabiam que era impossível colocar o galho cortado na árvore outra vez.

O ancião sorriu e lhe disse: "louco é o senhor, que pensa ter poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar não tem poder. Poder tem aquele que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Poder tem aquele que produz, que cria, que mantém. Essa pessoa, sim, tem o verdadeiro poder."

Muitos são os que acreditam deter o poder porque atemorizam os demais, ou porque conseguem destruir o que encontram pela frente.

Acreditam-se poderosos porque são capazes de derrubar pessoas, destruir grandes obras e silenciar vozes.

Mas isso é um grande engano.

O verdadeiro poder não reside em arrasar existências e fazer cair por terra o trabalho dos outros.

Não se prova ter poder por meio da força bruta ou através de gritos e ameaças.

Isso demonstra, tão somente, grave desequilíbrio.

Desfazer o que outros produziram ou tentar abalar edificações morais, tão duramente estabelecidas, em nada auxiliarão o nosso próprio desenvolvimento.

Tantos são os que agem assim, crendo-se poderosos, iludindo-se e distribuindo dores ao longo de suas pegadas.

Por outro lado, tão poucos ainda são capazes de edificar, de construir, ou, ainda, de reerguer o que foi destruído.

Tão poucos se dispõem a persistir, a resistir diante dos vendavais das dificuldades. Estes, sim, possuem um poder realmente significativo.


Há muito a ser reconstruído.

Há muito mais, ainda, a ser feito.

Tantos caminhos aguardam para serem trilhados.

Há tantas tarefas a serem concluídas.

Há pontes de compreensão a serem construídas para superar os despenhadeiros da intolerância.

Há abrigos de solidariedade e de consolo a serem edificados para refugiar aqueles que sofrem.

O poder verdadeiro é o daquele que cria, que mantém, que reconstrói, não apenas um dia, mas todo momento, por toda uma vida.
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Equipe de Redação do Momento Espírita
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RESISTE À TENTAÇÃO

"Bem-aventurado o homem que sofre a tentação". - (Tiago, 1:12).

Enquanto nosso barco espiritual navega nas águas da inferioridade, não podemos aguardar isenção de ásperos conflitos interiores. Mormente na esfera carnal, toda vez que empreendemos a melhoria da alma, utilizando os trabalhos e obstáculos do mundo, devemos esperar a multiplicação das dificuldades que se nos deparam, em pleno caminho do conhecimento iluminativo.

Contra o nosso anseio de claridade, temos milênios de sombra. Antepondo-se-nos à mais humilde aspiração de crescer no bem, vigoram os séculos em que nos comprazíamos no mal.

É por isto que, de permeio com as bênçãos do Alto, sobram na senda dos discípulos as tentações de todas os matizes.

Por vezes, o aprendiz acredita-se preparado a vencer os dragões da animalidade que lhe rondam as portas; todavia, quando menos espera, eis que as sugestões degradantes o espreitam de novo, compelindo-o a porfiada batalha.

Claro, portanto, que nem mesmo a sepultura nos exonera dos atritos com as trevas, cujas raízes se nos alastram na própria organização espiritual. Só a morte da imperfeição em nós livrar-nos-á delas.

Haja, pois, tolerância construtiva em derredor da caminhada humana, porque as insinuações malignas nos cercarão em toda parte, enquanto nos demoramos na realização parcial do bem.

Somente alcançaremos libertação, quando atingirmos plena luz.

Entendendo a transcendência do assunto, o apóstolo proclama bem-aventurado aquele "que sofre a tentação". Impossível, por agora, qualquer referência ao triunfo absoluto, porque vivemos ainda muito distantes da condição Angélica; entretanto, bem-aventurados seremos se bem sofremos esse gênero de lutas, controlando os impulsos do sentimento menos aprimorado e aperfeiçoando-o, pouco a pouco, à custa do esforço próprio, a fim de que não nos entreguemos inermes às sugestões inferiores que procuram converter-nos em vivos instrumentos do mal.
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EMMANUEL & CHICO XAVIER
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UM MANÁ DIÁRIO

E, quando o orvalho descia de noite sobre o arraial, sobre ele descia também o maná" (Números 11:9).

Ben Jochai estava ensinando a um grupo de alunos sobre o milagre do maná quando Israel estava caminhando do Egito até a terra prometida. Um dos alunos perguntou: "Por que o Senhor Deus não fornecia a Israel uma quantidade de maná suficiente para durar o ano inteiro?"

O professor disse: "Eu lhe responderei com uma parábola. Certa vez um homem rico prometeu a seu filho uma mesada anual. Todo ano, no mesmo dia, ele daria ao filho todo o valor. Depois de um certo tempo, o pai só via o filho no dia em que este vinha pegar sua mesada. Então o pai mudou seu plano e só dava ao filho o suficiente para um dia. Este retornaria no dia seguinte para buscar novamente sua mesada. Daquele dia em diante o pai via seu filho todos os dias".

Esta é a maneira como Deus lidava com Israel. Esta é a maneira como Ele lida conosco.


Com que frequência temos buscado o nosso Pai celestial? Quantas vezes temos ido à Sua presença?Apenas lembramos do Senhor quando estamos necessitando de algo ou, como filhos que amam ao Pai, temos estado com Ele em todos os momentos.

Deus tem bênçãos para nós todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Ele está sempre pronto a nos dar a verdadeira alegria e o Seu amor é inigualável. Nele nos sentimos protegidos, temos a confiança na realização de cada sonho e, em todas as batalhas, somos mais do que vencedores.

Se nos sentimos fracos, ele tem o maná da Sua força. Se nos sentimos fracassados, Ele tem o maná do sucesso. Se parece que estamos em um deserto, Ele manda o maná do Céu para nosso refrigério.

Cada dia o Senhor tem preparado um maná especial para a nossa felicidade.
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PAULO BARBOSA
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A ÁRVORE PRECIOSA



Salientando o Senhor que a construção do Reino Divino seria obra de união fraternal entre todos os homens de boa-vontade, o velho Zebedeu, que amava profundamente os apólogos do Cristo, pediu-lhe alguma narrativa simbólica, através da qual a compreensão se fizesse mais clara entre todos.

Jesus, benévolo como sempre, sorriu e contou:

— Viviam os homens em permanentes conflitos, acompanhados de miséria, perturbação e sofrimento, quando o Pai compadecido lhes enviou um mensageiro, portador de sublimes sementes da Árvore da Felicidade e da Paz. Desceu o anjo com o régio presente e, congregando- os homens para a entrega festiva, explicou-lhes que o vegetal glorioso produziria flores de luz e frutos de ouro, no futuro, apagando todas as dissensões, mas reclamava cuidados especiais para fortalecer-se. Em germinando, era imprescindível a colaboração de todos, nos cuida- dos excepcionais do amor e da vigilância.

As sementes requeriam terra conveniente, aperfeiçoado sistema de irrigação, determina- da classe de adubo, proteção incessante contra insetos daninhos e providências diversas, nos tempos laboriosos do início; a planta, contudo, era tão preciosa em si mesma que bastaria um exemplar vitorioso para que a paz e a felicidade se derramassem, benditas, sobre a comunidade em geral. Seus ramos abrigariam a todos, seu perfume envolveria a Terra em branda harmonia e seus frutos, usados pelas criaturas, garantiriam o bem-estar do mundo inteiro.

Finda a promessa e depois de confiadas ao povo as sementes milagrosas, cada circuns tante se retirou para o domicílio próprio, sonhando possuir, egoisticamente, a árvore das flores de luz e dos frutos de ouro. Cada qual pretendia a preciosidade para si, em caráter de exclusividade. Para isso, cerraram-se, apaixonadamente, nas terras que dominavam, experimentando a sementeira e suspirando pela posse pessoal e absoluta de semelhante tesouro, simplesmente por vaidade do coração.

A árvore, todavia, a fim de viver, reclamava concurso fraterno total, e os atritos ruinosos continuaram.

As sementes, pela natureza divina que as caracterizava, não se perderam; entretanto, se alguns cultivadores possuíam água, não possuíam adubo e os que retinham o adubo não dispunham de água farta. Quem detinha recursos para defender-se contra os vermes, não encontrava acesso à gleba conveniente e quem se havia apoderado do melhor solo não contava com possibilidades de vigilância. E tanto os senhores provisórios da água e do adubo, da terra e dos elementos defensivos, quanto os demais candidatos à posse da riqueza celeste, passaram a lutar, em desequilíbrio pleno, exterminando-se reciprocamente.

O Mestre fez longo intervalo na curiosa narrativa e acrescentou:

— Este é o símbolo da guerra improfícua dos homens em derredor da felicidade. Os ta- lentos do Pai foram concedidos aos filhos, indistintamente, para que aprendam a desfrutar os dons eternos, com entendimento e harmonia. Uns possuem a inteligência, outros a reflexão; uns guardam o ouro da terra, outros o conhecimento sublime; alguns retêm a autoridade, outros a experiência; todavia, cada um procura vencer sozinho, não para disseminar o bem com todos, através do heroísmo na virtude, mas para humilhar os que seguem à retaguarda.

E fitando Zebedeu, de modo significativo, finalizou:

— Quando a verdadeira união se fizer espontânea, entre todos os homens no caminho redentor do trabalho santificante do bem natural, então o Reino do Céu resplandecerá na Terra, à maneira da árvore divina das flores de luz e dos frutos de ouro.

O velho galileu sorriu, satisfeito, e nada mais perguntou.

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NEIO LÚCIO & CHICO XAVIER
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UM DIA...


Um dia, os homens vão perceber...
Eles vão perceber que o mundo só está desse jeito,
por causa da busca pela perfeição...
Busca que causa guerras, disputas e mortes...
Busca de pessoas sem sorte...


Mas, um dia, os homens vão perceber...
Perceber que um mundo perfeito seria sem graça...
Que pessoas perfeitas seriam desnecessárias...
Por que se tudo fosse perfeito a ESPERANÇA deixaria de existir...

Por isso, um dia, os homens vão entender...
Entender que Deus é o único perfeito, pois criou tudo e sabe tudo...
E que se nós fossemos perfeitos e soubéssemos tudo...
Qual seria a graça de viver...

Com certeza, um dia os homens têm que entender...
Que se todos fossem perfeitos, não precisariam mais um dos outros...
Não teriam mais o que esperar da vida...
Não teriam vontade de viver...

E então, um dia, os homens vão querer...
Deixar de lado a busca pela perfeição humana,
sem deixar a busca pelo conhecimento...
Para, a partir deste dia, todos começarem a viver como irmãos...

Assim, um dia, os homens vão descobrir...
Descobrir que é a esperança que move o mundo...
Que a AMIZADE impulsiona as pessoas...
E que a perfeição serve apenas para Deus...

Que nos deu sua esperança, pois não precisa dela,
já que Ele sabe tudo...
E que apesar de não precisar de ninguém,
quer a nossa AMIZADE e o nosso AMOR...

E então um dia, o homens vão querer...
Querer viver como eternos amigos, com suas qualidades e defeitos,
para sempre aprender e ensinar com seu atos...
Viver como ETERNOS e VERDADEIROS IRMÃOS,
pois estes sabem o significado de uma verdadeira amizade...

E, um dia, os homens, as mulheres e todos os seres viventes
vão ter a PAZ que tanto buscam...
Uma paz que não vem da perfeição humana,
mas sim do AMOR DIVINO, o qual deve
existir entre pais e filhos, entre os amigos e entre os irmãos...

E nesse dia todas as pessoas vão se abraçar sem nenhum tipo de distinção,
sabendo o verdadeiro valor da AMIZADE,
a verdadeira importância da ESPERANÇA
e o verdadeiro significado da frase:
"EU TE AMO"

Um dia, os homens vão perceber...
Um dia, os homens vão entender...
Um dia, os homens vão descobrir...
Um dia, os homens vão querer...
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Fernando Patini Szmyhiel
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

CAMPANHA DA GENTILEZA

O executivo estava na capital e entrou em um táxi com um amigo.

Quando chegaram ao destino, o amigo disse ao taxista:

Agradeço pela corrida. O senhor dirige muito bem.

E, ante o espanto do motorista, continuou:

Fiquei impressionado em observar como o senhor manteve a calma no meio do trânsito difícil.

O profissional olhou, um tanto incrédulo, e foi embora.

O executivo perguntou ao amigo por que ele dissera aquilo.

Muito simples – explicou ele. Estou tentando trazer o amor de volta a esta cidade e iniciei com uma campanha da gentileza.

Você sozinho? – Disse o outro.

Eu, sozinho, não. Conto que muitos se sintam motivados a participar da minha campanha.

Tenho certeza de que o taxista ganhou o dia com o que eu disse.

Imagine agora que ele faça vinte corridas hoje. Vai ser gentil com todas as 20 pessoas que conduzir, porque alguém foi gentil com ele.

Por sua vez, cada uma daquelas pessoas será gentil com seus empregados, com os garçons, com os vendedores, com sua família.

Sem muito esforço, posso calcular que a gentileza pode se espalhar pelo menos em mil pessoas, num dia.

O executivo não conseguia entender muito bem a questão do contágio que o amigo lhe explicava.

Mas, você vai depender de um taxista!

Não só de um taxista, respondeu o otimista. Como não tenho certeza de que o método seja infalível, tenho de fazer a mesma coisa com todas as pessoas que eu contatar hoje.

Se eu conseguir que, ao menos, três delas fiquem felizes com o que eu lhes disser, indiretamente vou conseguir influenciar as atitudes de um sem número de outras.

O executivo não estava acreditando naquele método. Afinal, podia ser que não funcionasse, que não desse certo, que a pessoa não se sensibilizasse com as palavras gentis.

Não tem importância, foi a resposta pronta do entusiasta. Para mim, não custou nada ser gentil.


Você já pensou como seria bom se agradecêssemos ao carteiro por nos trazer a correspondência em nossa residência?

Ao médico que nos atenda, ao balconista, ao caixa do supermercado...

E a um professor, então? Quantos se mostram desestimulados porque ninguém lhes reconhece o trabalho!

Se receber um elogio, se alguém lhe disser como é bom o trabalho que está realizando com seu filho, como ele influenciará todos os alunos das várias classes em que leciona!

E cada aluno levará a mensagem para suas casas, seus amigos, seus vizinhos.

Pode não ser fácil, mas se pudermos recrutar alguém para a nossa campanha da gentileza...

Diz um provérbio de autoria desconhecida que as pessoas que dizem que não podem fazer, não deviam interromper aquelas que estão fazendo alguma coisa.

Pensemos nisso e procuremos nos engajar na campanha da gentileza.

Pode não dar certo com uma pessoa muito mal-humorada. Mas também pode ser que ela se surpreenda por ser cumprimentada, e responda.

Melhor do que isso: pode ser que ela decida cumprimentar alguém. E, em fazendo isso, se sinta bem. E passe a cumprimentar as pessoas todos os dias.

Assim estaremos espalhando o germe da gentileza, que torna as pessoas mais próximas umas das outras.

Uma campanha que espalha confiança, tranquilidade...

Pensemos nisso e façamos nossa adesão à campanha da gentileza, transformando a nossa cidade num oásis de paz.
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Redação do Momento Espírita

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